Barreiro – 50 mulheres apresentaram queixa de agressões«O espaço público é um espaço de Liberdade, não é um espaço de medo»
Marta Ferreira, recordou – “Eu tinha três anos, quando, há 15 anos, o Bruno começou a agredir mulheres nas ruas do Barreiro”.

Por Jornal Rostos
Na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, membros da grupo de intervenção cívica - «Acção Contra a Violência de Género – Barreiro», no período de intervenção do público, divulgaram que, no Barreiro, há 15 anos um agressor , com esquizofrenia, ataca as mulheres na via pública e, apesar de já terem sido apresentadas 50 queixas na Policia – “o Tribunal não funciona”.
Há 15 anos que violenta mulheres no Barreiro
Catarina Correia, referiu que esse cidadão, devidamente identificado pelas autoridades, há 15 anos que – “violenta mulheres no Barreiro”.
Referiu que o cidadão espanca as mulheres, manda-lhes mensagens e persegue na rua as suas vitimas – “o que ele faz é crime público”.
Salientou que já foram apresentadas 50 queixas na Policia de Segurança Pública, mas “não o prendem”, e , “o Tribunal não funciona”.
“Estamos aqui como vitimas. Queremos viver em Liberdade”, disse.
Catarina, por várias vez, interrompeu a sua intervenção, emocionada, não contendo as lágrimas – “as nódoas negras” no meu corpo “desapareceram”, mas, “as marcas que estão cá dentro essas não desaparecem”.
Internado compulsivamente no Hospital do Barreiro
João Silva, recordou que um grupo de cidadãos, homens e mulheres, estão a desenvolver esforços conjuntos, tendo criado grupo de intervenção cívica - «Acção Contra a Violência de Género – Barreiro», para denunciar esta situação, e outro tipo de casos que sejam um perigo público.
Salientou que, neste momento, o Bruno, - “está internado compulsivamente”, e, defendeu a necessidade da justiça funcionar, porque, até hoje não funcionou para este tipo de casos.
Sou a última vitima do Bruno
Marta Ferreira, foi a última intervenção, veio recordar que – “sou a última vitima do Bruno”.
Salientou que há cerca de um mês – no dia 28 de Setembro - foi espancada, “ele seguiu-me de barco”, foi do Barreiro até ao Chiado, quando entrou num prédio, empurrou-a e “esmurrou-me”. Gritou. Um polícia identificou o agressor, mas não foi detido.
“Estão à espera de quê, que ele mate alguém?”- interrogou.
Tenho medo de estar sozinha
Marta, chorava compulsivamente, uma situação dramática nunca vivida naquele espaço de intervenção politica local.>
“Tenho ataques de pânico. Tenho medo de estar sozinha”, disse.
Marta Ferreira, recordou – “Eu tinha três anos, quando, há 15 anos, o Bruno começou a agredir mulheres nas ruas do Barreiro”.
“O espaço público é um espaço de Liberdade, não é um espaço de medo”, sublinhou.
Os vossos relatos são arrepiantes
André Pinotes Batista, presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, sublinhou que – “nós não temos solução”.
“Os vossos relatos são arrepiantes, aqui, ninguém ficou indiferente”, disse.
Referiu que sobre esta matéria, irá propor a realização de uma reunião de líderes de bancadas de todos os partidos – “esta não é uma matéria partidária”.
“O Estado falha onde não pode falhar”, referiu.
O presidente da AMB, saudou as jovens pela coragem de “partilharem as vossas feridas”.














