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Associação NÓS promove Ciclo «Conversas com Impacto» na Startup BarreiroAS IPSS devem dar sentido ao “valor noticia” das suas causas

. IPPS são 7,8% do sector da economia social

O Ciclo «Desafios e Mudanças no Setor Social – Conversas com Impacto», promovido pela Associação NÓS, arrancou com a primeira iniciativa no final de março e vai ter continuidade no próximo dia 19 de abril, entre as 10h00 e as 11h30, no Auditório da Startup Barreiro, desta vez com o tema: “Burnout – sinais de alerta para a mudança”.

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Associação NÓS promove Ciclo «Conversas com Impacto» na Startup Barreiro AS IPSS devem dar sentido ao “valor noticia” das suas causas

Por Jornal Rostos

A primeira conversa teve como tem «A Imagem das IPSS e o Impacto na Opinião Pública», a qual foi moderada pela jornalista Catarina Neves, da SIC, e teve como prelectores Helena Albuquerque – Presidente de Direção da HUMANITAS - Federação Portuguesa para a Deficiência Mental; Linda Morango – Diretora de Marketing e de Angariação de Fundos da Fundação Ajuda em Ação Portugal; António Cardoso – Professor Universitário e Consultor de Empresas na área de Gestão Global, e, Ricardo Agostinho – Diretor Criativo Executivo da Gravity, Creative Dynamics.

IPPS são 7,8% do sector da economia social

Na abertura da Sessão, Catarina Neves, recordou que de acordo com dados do INE, em 2016, o sector da Economia Social, correspondia a 3% do PIB, e representava 6,1% do emprego, existindo em Portugal 71.885 entidades neste sector, das quais 5.622 são IPPS, portanto 7,8% do sector da economia social.
Referiu que a actividade das IPSS corresponde a 44,2% do Valor acrescentado bruto do país.
“Será que a opinião pública tem noção e percebe o peso das IPSS?”, interrogou a jornalista.

90% do que divulgamos para a LUSA não sai

Helena Albuquerque, salientou que a comunicação deve ser uma prioridade, sendo necessário divulgar as boas práticas e proporcionar aos jornalistas informação sobre os temas sociais.
Referiu que as noticias sobre práticas positivas não são divulgadas, por isso o impacto que existe na opinião pública é mais das situações negativas.
“90% do que divulgamos para a LUSA não sai”, disse.

Há necessidade de estudos sobre as IPSS

Linda Morango, alertou para a necessidade de existirem estudos comparativos sobre as práticas das IPSS, porque não havendo estudos é difícil que exista opinião sobre o papel deste sector.
Sublinhou que a opinião pública não reconhece o papel das IPSS na sociedade e o trabalho que desenvolvem.

Não se dá importância à comunicação.

António Cardoso, referiu que a notoriedade das IPSS junto à opinião pública é mínima, e considerou que este é um problema de má gestão, porque não se dá importância à comunicação.
Na sua opinião a falta de comunicação para o exterior é culpa das IPSS, porque não contactam a comunicação social, nem estabelecem relações de sensibilização com os jornalistas.

Criar plano e uma estratégia de comunicação

Ricardo Agostinho, defendeu a necessidade das IPSS criarem um plano e terem uma estratégia de comunicação permanente e não se limitarem a campanhas pontuais.
Sublinhou que deviam tirar partido das redes sociais, ao longo de todo o ano.

O marketing social não deve substituir o papel do Estado

No final do debate, António Sousa Pereira, do jornal Rostos, apresentou uma síntese dos assuntos foram abordados nesta primeira «Conversa com Impacto»:

1. A realidade da importância das IPSS na economia nacional, na empregabilidade, na valorização da vida nacional, é evidente pelos dados estatísticos do INE.

2. Nem sempre a comunicação social e a opinião pública tem conhecimento desta realidade económica e social, não existindo no país um conhecimento do papel e da acção das IPSS.

3. O desenvolvimento da comunicação nas IPSS começa pelo reconhecimento, pelas próprias, da importância da comunicação na sua estrutura, como instrumento de ligação ao exterior, na promoção da sua cultura, na sua ligação à comunicação social, de forma a criarem na comunidade a real visão da sua acção na sociedade.

4. O marketing e a comunicação tem que ser uma linha estratégica, no presente e no futuro, das IPSS, são mesmo essenciais e um motor para dinamizarem a sua autonomia.

5. As IPSS devem ter nas suas práticas um Plano de Comunicação, fundamental para estreitar a sua relação com a comunidade, com o objectivo de promover a instituição ao longo de todo o ano, divulgando as suas boas práticas e não se limitarem a pedir apoios pontuais.

6. São raras as IPSS que têm um Plano de Comunicação, ou uma estratégia de marketing, que divulgue as suas actividades, a sua história, e o seu papel social e económico na comunidade.

7. É essencial que os dirigentes e técnicos da IPSS percebam que comunicar e dar a conhecer a sua MARCA, é extremamente positivo para afirmar a IPSS na comunidade, para ganhar credibilidade e valorizar a sua causa.

8. A mudança de paradigma exige das IPSS que dêem passos em frente para lá da sua dimensão do voluntariado, que dinamizem e melhorem as condições dos seus profissionais, dando dignidade ao seu trabalho, e criem condições de na sua gestão, irem para além dos apoios do Estado e caminharem para ganhar a sua sustentabilidade.

9. As IPSS têm que criar condições para que a sociedade entenda as suas causas e que abrace as suas causas como suas próprias causas, porque as causas sociais das IPSS, são causas de todos.

10. Só haverá verdadeira inclusão quando todos trabalharmos pelas causas das IPSS, com a convicção que o resultado do trabalho que estas instituições desenvolvem é um bem para a comunidade, é um bem comum.

11. O marketing social não deve substituir o papel do Estado, que deve assumir as suas responsabilidades sociais e garantir o pleno apoio às IPSS para o que cumpra a sua missão.

12. Foi lançado o repto de ser repensado o modelo de governança das IPSS.

13. Apelou-se à necessidade de sensibilização da sociedade para a diversidade dos problemas sociais, que são as causas das IPSS, porque estas não sendo um problemas das maiorias, mas sim um problema de minorias, só pela sensibilização e envolvimento da comunidade se reforça a acção social das IPSS.

14. As IPSS devem ser respeitadas pela acção que desenvolvem, e, o respeito ganha-se pela credibilidade, por padrões de eficácia, pela mediatização e pela humanização.

15. Em conclusão as IPSS têm que ser capazes de dar sentido ao ‘valor noticia’ das suas causas.

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