RECORDAR ÁRBITROS DO BARREIROMarcos Lobato o «Tigre da Malásia»
Por Ezequiel Feijão
Lembro que o António Amaro, o único que, felizmente, ainda se encontra entre nós, tem-se ocupado na frequência das aulas da Universidade da Terceira Idade do Barreiro, nomeadamente na vertente musical, tendo-se tornado num excelente executante de flauta de bisel.

Por Jornal Rostos
Recordo que Aníbal Costa foi, durante alguns anos, um bom árbitro dos quadros da Federação Portuguesa de Futebol, com a categoria de árbitro da terceira divisão nacional. Depois de abandonar a arbitragem dedicou-se à política e foi um competente Presidente da Junta de Freguesia de Santo André.
Mas vamos falar de Marcos Lobato o «Tigre da Malásia» como carinhosamente os amigos o tratavam. Dedicou os seus últimos anos de vida ao voluntariado no Hospital do Barreiro, onde ia animar os doentes com o seu espírito que contagiava alegria e boa-disposição.
Adorada contar anedotas, nesta época natalícia era, e ainda é¸ hábito fazer-se um jantar no Núcleo de Árbitros do Barreiro, sendo o respetivo cozido á portuguesa confecionado por Marcos Lobato, na sua «sanzala» como ele chamava ao seu quintal, situado no Bairro da Câmara no Alto do Seixalinho. Nestes jantares contava sempre umas anedotas para alegrar os árbitros e suas famílias, das quais lembro-me de uma:
Um homem já tinha enviuvado três vezes. Quando lhe perguntaram porque tinha morrido a sua primeira mulher, o homem respondeu; morreu por comer cogumelos envenenados.
Voltaram-lhe a perguntar e a segunda mulher foi porquê?
Respondeu: também por comer cogumelos envenenados.
Grande azar! E a terceira morreu com quê?
Responde o homem: com um murro na cabeça por não querer comer cogumelos!
Era assim Marcos Lobato, ao pé de si não havia tristezas, era um homem grande em estatura, assim como enorme era o seu coração.
Ezequiel Feijão














