Barreiro - CDU e PSD abandonam reunião de CâmaraRecusam votar protocolo com ARS

Por Jornal Rostos
A proposta do protocolo com a ARS, apresentada pela Vereadora Sara Ferreira, visava a construção de uma Unidade de Saúde Familiar na Urbanização dos Fidalguinhos, assumindo a Câmara Municipal do Barreiro 50% do investimento, na ordem dos 600 mil euros.
No Alto Seixalinho vivem mais de 20 mil pesssoas
Paulo André, CDU, sublinhou não perceber porque razões a Câmara Municipal do Barreiro teria que pagar o investimento na área da Saúde que é competência do governo, não entendendo as razões porque a Câmara quer substituir-se ao estado.
Por outro lado, alertou para o facto de existir um proposta, já há alguns anos, de construção de um Centro de Saúde no Alto do Seixalinho.
Salientou que no Alto Seixalinho, residem mais de 20 mil pessoas, sendo esta a maior área populacional do concelho, com uma população mais idosa, a quem seria útil um Centro de Saúde de proximidade, como está previsto.
Eu não voto
Bruno Vitorino, PSD, colocou dúvidas sobre os custos apontados, salientando que os mesmos deviam atingir um milhão de euros.
Considerou que esta é uma proposta casuística, porque não tem por base qualquer estudo, ou plano de investimentos na área da saúde no concelho do Barreiro.
Alertou para o facto de estar a tornar-se – “uma regra” a Câmara assumir no concelho responsabilidades que são do Governo – “há zero investimento do governo”, salientou, porque o mesmo é assumido pela Câmara e o restante serão fundos comunitários.
O autarca social democrata considerou que esta é uma proposta – “para ser vendida a um ano de eleições”.
Bruno Vitorino, ficou surpreendido quando foi sublinhado que no Orçamento da Câmara Municipal do Barreiro, já estava inscrita a verba para este protocolo – “eu não sabia”, mas, “vocês já sabiam ”, disse, acrescentando – “Eu não voto”.
Na sua opinião esta proposta visa pedir aos barreirenses que paguem o que é competência do governo.
“Isto vai para onde?”, interrogou e comentou que isto – “é vender banha da cobra”.
Não existe uma única Creche pública
Rui Lopo, CDU, alertou para o facto de no Plano Director Municipal, não estar prevista uma unidade de saúde nos Fidalguinhos e, que, o espaço que esta unidade vai ocupar está destinado a Creche, Jardim de Infância e ensino. Recordou que ainda podem vir a ser construídos naquele território mais 472 fogos.
Espaço de expansão
Sara Ferreira, defendeu que esta proposta visa atenuar a falta de médicos de família no concelho do Barreiro e, que, a localização permite que exista um espaço de expansão, que não é possível no terreno previsto no Alto do Seixalinho..
Sobre o espaço de expansão, na discussão, foi referenciado que essa expansão, quando se considerar necessária, pode ser concretizada, ou no Centro de Saúde do Lavradio, ou na Cidade Sol.
Uma oportunidade
Rui Braga, defendeu que á luz do PDM é possível votar a proposta.
Frederico Rosa, salientou que esta é uma oportunidade, com o recurso ao financiamento do Portugal 2020, referindo ser um investimento que a Câmara pode assumir de forma confortável.
Sublinhou que não está prevista, pelo governo, a construção nenhum Centro de Saúde, no Barreiro.
«Executivo socialista» ficou sozinho
Foi um debate acalorado e intenso. No final Frederico Rosa, colocou a proposta á votação.
Os eleitos da CDU e PSD, optaram por abandonar a sessão, ficando apensas o “executivo socialista”, sem quorum para votar. A proposta não foi votada. Os vereadores da CDU e PSD, retomaram os trabalhos, criando condições para que a continuidade da reunião de Câmara.
Ainda, referir que, os vereadores da CDU e PSD por várias vezes apelaram para que a proposta fosse retirada.














