Barreiro – Conferência sobre «Cancro Gástrico»Portugal na Europa é o país com a maior taxa de incidência
Janeiro Neves, Director de Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, em declarações ao jornal «Rostos», o «Cancro Gástrico», – “é uma patologia muito complexa”.
Na conferência que decorreu, no sábado, sublinhou-se a importância das «reuniões multidisciplinares», e, a necessidade de elaboração de um protocolo, no Hospital do Barreiro, que defina estratégias.

Por Jornal Rostos
No Auditório do Hospital do Barreiro, realizou-se uma conferência- Sessão Clinica tendo como tema: «Um dia um tema - Cancro Gástrico», organizada pelo Serviço de Cirurgia Geral e com o apoio da Sociedade Portuguesa de Cirurgia.
Promover a reflexão com hospitais da região e do país
Na conferência participaram especialistas, de hospitais de Coimbra, para baixo, particularmente, da zona sul do país.
Um dos objectivos da realização deste evento foi, também contribuir para congregar, na reflexão, os Hospitais da região, de Setúbal, de Almada, do Barreiro e do IPO de Lisboa, que mantém uma estreita colaboração com o Hospital do Barreiro, no estudo dos doentes. Esteve presente, também, um investigador especialista, do Porto.
Protocolo que defina correctamente as estratégias
Janeiro Neves, Director de Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, em declarações ao jornal «Rostos», sublinhou que a realização desta conferência sobre «Cancro Gástrico», resulta da importância que a patologia tem e das dificuldades, ainda existentes, em termos de resultados – “é uma patologia muito complexa, com muita variabilidade em termos de expressão, quer local, quer de tipos de cancro, de variações celulares que existem, e, também de algumas questões que, ainda são levantadas, na metodologia para avaliar estes doentes, e, na sua discussão, que deve ser sempre com todas as especialidades, em conjunto, que nós chamamos reuniões multidisciplinares, porque, mesmo nessas reuniões, por vezes, existe alguma diferença de opinião, entre as várias especialidades.
Portanto, com isto queremos, ver se conseguimos fazer para o futuro, breve, um protocolo, aqui na nossa instituição, que defina correctamente quais as estratégias que vamos ter para os nossos doentes, sobre a terapêutica que vamos dar, a melhor possível, dentro das possibilidades que é evidente, que uma instituição como a nossa tem”.
Na Europa o país com a maior taxa de incidência
Esta doença tem índices graves na região e no país – perguntámos.
“No país tem, tem um índice bastante grave. Foi demonstrado, hoje aqui, nesta conferência, que nós, na Europa, somos o país, com a maior taxa de incidência de cancro gástrico, uma taxa um pouco diferente, ainda, mas muito parecida com a que existe na Ásia, que é uma região no mundo com uma incidência muito grande.
No país, há uma variabilidade, muito grande, entre o Norte e o Sul, tendo o Norte uma expressão muito superior.”
Temos pouca actividade de comunicação com a classe
Qual o contributo desta conferência para valorizar a importância do Hospital do Barreiro, na região e no país?
“Estas reuniões são um princípio. O que pretendo com estas reuniões, que são reuniões simples, de um dia, de uma manhã, que se façam mais, aqui na instituição.
Eu acho que nós, aqui na instituição, temos pouca actividade de comunicação com a classe, estas conferências cientificas, a abordagens deste temas específicos, quer cirúrgicos, quer de oncologia, devíamos fazer mais.
O nosso trabalho também é muito e, por vezes, não damos atenção a esta área, e, com estas conferências, o que se pretende, também, é estimular os colegas mais novos, que estão em formação, e, a organização destas reuniões, valoriza muitos os seus currículos.
Queremos estimular esses colegas, fazendo mais sessões destas para, até, conversarmos mais com os colegas da nossa área de Setúbal, de Almada, fazermos protocolos conjuntos e colaborarmos unis com os outros.
Na área do estomago não temos lista de espera
Janeiro Neves, sublinhou que ao nível de listas de espera – “felizmente na área do estomago não temos lista de espera, é, praticamente inexistente”.
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