Na SFAL celebrado o 99º aniversário da Maestrina Natércia CoutoUm nome que honra o concelho do Barreiro

Por Jornal Rostos
Esta iniciativa com a direcção do Maestro Manuel Gonçalves, um homem que já inscreveu seu nome na história da música no concelho do Barreiro, decorreu de tarde e pela noite dentro, trazendo para a actualidade a memória de um nome que orgulha o concelho do Barreiro.
De tarde esta homenagem a Natércia Couto, contou com a participação dos alunos da Escola de Música Natércia Couto da SFAL.
Á noite participou o Grupo de Música Popular Portuguesa, composto por André, Reinaldo, Vitor e, também do Maestro Manuel Gonçalves. />
A encerrar a participação do grupo coral juvenil B. VOICE, com a sua alegria, ritmo e vivacidade, e, a pureza das palavras sincopadas de «Acordai», de Fernando Lopes Graça.
Foi um dia vivido com música e ritmo, uma bela forma de celebrar Natércia Couto - Cidadã Barreiro Reconhecido das Artes e Letras. Uma mulher que escreveu filosofia, poesia e com a música marcou presença no Brasil, em Itália, em França, e levou o nome do Barreiro e de Portugal pelo mundo, esta que foi a primeira Maestrina do nosso país.
Obrigado à SFAL, à Escola de Música Natércia Couto e ao Maestro Manuel Gonçalves por recordarem este 99º aniversário e, desta forma simbólica, abrirem as portas para que haja no concelho do Barreiro uma comemoração digna do 100º aniversário do nascimento da Maestrina Natércia Couto.
António Sousa Pereira
Nota - NATÉRCIA Madalena Bela de Almeida COUTO, nasceu na Freguesia do Lavradio, concelho do Barreiro, a 17 de Fevereiro de 1924. A sua morte foi no da 11 de Junho de 1999, contava 75 anos.
Sobre Natércia Couto
Nathércia Couto nasceu há 98 anos, a 17 de Fevereiro de 1924, no Lavradio, Barreiro. Foi maestra, compositora e escritora, e a primeira maestra portuguesa com uma carreira internacional. Couto diplomou-se em direção de orquestra pelo conservatório de Paris.
Em 1951 formou a sua orquestra sinfónica em Roma, com que se apresentou em várias cidades europeias. Também no Brasil, onde viveu entre 1961 e 1964, teve orquestra própria, em Santos.
Em Portugal, e apesar dos seus múltiplos esforços junto das elites fascistas e católicas, Couto conseguiu apenas alguns convites esporádicos para reger, sempre concertos gratuitos, que esgotavam qualquer recinto.
Helena Lopes Braga
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