A Braamcamp não é um jardim de vivenda de luxoUma máquina raspando todo o tecido herbáceo como se se tratasse de alindar a relva de um jardim

Por Jornal Rostos
A Braamcamp não é um jardim de vivenda de luxo
Como todos sabemos, ano após ano, a Primavera não se poupa a brindar-nos gratuitamente com o natural colorido dos campos e das suas mais variadas espécies herbáceas.
Os terrenos da Braamcamp não são excepção e, além do colorido, são pródigos na oferta de plantas, de muitos desconhecidas, mas que podem convidar-nos ao uso culinário da melhor qualidade. Falo de acelgas, catacuzes, funcho do mar, espargos selvagens, capuchinhas, dente de leão, salicórnia , entre outras.
Assim sendo, não se entende por que razão, esta semana, andava uma máquina raspando todo o tecido herbáceo como se se tratasse de alindar a relva de um jardim citadino
Que justificação, que vantagens se pretenderam alcançar com um tal procedimento? Deixar um panorama de aridez, a secura natural da erva cortada, o roubo de alimento a abelhas e pássaros e a desconfiguração de espaços convidativos de passeios encantatórios?
A Braamcamp tem a beleza natural de um espaço que se impõe por si porque nela se combina o verde da natureza com o azul das águas do Tejo. Tudo o que a Braamcamp menos precisa é que se lhe retire o que, de genuino, ela tem.
Se a Braamcamp é de todos, a todos é devida a justificação do que nela se introduz, neste caso, roubando-lhe o seu aspecto de jardim que acompanha o sentido primaveril do tempo que vivemos.
Rosário Vaz
10 de Abril de 2021














