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Procissão Marítima em honra de Nossa Senhora do RosárioPercorreu as margens dos rios Coina e Tejo

Hoje, dia 15 de Agosto, pela manhã, realizou-se uma Procissão Marítima, entre os Rios Tejo e Coina, em honra de Nª Srª do Rosário.
O evento contou com a participação de barcos de pescadores e barcos de recreio, dando um colorido e um ar festivo, a uma romaria inédita, que perde-se na memória dos barreirense esta tradição, que remonta às origens das Festas de Nª Srª do Rosário.

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Procissão Marítima em honra de Nossa Senhora do Rosário Percorreu as margens dos rios Coina e Tejo

Por Jornal Rostos

A procissão foi acompanhada nas margens do Tejo e Coina por muitas pessoas que viveram este acontecimento inédito para a comunidade barreirense.
De Alburrica, passando pela zona do POLIS, até à Copacabana e Avenida da Praia, a Procissão Maritima, proporcionou, nestes dias de pandemia, que a tradicional Procissão de Nª Srª do Rosário se realizasse num clime a festivo e de profunda religiosidade.

Recorde-se que, segundo a história, a Procissão de Nª Srª do Rosário em origem na tradição da sua travessia do Tejo, anualmente, da Igreja de S. Roque, em Lisboa, para a margem sul, num desses festejos, terá ocorrido uma tempestade que originou a deslocação do cortejo maritimo para os abrigos nas margens do Barreiro, dando, assim, origem ao culto de Nª Srª do Rosário.
O culto de Nª Srª do Rosário está enraizado na comunidade do Barreiro há mais de 280 anos - desde 1736, fixando-se em 1780, altura que se deu inicio à construção da Igreja - se realiza no Barreiro., sendo a padroeira do concelho cuja celebração ocorre no dia 7 de Outubro, data que já foi Feriado Municipal.

Irmandade de Nª Srª do Rosário coretejo pelo Tejo

A Real Irmandade da Nª Srª do Rosário do Barreiro, tinha a sua sede em Lisboa . O Barreiro era o destino do Círio.
O Círio era uma espécie de caminhada, passeio, passeata, mas religiosa, transportando um Círio, uma Vela grande e uma imagem pequenina. E, depois, os farnéis.
Nessa caminhada, os participantes, dirigiam-se a um lugar próximo, ou mais ou menos próximo, onde festejavam.
Inicialmente iam ao Rosairinho, até 1736, esta Irmandade ia até ao Rosairinho da Moita.
Em 1736 houve uma tempestade que os empurrou para aqui, para o Barreiro, para a Ermida de S. Roque e de S. Pedro. Nessa altura foram aqui muito bem recebidos, segundo rezam as Crónicas que estão escritas.
Assim, a partir daí, e, também porque este era um lugar mais acessível porque os ventos facilitavam mais a vinda do Terreiro do Paço para o Barreiro do que para o Rosairinho ( porque as nortadas não ajudam nada), então passaram a vir para aqui sempre.
A Irmandade comprou a Ermida de S. Roque e de S. Pedro e desenvolveram-na, sobretudo com o apoio da Rainha D. Maria I.

A partir de 1780, quando esta Igreja começa a tomar uma dimensão maior, a Irmandade começa a espalhar-se com o título de Irmandade de Nª Srª do Rosário do Barreiro.
Há referências à Irmandade no Brasil, sobretudo na Baía, nos Açores, na Madeira. Esta é uma Irmandade que toma uma dimensão muito importante.
Estas foram palavras do Padre Rodrigo, numa entrevista ao jornal «Rostos»

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