Tomar café nas freguesias – Santo António da CharnecaEuclides Sabino do PSD – somos uma zona esquecida
Natural de Cascais. Veio viver para a Cidade Sol, no Barreiro, tinha ano e meio. Quer que os seus filhos sintam orgulho de viver no bairro que eles cresceu.

Por Jornal Rostos
Euclides sabino, é empreendedor, da restauração ao imobiliário. Aderiu à JSD em 1995. E posteriormente ao PSD – “sou um social democrata”, afirma.
É uma activista cívico, une vontades para desenvolver projectos que envolvem jovens para praticar desporto, conviver, terem o orgulho de viver na Cidade Sol.
Somos uma freguesia a três velocidades.
Euclides Sabino, salienta que a freguesia de Santo António é a freguesia mais dispersa no concelho do Barreiro, é uma freguesia diferente das outras, porque tem uma componente urbana densa, tem uma zona rural, por explorar. Somos uma freguesia a três velocidades.
A Vila Chã, dá-se como entrada na freguesia de Santo António, onde efectivamente foi feito um jardim, mas ao passarmos para lá da Vila Chã, vermos uma freguesia diferente.
Nos limites da freguesia há uma situação de abandono
Se formos aos limites da freguesia, na Penalva, percebemos a situação de abandono, vê-se no estado das estradas. Existem carências a todos os níveis de transportes, de saneamento. O mesmo no Cabeço Verde- “ a freguesia é um todo”.
“Nestes anos todos podiam ter feito mais, melhor e diferente”, salienta.
“Estamos em 2021, já não pode existir a desculpas que se davam há 20 anos atrás. Temos AUGIS por resolver, na Penalva, na Fonte do Feto, no Cabeço Verde. Não há passeios, tudo isto devia ser coordenado entre a junta e a Câmara. As pessoas das AUGIS tem que ser organizadas. As pessoas pagam impostos.”
Na freguesia há muitas carências de segurança
Recorda que na freguesia há muitas carências de segurança, há faltas na limpeza e de manutenção do espaço público. Há zonas de acumulação de lixo.
“É inadmissível que, nesta freguesia, o lixo se acumule por todos os locais”, afirma.
A freguesia é uma zona esquecida. Não vemos nenhuma obra feita pela Câmara para beneficiar a freguesia.
Lamenta a situação de trânsito na entrada de Santo António, ali é urgente uma rotunda, horas de espera, mas fizeram outras rotundas e criaram soluções, nada para a freguesia de Santo Antonio.
As pessoas não sentem o bairro
Recorda que o aquilo que caracterizava a Cidade Sol, comparativamente a outras zonas do Barreiro, era a limpeza, os espaços verdes, o desporto, o associativismo, viam-se os jovens a praticar desporto. Hoje não um parque desportivo. Não há parques. Há, mas estão ao abandono. Há esgotos a céu aberto, na Cidade Sol e na Vila Chã.
O Poder Local criou na Cidade Sol um bairro exemplar, um bairro modelo para todo o país, hoje, passou a ser o inverso, ou seja, tudo aquilo que não deve ser feito. Está descaracterizado. As pessoas não sentem o bairro, não amam a terra. Não há participação pública. As pessoas estão todos descrentes e não votam.
Hoje só compra casa na Cidade Sol quem não tem poder de compra para comprar noutro lado, isto é uma coisa impensável. >
Hoje, não há um espaço desportivo, o parque está ao abandono, há mais de dez anos – “não podemos abandonar a população”.
Cidade Sol é um novo Barreiro Velho
A Quinta da Mina é um gueto, porque uma reintegração social não se faz naqueles termos. Colocar pessoas naquelas condições é desumano. A culpa não é das pessoas.
O que está a acontecer no Barreiro Velho, está acontecer aqui neste bairro. A Cidade Sol é um novo Barreiro Velho, o abandono ou assobiar para o lado”, salienta Euclides Sabino.
Nas autárquicas o que contam são as pessoas
“Não sou politico. Nunca estive ligado à politica. Mas, fui obrigado, ao ver o que se passa aqui, a dar a cara. Fui para o PSD porque quero intervir. Fui criado num terra que as pessoas tinham orgulho, de aqui viver, uma vida associativa que era um todo. Hoje não há uma proximidade entre a Cidade Sol, Santo António, Vila Chã e Penalva”, comenta.
Refere que nunca houve um presidente de junta PSD. Recorda Filipe Roseiro, António Figueiras, presidentes da CDU, ou Coelho, do PSD, Lenine, do PCP, que refere que como grandes homens, independentemente dos partidos. Pessoas que eram referências, hoje temos uma freguesia sem referências.
“Nas autárquicas o que contam são as pessoas”, afirma.
Esta equipa tem tudo para vencer
Euclides Sabino, refere – “a minha lista é composta na maioria por independentes, todos da freguesia, muitas destas não vivem a politica, decidiram entrar nesta posição, salienta – “por causa do estado da freguesia”.
“Tenho a convicção que esta equipa tem tudo para vencer, para fazer a mudança, para fazer diferente”, sublinha.
Sente que as pessoas não estão satisfeitas. A população substitui a Câmara e a Junta de Freguesia em acções de recuperação e limpeza.
Convidou-nos a visitar a Cidade Sol e o Bairro da Quinta da Mina. O campo polidesportivo renovado pela acção dos jovens e colaboração de empresas da Cidade Sol.
Euclides Sabino falava com entusiasmo, do quotidiano, da realidade local. Mostrou-nos. É mesmo preciso ver…
António Sousa Pereira














