Tomar café nas freguesias – Santo António da CharnecaArtur Pires da CDU – há um deficit de comunicação
É natural de Lisboa, reside no Barreiro há 40 anos, é militante do PEV – Partido Ecologista «Os Verdes».

Por Jornal Rostos
Artur Pires, é Licenciado em Gestão, foi a amizade com o deputado da Assembleia da República, José Luis Ferreira que o motivou a integrar as fileiras do PEV – Partido Ecologista «Os Verdes».
Foi co-fundador do Juventude da Cidade Sol, recorda os tempos que aquele clube era uma marca no associativismo na freguesia, no concelho e na região.
Sempre gostou de estar presente na vida civica e intervir, por isso aceitou o desafio de ser candidato – “porque acredita na mudança”.
Tratamentos diferentes em relação às diversas zonas da freguesia.
Artur Pires, na sua reflexão sobre a freguesia refere que “há alguma obra feita, algumas são obras de acabamento”, no entanto considera que obras estruturantes, essas, não aconteceram, além de considerar que há tratamentos diferentes, perante as competências da junta, em relação às diversas zonas da freguesia.
Recorda que a freguesia tem uma especificidade no seu território: uma zona essencialmente urbana, uma zona semi-urbana e uma zona rural.
Sublinha que na zona rural da freguesia não se verificou praticamente qualquer intervenção, fosse ela qual fosse, nem da junta, nem da Câmara.
Não há organização, não há planeamento
Há espaços degradados e nos últimos três meses há um afã para tentar colmatar as lacunas, o que demonstra que não há organização, nem planeamento do trabalho da junta de freguesia.
“Uma boa dinâmica de gestão, obriga a um bom plano de actividades, fazer e avaliar a execução do plano”, salienta
Recorda que há momentos no ano para fazer as podas das árvores, portanto não devem ser feitas quando não devem ser feitas, e, isto, aconteceu na nossa freguesia.
Há um deficit de comunicação
Artur Pires refere a inexistência de diálogo por parte do executivo da junta de freguesia, situação que tem verificado, no terreno, nos últimos tempos, no âmbito dos muitos contactos que tem vindo a manter com a população.
Salienta que existe um deficit de comunicação, há falta de informação na freguesia. As reclamações não são atendidas, as pessoas queixam-se e não são atendidas – “ouvi isso de muitas pessoas”.
Futuro somos todos nós independentemente da idade
No que diz respeito ao trabalho que propõe para a freguesia, sublinha que o programa da CDU, foi elaborada com base em muitos contactos e contributos da população e de instituições da freguesia.
Sublinha que foi convidado para liderar um executivo, mas o meu papel será a dinâmica de um colectivo. A lista da CDU é uma equipa, composto por pessoas que vivem ao longo de todo o território da freguesia.
Salienta que não tem o complexo dos jovens, nem se prende com essa ideia que os jovens é que são o futuro – “o futuro somos todos nós independentemente da idade”.
Falta de humanidade nesta freguesia
Refere que uma das preocupações são as pessoas idosas da freguesia, que são infoexcluídas, pessoas que ninguém lhes bate à porta, que estão no esquecimento – “falta humanidade nesta freguesia”.
Neste contexto defende a necessidade de ser feito um balanço social da freguesia, por exemplo, “temos que saber se toda a gente tem Médico de Familia”, e, também que é preciso que se conheçam as situações de isolamento – “uma matriz da CDU é promover a proximidade com as pessoas”.
Os projectos das AUGIS foram esquecidos
Não afirmamos que vamos resolver o «nó de Santo António», mas dizemos que a junta de freguesia, tudo vai fazer para tentar que se resolva o «nó de Santo António».
Refere que um dos problemas da freguesia é a questão das AUGIS, saleinta que há projectos iniciados pela CDU que foram pura e simplesmente esquecidos, ou ficaram na gaveta – a junta terá que ter capacidade de reivindicar junto da Câmara a resolução deste problema.
Há obras de fachada onde as pessoas circulam
A manutenção dos espaços públicos sublinha, é um tema que está sempre na agenda do dia, há obras de fachada onde as pessoas circulam, mas se andarmos mais 100 metros para dentro, não se assiste a intervenção.
Defende que é importante recuperar o papel das colectividades, criar dinâmicas, criar uma rede de solidariedade – “não faço promessas, temos é que gerir bem as competências da junta”.
É preciso dar apoio, conhecer os problemas e actuar – “não deixar que os problemas caiam no esquecimento”.
Estamos convencidos que vamos ganhar as eleições
No que diz respeito às perspectivas eleitorais salienta, que todo o seu programa foi elaborado para apostar num projecto de governação da freguesia – “estamos convencidos que vamos ganhar as eleições”.
A única preocupação que tem, não é o sentimento que encontrou nos contactos com a população, esse foi positivo, o que preocupa – “são as falsas promessas que mascaram a realidade”.
António Sousa Pereira














