Património ferroviário é uma marca da identidade do BarreiroCP está contra processo de classificação que «estava bem encaminhado»
No âmbito das Jornadas do Património Cultural do Barreiro, Rosalina Carmona, investigadora da História Local, referiu que CP pretende parar o processo de classificação do património ferroviário, que estava em fase de conclusão e tinha o apoio do anterior executivo da Câmara Municipal do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, no âmbito das Jornadas do Património Cultural do Barreiro, Rosalina Carmona, investigadora da História Local, referiu que existem noticias sobre a classificação do património ferroviário do Barreiro, que “estava bem encaminhado”, “tinha despacho em vias de classificação”, contava com o acordo do executivo da Câmara Municipal do Barreiro, no anterior mandato, e, aguardava-se para breve que, o mesmo, “ia ser reconhecido”.
Agora, as “novidades não são boas”, disse.
Não sabemos a posição do novo executivo
A historiadora, salientou que a CP, está a mover um procedimento contra o processo de classificação que pode por em causa tudo o que estava em fase de conclusão.
Rosalina Carmona sublinhou que, sobre esta matéria, “não sabemos a posição do novo executivo” da Câmara Municipal do Barreiro.
Expressou as suas preocupações sobre um eventual recuo do processo de classificação do património ferroviário do Barreiro, que, na sua opinião, agora – “não parece que esteja no bom caminho”.
Uma história com mais de 150 anos
Rosalina Carmona, sublinhou que o património ferroviário do Barreiro, faz parte de uma história com mais de 150 anos, e, esteve na origem de tudo o que foi a industrialização do Barreiro, da cortiça á indústria química.
Referiu que o Barreiro é um dos centros urbanos com maior concentração de património industrial.
Recordou as Oficinas fundadas em 1859, a primeira estação ferroviária de raiz em Portugal, a gare marítima em 1884, a Rotunda das Máquinas e outros aspectos nomeadamente as máquinas diesel.
Património que urge classificar
Acerca de todo este património, disse, que o processo de classificação teve o seu inicio no ano 2000, foi retomado no ano 2013, com o enquadramento da Câmara Municipal do Barreiro.
Em 2017, salientou estava em vias de classificação pela Direcção do Património.
Rosalina Carmona, salientou a importância deste património e da cultura ferroviária, como sendo essenciais num processo de bens de interesse cultural.
“Este é um património que urge classificar”, disse.
A historiadora lançou o apelo à mobilização dos barreirenses para que não volte atrás o processo de classificação do património ferroviário, que é uma marca da identidade do concelho do Barreiro.














