Moita - Complexo Desportivo do União Banheirense.Recebeu o primeiro jogo de futebol

Por Jornal Rostos
Tenho acompanhado há anos, muitos anos, este processo do complexo desportivo da Baixa da Banheira, nunca percebi as razões porque sucessivos governos, de várias matizes politicas, ao mesmo tempo que disponibilizam recursos financeiros para apoiar outros projectos na região e, até, no próprio concelho da Moita, com visitas de Ministros ou Secretários de Estado, quer PSD, quer PS, nunca, mesmo nunca, se disponibilizaram para viabilizar candidaturas destinadas ao complexo desportivo da Baixa da Banheira.
Enfim, são as tais coisas que, diria Camões..”as malhas que o império tece”.
de facto, para que nos dias de hoje seja possível a prática do futebol no Complexo Desportivo da Baixa da Banheira, ao longo dos anos muitos banheirenses lutaram, protestaram, indignaram-se, com um sentimento que, na verdade existiram intencionalidades de boicotes e bloqueios impostos por motivos meramente circunstanciais e políticos, que colocavam os interesses partidários epocais acima do desenvolvimento da comunidade Banheirense.
Digam o que disserem, comentem o que entenderem, não se encontram razões, nem argumentos, que justifiquem esta falta de apoio na implementação deste projecto ao longo de mais de 30 anos.
ao a que não gostam de pessoas e que não gostam da nossa terra.
“Como é que é possível que um projecto destes nunca tenha tido nem um euro de apoio por parte de inúmeros governos?” – um pergunta justa.
Mas, na realidade, com o apoio do Poder Local, com o juntar de vontades, amigos e sócios do União Banheirense, todos de mãos dadas contribuiiram para esta realidade.
Um resposta de uma comunidade que sempre arregaçou as mangas, lançou as mão ao trabalho e demonstrou que, por muito que se boicote, ninguém para o movimento da história.
Esta é uma resposta firme, na vida prática, que se assume como um verdadeiro repúdio, por parte de uma população e dos seus representantes ao nível do Poder Local, que nunca cruzaram os braços, nunca desistiram e concretizaram o sonho de gerações.
Muitos já partiram e não tiveram oportunidade de ver este projecto tornar-se uma realidade.
Como dizia o poeta: sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos de uma criança!
António Sousa Pereira














