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Debate - «O estado da Saúde no Concelho de Sines»Continua a ser notícia o nascimento de bebés numa ambulância

Destaque-se o debate de grande elevação sobre "O Estado da Saúde no Concelho de Sines"- que teve a particularidade de ser comum a todos – Médicos Convidados e Público - no direito ao seus comentários e sugestões, traduzido que foi pelo rigor e, conhecimento, dos palestrantes.

3 min de leitura
Debate - «O estado da Saúde no Concelho de Sines» Continua a ser notícia o nascimento de bebés numa ambulância

Por Jornal Rostos

A Rádio Sines, no Programa “Pontos nos IS”, realizou o debate subordinado ao tema: “O estado da Saúde no Concelho de Sines”no passado dia 09, a partir das 21 horas, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários daquela Cidade.
O evento contou com a participação dos Médicos convidados: Dr. Correia da Cunha (Médico Cardiologista – Ex-Director do Hospital de Santa Maria/Estudo sobre o Serviço Nacional de Saúde – distribuição de Médicos no Território Nacional); Dr. Bernardino Rocha (Coordenador da Equipa de Saúde Mental – Sines/Alentejo Litoral – Projecto sobre articulação da Saúde Mental e Geral e familiar) e, o Dr. Manuel Carvalho Coelho (Médico de Medicina Geral e Familiar e Saúde Ocupacional).

Foram comentadores: António Brás (que assinalou o que melhor e o pior existe, considerando o sistema vigente em matéria de Saúde no Hospital do Litoral Alentejano.
Por sua vez, André Louzeiro, além do mais, ocupou-se de uma questão sensível para a população local, não deixando de assinalar o facto de continuar a ser notícia o nascimento de bebés numa ambulância, a meio do percurso empreendido - para o seu nascimento em outros hospitais.

O Melhor
Segundo a palavra de António Brás:
A assistência tanto em quantidade como na participação
Os convidados - com um tema difícil - passível de múltiplas abordagens, conseguiram complementar-se, sem perder o enfoque, fizeram um bom enquadramento, explicando e dando a sua visão da temática em causa.
A organização da Rádio Sines e dos seus colaboradores, irrepreensível. Verdadeiro serviço público.

O Pior
A previsível falta de respostas concretas, tanto em questões como a falta de médicos de família para mais de 2500 utentes, como, apesar da minha insistência, ficar por perceber o que poderão, nós cidadãos, as instituições e a Autarquia fazer para resolver e melhorar os problemas existentes.

Do ponto de vista em causa, sem que dependa do Poder Central, faz-se necessário, diria ainda:
- surgir uma associação de utentes dos serviços de saúde;
- é urgente a autarquia e as instituições envolverem-se na construção de uma unidade de cuidados continuados;
- constituir uma associação de apoio ao diabético”.

E quando tudo isto se passou, numa noite fria de Novembro, com final bem para lá da meia-noite, quase duplicando o tempo inicialmente previsto, só podemos estar perante um sucesso.
Provou-se a necessidade de existência de um espaço de debate aberto, plural e sem limitações, que permita aos cidadãos serem informados, participarem e, mais importante, partilharem a sua opinião. É este o meu contributo e o único compromisso.
Daqui a um mês, novo programa, no mesmo formato, com outro tema (a anunciar), outros convidados e, esperamos, o mesmo e mais público”.

Nota final:
- Assinale-se a presença João Santa Bárbara no debate - administrador e director da Rádio Sines – que selou o primeiro momento da chegada dos convidados com o seu “bem receber”.

- No Apoio Técnico estiveram:
Filipe Medeiros e Vicência Tavares.

Todos os presentes, com destaque para os elementos das forças vivas da Cidade - representadas no debate e, em conjunto, comungaram do mesmo objectivo como forma não só de estímulo mas, de que a realidade dite um “olhar atento” que possa vir a mudar o rumo de um Hospital que possa vir a ser modelo ao Serviço da Saúde, cumprindo-se junto aos habitantes do Alentejo Litoral.

Aliette Martins

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