No Distrito de Setúbal não temos condições de acolhimento para criançasNo nosso sistema de tutela não temos Unidades Terapêuticas
António José Fialho, Juiz de Direito do Tribunal de Família e de Menores, na conferência sobre o tema «Justiça e Saúde Mental», salientou que no Distrito de Setúbal não temos condições de acolhimento, para crianças afectadas por problemas de disfunção familiar.
Por outro lado, António Fialho, referiu que, no nosso sistema de tutela, não temos Unidades Terapêuticas.

Por Jornal Rostos
A conferência promovida pelo Conselho Regional de Lisboa, com a parceria da Delegação dos Advogados do Barreiro teve como tema de debate «Justiça e Saúde Mental», decorreu no Auditório Municipal Augusto Cabrita, contando com uma ampla participação de técnicos de diferentes áreas de intervenção.
António José Fialho, Juiz de Direito do Tribunal de Família e de Menores, fez uma intervenção com o tema – “Reflexões sobre uma concha vazia”, e, citando Nelson Mandela, recordou que “democracia com fome, sem educação e sem saúde para a maioria é uma concha vazia”.
Família polo onde a criança se identifica
O Juiz de Direito do Tribunal de Família e de Menores sublinhou a importância da família, como polo onde a criança se identifica, encontra segurança.
Recordou as muitas mudanças que se verificam, nos dias de hoje, na composição típica das famílias, nas relações e conflitos familiares.
Somos a geração que viu mais mudanças
António José Fialho, recordou que “somos a geração que viu mais mudanças”, desde a existência das Redes Sociais, passando por casamento de pessoas do mesmo sexo, dissociações familiares, separação de pais e filhos, abusos emocionais.
Referiu que, por vezes, as crianças são vitimas de uma teia de mentira e manipulação, situações que deixam as feridas invisíveis e deixam marcas.
Pais devem adaptar-se à separação
António José Fialho, salientou o papel dos pais, que devem adaptar-se à separação e não envolverem as crianças nos seus problemas.
Alertou, para o facto de nos distrito de Setúbal não existirem condições de acolhimento para crianças, envolvidas em processos de conflitos familiares.
E, recordou que não temos Unidades Terapêuticas, no nosso Sistema de Tutela.
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