Formação: Comunicação na AssociaçãoAbre porta para criação de Rede de Comunicação do Associativismo com Imprensa Regional

Por Jornal Rostos
Um conjunto de sessões que permitiu falar sobre comunicação, trocar ideias sobre associativismo, debater a importância da comunicação na vida de uma associação – quer ao nível interno, quer ao nível externo. A notícia. A reportagem. A entrevista. A Mesa redonda. As Redes Sociais. Os valores do associativismo. A importância da pergunta como caminho para encontrar respostas. O papel dos associativistas num mundo marcado pelo excesso de informação, mas carente de comunicação. Até, esteve em reflexão o medo de comunicar. E todos deram opinião, todos partilharam as ideias, com pleno respeito pelas diferenças – é isto a democracia, é isto o viver associativismo.
Ontem findámos, conversando sobre um dos principais valores do associativismo – a Liberdade. Porque, afinal, o associativismo começa na Liberdade, num acto voluntário e livre, de cada um individualmente integrar a vida associativa, ou de um conjunto de pessoas se unirem para partilhar objectivos e fazem nasce uma associação.
E, recordou-se que uma das mais belas conquistas do 25 de Abril, foi reconquistar-se o direito de reunir e promover associativismo em Liberdade e com a vida associativa, na sua diversidade, hoje, e sempre contribuirmos individual e solidariamente, para fazer democracia e viver democracia.
Por isso ontem, encerramos conversando sobre LIBERDADE ACTIVA e LIBERDADE PASSIVA.
A Liberdade Activa é aquela que assumimos: falando, escrevendo, fazendo, agindo. A Liberdade Passiva é aquela que assumimos ouvindo, lendo, não agindo, não fazendo, sendo apenas consumidores.
Por essa razão as associações, nos tempos actuais, marcados pelas novas tecnologias que nos afogam em informação, por tempos de retórica e populismos, por contextos que esvaziam a comunicação, as associações, os associativistas são uma dinâmica activa, que têm um papel central na acção resiliente de criar cidadania, viver cidadania, para isso é preciso comunicar que é mais, muito mais, que produzir informação.
Neste encerramento, como animador da acção, falei da pandemia dos tempos de hoje, essa que nasce no excesso de informação, da informação que se confunde com propaganda ou marketing – vender a vida - com o objectivo de anestesiar, criar uma cultura de indiferença, promover o esquecimento, e estimular os cidadãos consumidores que vivem a Liberdade Passiva.
O outro lado, da Liberdade Activa essa é a que nasce na comunicação, no diálogo, no debate de ideias, essa é comunicação que faz do associativismo escolas de democracia e Liberdade, afinal só uma sociedade civil activa contribui para fazer cidade e fazer cidadania.
Nesta iniciativa os participantes foram nove. As inscrições foram limitadas a oito. O objectivo era dinamizar um espaço vivo de afectos e de diálogo. Permitir a todos trocar entre si opiniões. Criar amizade. Escreveram textos nas páginas do jornal Rostos. De noticias a reportagens, da entrevista a Crónicas. Palavras que enriqueceram os conteúdos do jornal.
No final, após a entrega dos Certificados de Participação, foi lançado a todos um desafio, serem os primeiros membros da REDE DE COLABORADORES ASSOCIATIVOS do jornal Rostos.
A «Rede Colaborativa de Comunicação do Movimento Associativo com Imprensa Regional» que poderá nascer nesta acção, vai ter continuidade com futuras acções desta natureza, visando estreitar os laços de comunicação entre a imprensa local e o Movimento Associativo.
Talvez, resumir esta iniciativa a uma expressão dita no encerramento, por uma participante: foram dias de aprendizagem e comunicação. Obrigado.
Sim, obrigado a todos vós que me permitiram viver estes dias de diálogo e de Liberdade Activa.
António Sousa Pereira
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