Barreiro - ROSTO DO ANO 2021Alfredo da Silva - um nome indissociável do Barreiro – a fábrica e a cultura
As Comemorações dos 150 anos do nascimento de Alfredo da Silva recebem a distinção ROSTO DO ANO 2021.

Por Jornal Rostos
A Fundação Amélia de Mello dinamizou durante um ano um extenso programa com a finalidade de comemorar os 150 anos do nascimento de Alfredo da Silva, com iniciativas ligadas à investigação, educação e cultura.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou presença nestas comemorações prestando um reconhecimento nacional ao legado histórico e empresarial de Alfredo da Silva, criador do Grupo CUF, que teve no Barreiro um expoente máximo, com a criação de um complexo industrial de referência mundial e que foi o maior da Península Ibérica e um dos maiores da Europa.
Alfredo da Silva, nasceu a 30 de junho de 1871, em Lisboa, foi sem dúvida o maior industrial português do século XX, com o seu espírito criativo, modernizador teve um papel no desenvolvimento industrial de Portugal.
A criação do Grupo CUF promoveu o desenvolvimento de indústrias química, têxtil e metalomecânica que tiveram no Barreiro a sua grande dimensão, contribuindo para o desenvolvimento de uma terra com uma identidade muito própria, com diversas gerações marcadas pela cultura da fábrica.
Alfredo da Silva sempre soube rodear-se de bons quadros e dinamizar uma cultura empresarial com características muito próprias o que lhe permitia diversificar a produtividade e lançar o célebre lema - “O que o País não tem, a CUF cria”.
Foi a 19 de Setembro de 1908 que foi inaugurada a primeira fábrica da CUF, no território do Barreiro, no entanto o inicio da actividade da CUF no Barreiro remonta ao ano 1907.
O centenário da CUF no Barreiro foi assinalado com um vasto programa que envolveu a Quimiparque, a Câmara Municipal do Barreiro e os familiares de Alfredo da Silva, através do Grupo Mello, que constituíram a Comissão Organizadora.
Foram promovidas iniciativas diversas que abordaram a industrialização em Portugal no Século XX, com o foco no Caso do Barreiro. A CUF e o Barreiro estão ligados na sua história, desde o papel dos operários, da resistência e luta, passando pela ligação que o industrial Alfredo da Silva cimentou com o Barreiro, terra onde quis que ficassem os seus restos mortais, terra onde ele se sentia melhor que em qualquer outro lugar no mundo.
Todos sabemos que sobre a CUF e sobre Alfredo da Silva, pela sua singularidade, existem interpretações diferentes, pontos de vista diferentes, e, muito, mesmo muito, ainda está por investigar nesta realidade histórica industrial e cultural, que marcou o território do Barreiro no século XX e que, certamente, legou uma herança cultural e territorial que vai marcar o século XXI.
A Fundação Amélia de Mello nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Alfredo da Silva, deu uma atenção especial a iniciativas ligadas à investigação, educação e cultura, esse legado único, com um «baú histórico imenso» que ainda está por vasculhar, deixando abertos caminhos de futuro, quer sobre estudos da CUF, quer da Quimigal, ou da Quimiparque, e, do Parque do Barreiro da Baía do Tejo, todo esse legado é herdeiro de Alfredo da Silva.
Alfredo da Silva é um nome indissociável do Barreiro – a fábrica, a cultura, o modelo industrial, as relações de família, a solidariedade. Uma história que orgulha o Barreiro.
O Barreiro só tem a ganhar se potenciar este nome para a sua história, ligando o passado ao futuro, neste tempo que tanto se fala tanto em reindustrialização e, nós, nesta margem sul do Tejo, nesse antigo território industriai, temos um potencial único para ligar Lisboa ao Mundo e contribuir para dar a Lisboa uma dimensão metropolitana e europeia.
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As comemorações dos 150 anos do nascimento de Alfredo da Silva, promovidas pela Fundação Amélia de Mello foi um acontecimento de referência nacional, uma página importante para a nossa história local que não pode, nem deve passar por uma mera referência de rodapé, por essa razão, por ser justo e merecedor é atribuída a Alfredo da Silva – 150 anos do seu nascimento - a distinção «ROSTO DO ANO 2021»
Nota - A distinção «Rostos do Ano» é atribuída anualmente pelo jornal «Rostos», sendo resultado de uma decisão colegial assumida por um colectivo composto por: António Oliveira, jornalista da Lusa; Ana Lourenço Monteiro, ex-Directora do Jornal do Barreiro e António Sousa Pereira, Director do jornal «Rostos».














