Ser mulherPor Márcia Calafate
Barreiro

Por Jornal Rostos
Ser mulher
Ser mulher é alegria, mas é também tristeza
É luta e sacrifício, é desmascarar o sentimento de inferioridade
É levantar a voz e gritar, gritar bem alto
É participar também nas coisas ditas dos homens,
Participar, nas fábricas, nas empresas, nas direções e administrações
Nas ruas, na política, no poder autárquico
Em casa e nas relações amorosas
Sermos iguais! Iguais na diferença, mas semelhantes nos direitos e deveres
Lutar é também um dever de todos nós e em especial de nós mulheres
Contundentes na ação, impetuosas na vida
O dia da Mulher continua nos dias de hoje a fazer sentido pelo que o mundo ainda não conseguiu desmistificar e apagar
No emprego, na família, no dia a dia, As mulheres também lutam, cada uma a sua maneira
No Barreiro assistimos a uma tentativa de descredibilizar mulheres que intervém
Insultando-as, desvalorizando-as!
Sobre isto não há dúvidas que muito há a evoluir, e que apenas cabe este tipo de comportamentos a quem se sente frágil e inseguro, utilizando as piores armas da humanidade
Eduquem as vossas filhas e filhos a respeitar a diferença, a igualdade de direitos, só assim o mundo pula e avança
Gostaria de dedicar este texto a todas as mulheres barreirenses, que ontem e hoje intervêm, participam e lutam
Dedicar este texto às mulheres da minha vida, à minha avó Gracinda, à minha mãe Ana Maria, uma analfabeta, outra licenciada, ambas sentiram na pele o poder da desigualdade de género.
A ambas devo esta minha forma de estar, como alguém ontem dizia, desassombrada, de nunca deixar nada por dizer, de nunca perder a oportunidade de lutar
Márcia Calafate














