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Tomar café nas freguesias – Alto do Seixalinho/Santo André/ VerderenaCarlos Raposinho do PS – cidade limpa é a cidade que é suja menos vezes

Carlos Raposinho, natural do Barreiro, 49 anos, professor de informática, é o candidato do Partido Socialista à Presidência da União de freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena.

É o actual presidente do executivo da freguesia, liderado pelo PS.

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Tomar café nas freguesias – Alto do Seixalinho/Santo André/ Verderena Carlos Raposinho do PS – cidade limpa é a cidade que é suja menos vezes

Por Jornal Rostos

Carlos Raposinho, exerce a sua actividade profissional na Escola Secundária Augusto Cabrita, e, foi formador de informática na Escola Bento Jesus Caraça.
Recorda os tempos de criança e adolescência, quer como atleta de Hóquei Patins, no Grupo Desportivo da CUF/ Quimigal – “naquele era tudo gratuito, hoje todos têm que pagar”, ou, os dias que integrou o Rancho Etnográfico do Barreiro.

Homens que são referência

Sublinha a importância que as associações da freguesia tiveram na sua formação – Leças ou Sempre Fixe – e recorda os dias que ajudou, como todos os moradores da sua zona, a pintar o Parque Infantil na Rua São João Baptista de Ajudá (agora em reconstrução), tempos que se envolviam as pessoas e que existia muita dedicação, refere homens de quem guarda recordações, nomeadamente, o Senhor Contreiras, que encontrou o seu espaço de trabalho na Junta de Freguesia, que continua tal como estava, e pretende preservar como uma memória e exemplo de vida.
Recorda os dias, adolescente, que participou como agente dos Censos, na junta de freguesia e conviveu com Artur Martins, um autarca que tem como pessoa que respeitou, ou João Raio, da freguesia de Santo André.
Considera importante que existam boas relações de amizade entre as pessoas, independentemente das opções politicas ou visões que tenham sobre a cidade – “Sou amigo do Carlos Moreira, o anterior presidente da Junta de freguesia, desde criança. Ele fez coisas boas que eu continuei, como as idas ao Teatro, ou passeios com os seniores”, salienta.

Freguesia com mais de 50% da população do concelho

Recorda que a freguesia do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, é maior que 80% das Câmara do país, tem uma população acima de 40 mil habitantes, mais de 50 % da população do concelho do Barreiro- “temos mais população que as freguesias do Barreiro e Lavradio juntas”.
Salienta o imenso trabalho desenvolvido pelo seu antecessor, da CDU, na reorganização dos serviços e na instalação da União de Freguesias, acrescentando que, no futuro é necessário reorganizar os serviços e desenvolver a utilização das novas tecnologias, nomeadamente, na área da comunicação.
Refere o papel e a importância dos trabalhadores da freguesia, que fazem parte de uma equipa conjuntamente com os eleitos, por essa razão, salienta a necessidade de criar melhores condições de trabalho e reforçar os equipamentos.

Há sentimento de insegurança, não há insegurança

Carlos Raposinho considera que há um sentimento de insegurança na freguesia, e, que é necessário tomar medidas que contribuam para que as pessoas não tenham medo de passear na rua e que as crianças possam brincar na rua. Estamos a conversar numa esplanada, num café na Urbanização da Escavadeira e recorda o tempo que, por ali, jogava futebol, ou existia um clube de Rugby./>
No entanto, sublinha que não vê a freguesia como uma área marcada pela insegurança.
Considera que no pós pandemia é importante desenvolver acções que motivem as pessoas a sair de casa, trazer de novos as pessoas ao convívio –“o associativismo vai ter uma importância nesta fase”.

Melhoraram acessibilidades e mobilidade

Na sua opinião, nos dias de hoje melhoraram as acessibilidades e a mobilidade na freguesia, com a criação de novas ciclovias e rebaixamento de passeios, assim como uma melhoria nos espaços verdes e nas condições existentes nas escolas.
Recorda que a junta de freguesia só tem responsabilidade na varrição, e, defende que – “uma cidade limpa não é uma cidade que é limpa muitas vezes, é sim uma cidade que é suja menos vezes”. Por essa razão considera essencial dinamizar acções de sensibilização das escolas do ensino básico.

Há muitos problemas de estacionamento

Carlos Raposinho salienta que há muitos problemas de estacionamento na freguesia, não há respeito pelos passeios, situações que dificultam a mobilidade – “é preciso criar mais zonas de estacionamento. Isto preocupa-me. É preciso criar ciclovias”.
Defende igualmente que a gestão e manutenção de todos os espaços verdes deviam ser da responsabilidade da junta de freguesia.
Considera necessário investir em equipamento e mobiliário urbano.

Polidesportivos abertos para quem quer utilizar

Refere as suas preocupações com os polidesportivos, defende que sejam espaços abertos, que possam ser utilizados por que quiser, rejeita que estejam fechados. O importante é que as pessoas os possam utilizar.
“Na Câmara Municipal dizer que sou muito reivindicativo” afirma, acrescentando que mesmo sendo da mesma cor politica da Câmara, a junta de freguesia tem que persistir e exigir intervenções que contribuam para melhorar e para o bem estar dos fregueses – “para que haja mais qualidade de vida”.

Pessoas que precisam de apoio para comer

Carlos Raposinho, sublinha que a pandemia aumentou os problemas sociais na freguesia, há mais pessoas sem emprego, há casais que os dois perderam o emprego, são problemas sociais graves, – “algumas pessoas são meus amigos”, tinham uma vida boa e agora carecem de apoio para comer.
Salienta que a junta de freguesia tem apoiado, com bens alimentares e de higiene – “não gosto de falar disto, gosto de agir de forma discreta”.

As pessoas valorizam o nosso trabalho

Quando comenta as suas perspectivas eleitorais salienta – “sinto na rua que as pessoas valorizam o nosso trabalho, que houve melhorias e as pessoas estão satisfeitas”.
Refere que gosta de fazer o seu trabalho, que tem uma visão da freguesia, onde cresceu e sempre viveu – “gosto pouco de falar, gosto mais de fazer acontecer.”
Sublinha que “não esqueço o que foi feito de bom pelos outros que, por aqui passaram, e, fizeram o seu melhor. Temos formas diferentes de pensar a cidade”.

António Sousa Pereira

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