Barreiro - Tomar café nas freguesias – Palhais / CoinaLuis Pereira do Chega – freguesia não tem nada, está morta, não há investimentos
É a primeira vez na sua vida que é candidato, e, esta, salienta é a minha primeira entrevista, acredita que está na hora da mudança.

Por Jornal Rostos
Luis Carlos Pereira, tem 54 anos, é natural de Setúbal, e, numa nota marginal, refere que sendo uma Câmara CDU, tem sido feito um bom trabalho no concelho de Setúbal – “o que é bem feito é de elogiar”
Vive em Coina há seis anos, mas, na sua juventude trabalhou na empresa RAJAL, localizada em Coina.
Salienta que não é natural de Coina, como os outros candidatos, mas conhece Coina desde a sua juventude, de um tempo que existiam várias empresas e que o centro da vila tinha muita vida – “Coina agora está pior que há trinta anos atrás”, sublinha.
Refere que viveu muitos anos no Barreiro, onde foi professor de música, na Academia de Música Wagner.
Actualmente exerce a sua actividade profissional na Maternidade Alfredo da Costa, no Centro Hospitalar Universitário, em Lisboa, no serviço de Gestão Documental. Esta é a sua área de formação, tendo sido coordenador de diversos projectos ligados a Ministérios., nomeadamente, Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Do PSD para o Chega
O PSD era o seu partido, quando viu nascer o Chega e, comenta, ter notado o facto de o partido estar a nascer e já era criticado pela comunicação social, esse contexto motivou-o a procurar conhecer os valores do Chega e acabou por aderir.
Refere que sentia que os partidos de direita eram muito submissos à esquerda, por essa razão, salienta – “Deixei de me ver nos partidos políticos da direita”.
Aceitou o desafio de ser candidato na freguesia, sendo a primeira que se apresenta a um acto eleitoral.
Zona ribeirinha podia ser mais valorizada
Quando comenta a actual realidade da freguesia, refere que a freguesia “não tem nada, está morta, não há investimentos, há em Palhais, não há em Coina”.
Salienta que Coina tem uma zona ribeirinha, que podia ser importante para o desenvolvimento da freguesia, tem potencial para ter uma zona de restauração e bares, mas está destinada ao Mercado Mensal, mas aquela zona ribeirinha podia ser mais valorizada.
“Para a zona ribeirinha devia haver mais atitude da Junta de Freguesia”, afirma.
Criação do serviço de Guardas Nocturnos
Luis Pereira, salienta se for eleito presidente da Junta de Freguesia, uma medida que vai implementar será a criação do serviço de Guardas Nocturnos, em colaboração com a GNR e com a Câmara Municipal.
“Nós temos um problema de segurança, há roubos de catalisadores dos carros, todos os dias. A GNR não tem meios”, salienta.
Reabertura do Centro de Saúde
Considera que é urgente a reabertura do Centro de Saúde, porque a população é idosa, tem que se deslocar à Quinta da Lomba e os transportes são quase nulos.
“A junta de freguesia não é responsável por esta matéria. Mas tem que exigir, não pode estar calada. Esta é uma das maiores reivindicações da população”, sublinha.
Refere que pelo facto de ter participado, ao nível nacional, em projectos voluntários de apoio aos sem abrigo, essa experiência sensibiliza-o para os problemas que afectam a população idosa.
Dinamização de Hortas Comunitárias
Luis Pereira, defende a dinamização de um projecto de Hortas Comunitárias, este é um conceito que tem resultado, contribui para unir as famílias e junta a comunidade.
Refere que na freguesia há boas condições para desenvolver um projecto de Hortas Comunitárias, um instrumento que pode ajudar o orçamento das famílias e seria um beneficio para famílias carenciadas.
Defende que a junta de freguesia pode ter um papel importante no dialogo com as grandes superfícies, onde podem ser recolhidos produtos no limites dos prazos e serem distribuídos nas escolas e às famílias mais carenciadas.
Património da freguesia ao abandono
Salienta que se for eleito vai promover uma auditoria às contas da junta, para que exista transparência e rigor.
Lamenta que o património da freguesia esteja ao abandono, quando podia ser um elemento dinamizador da vida local.
Refere que no seu programa uma medida que apontava era a urgência de conservação dos pisos das estradas – “está a ser feito agora, a um mês das eleições”.
Defende que é preciso criar condições para que as pessoas invistam na freguesia.
“Temos que apertar com a Câmara. Temos que apertar com eles, porque só estamos a andar para trás”, afirma.
O candidato do partido Chega, afirma que na freguesia de Palhais e Coina – “isto parece uma dinastia, são sempre as mesmas pessoas na junta, antes o marido, depois a Naciolinda Silvestre, isto não devia existir, tem que haver uma mudança”, salienta.
Complicado lutar contra a máquina eleitoral do PS
Luis Carlos Pereira, sublinha que está optimista para as próximas eleições, refere que os resultados das últimas presidenciais permitem pensar que, na freguesia, pode haver uma boa votação no Chega – “mas sinto que na freguesia há vontade de mudança, e nós somos a alternativa a quem deseje a mudança”.
“Nós não temos cartazes, e, é muito complicado lutar contra esta máquina eleitoral do PS”, comenta.
Recorda que nas eleições autárquicas há uma grande abstenção, “porque as pessoas não acreditam nas máquinas autárquicas”, considera que os autarcas pensam mais em si que na comunidade - “Isso tem que acabar, é preciso pensar mais na comunidade”, para isso, considera que “é importante que que exista diálogo entre todas as forças politicas”.
António Sousa Pereira














