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Carlos Albino, Presidente da Câmara Municipal da MoitaÉ fundamental a terceira travessia, para lá de qualquer outro investimento

O presidente da Câmara Municipal da Moita, em artigo de opinião publicado no jornal «Diário de Notícias» defende que “ é fundamental, a terceira travessia, para lá de qualquer outro investimento que possa, ou não, vir a ter lugar.”

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Por Jornal Rostos

O autarca considera que existe uma área metropolitana de Lisboa “a duas velocidades” defendendo “já é tempo de todos se juntarem para colocar no topo das prioridades o desenvolvimento da área metropolitana tendo por base o combate aos fatores que contribuem para que exista um território a duas velocidades.”
Carlos Albino sublinha que “este não é um desafio apenas da Moita, mas de todos os municípios da Península de Setúbal, ainda que uns mais do que outros”.

O edil refere que a importância de “promover ligações efetivas entre todos os concelhos da margem sul, ultrapassando as barreiras naturais que os braços dos afluentes do Tejo nos impõem.”
Considera o Presidente da Câmara Municipal da Moita que a situação de afastamento entre as duas margens, por exemplo ao nível a educação, o nível de ensino das mães, na Península de Setúbal, ao contrário de outros pontos do país, não se reflete positivamente no sucesso escolar dos filhos, porque apesar do distrito de Setúbal ser um dos distritos do país onde o nível de escolaridade das mães é mais alto, a percentagem de percursos de sucesso escolar dos filhos é de apenas 43%.

O autarca refere, “se olharmos para o tempo que as mães, mas também os pais, levam nas viagens casa trabalho, facilmente percebemos, que existirá uma maior dificuldade em acompanhar os seus filhos, refletindo-se com grande impacto nos seus nos estudos.”
Por outro lado, salienta que a situação actual de afastamento entre as duas margens causa impactos ao nível do ambiente, dado o consumo de energia, para as deslocações, da poluição, do desgaste da rede rodoferroviária.

“Tudo isto tem reflexo nas empresas, e na sua capacidade de serem ágeis, e competitivas neste mundo cada vez mais desafiante.”, sublinha Carlos Albino, e recorda que a “área metropolitana do Porto já percebeu isso há muito tempo, e a prova está que, a cada ano que passa, aparece mais uma ponte, mais umas dezenas de quilómetros de metro a ligar a sua área metropolitana, ganhando cada vez mais coesão, permitindo que se afirme cada vez mais na região.”

Por outro lado, acrescenta, que “em Lisboa vemos a CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa), e é isso que faltará dar continuidade na Margem Sul, completando uma coroa, que una todos os municípios. Isto sem abdicar de algo que é fundamental, a terceira travessia, para lá de qualquer outro investimento que possa, ou não, vir a ter lugar.
Aqui não se trata de copiar ninguém, trata-se de percebermos que quanto mais próximos estivermos, mais fácil é aceder a bens e serviços, o que permite a descentralização de recursos, permitindo, assim, ganhos de proximidade, mais qualidade de vida e tempo para as pessoas e famílias, possibilitando potenciar o desenvolvimento dos territórios de forma mais coesa a diversos níveis.”

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