Debate com associação da LGBTI numa escola no BarreiroAgita a Assembleia da República e a comunicação social nacional
Segundo é referido no jornal Público, nesta acção foram recolhidos um total de 27 euros, para associações LGBTI.

Por Jornal Rostos
Na Escola Básica 2,3 da Quinta da Lomba, no Barreiro, foi promovida uma iniciativa da Rede Ex-aequo, com a finalidade de promover uma acção de educação para a cidadania e para os direitos humanos.
Refere-se que o objectivo central desta actividade destina-se a redução do bullying em meio escolar.
Numa informação divulgada aos encarregados de educação salienta-se que referida sessão terá um custo de 50 cêntimos que, segundo a escola visavam custear as deslocações, mas no comunicado, refere-se que a verba será destinada as associações LGTBI.
O assunto tornou-se polémica, primeiro começou nas redes sociais, depois passou para a comunicação social, por fim chegou à Assembleia da República.
Isto, porque, Bruno Vitorino, líder distrital do PSD, deputado da Assembleia da República e vereador da Câmara Municipal do Barreiro, nas redes sociais exprimiu a sua opinião sobre esta matéria afirmando: “Que porcaria é esta? Deixem as crianças em paz. Adultos a avançar sobre este campo junto a crianças é perverso. Isto tem que parar”.
Esta posição do deputado social democrata motivou que duas deputadas do Bloco de Esquerda – Joana Mortágua e Sandra Cunha – apresentassem uma queixa na Comissão de Igualdade de Género, contra Bruno Vitorino, criticando de preconceitos – “que não deve existir na educação, nem na politica”.
Fernando Negrão, líder da bancada do PSD, na Assembleia da República, enviou uma carta a Ferro Rodrigues, Presidente da AR, sublinhando que a queixa não tem qualquer fundamento, porque o seu objecto “não configurar qualquer discriminação de género ou expressão homofóbica”.
Isabel Moreira, deputada do Partido Socialista, questiona se o PSD está conivente com a opinião de Bruno Vitorino, que classifica de “bolsonarização”.
Fernado Negrão dá o apoio total ao líder da distrital de Setúbal.
Em suma, a polémica está no auge. Hoje é tema de primeira página e de contra capa em órgãos de comunicação social nacionais.
Segundo é referido no jornal Público, nesta acção foram recolhidos um total de 27 euros, para associações LGBTI.














