BARREIRO – Nós promove “Conversas com Impacto”É hora de acrescentar valor ao sector da economia social
"A actividade de acção ao nível da solidariedade social, deve ter por base uma dimensão ética, uma dimensão colaborativa, a inclusão comunitária, tem por finalidade a concretização do bem comum", uma das ideias-força apresentada durante o debate que decorreu esta manhã na Starup Barreiro, promovida pela associação NÓS, tendo como tema:«Crise Económica e Social: o Papel das Instituições e seus Desafios!».

Por Jornal Rostos
A ‘Conversa com Impacto’ que a Associação NÓS promoveu, hoje, na StartUp Barreiro, foi moderada pelo Joaquim Franco e reuniu representantes de diversas entidades. Entre os convidados da NÓS estiveram a Câmara Municipal do Barreiro, representada pela Vereadora Sara Ferreira, responsável pela Divisão de Intervenção Social, Igualdade e Saúde; a CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, representada por. José Carlos Batalha, Presidente da Assembleia Geral; a CONFECOOP - Confederação Cooperativa Portuguesa. CCRL, representada por Joaquim Ascensão Pequicho, Vice-Presidente de Direção, a EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, representada por Ana Vizinho, Técnica do Núcleo Distrital de Setúbal e o Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, representado por Cristina Lira.
No final António Sousa Pereira, Director do jornal ROSTOS, apresentou uma síntese de conclusões do debate, que transcrevemos:
“Conversas com Impacto”
«Crise Económica e Social: o Papel das Instituições e seus Desafios!»,
1. No âmbito do Ciclo de “Conversas” sobre temas de importância social e que envolvem as instituições de solidariedade social, a nÓS tem vindo a promover a iniciativa “Conversas com Impacto”, com a finalidade de estabelecer pontes entre instituições, alargar a sua ligação à comunidade, análise de problemas sociais e aprofundamento da comunicação.
2. O tema «Crise Económica e Social: o Papel das Instituições e seus Desafios!», foi o tema abordado hoje, que remete para a pergunta: Qual o papel de cada cidadão e de cada instituição, no fazer solidariedade e no fazer a gestão do bem comum.
3. Na sessão foi sublinhado que a temática da crise, mais que ser um problema, tem que ser uma condição, que estimula a acção na procura de respostas e soluções.
4. Referiu-se que vivemos um tempo de crise, não só económica e social, mas também ao nível de valores e de cidadania. As situações de pobreza, dos tempos actuais, obrigam a dar respostas ao nível assistencial, mas, tal, não se deve reduzir a acções de solidariedade assistencial, tem que ser dada, também, uma dimensão cultural e de integração na vida e na acção da comunidade.
5. Na sua acção as IPSS ’s, não recebem pelo seu trabalho qualquer subsídio do Estado, as IPSS ‘s pela sua acção substituem o papel social do Estado e, por tal, recebem uma comparticipação.
6. Neste contexto, foi sublinhada a urgência de desenvolver uma discussão, com base no conceito que o estado somos todos nós, promovendo-se uma ampla reflexão sobre a revisão do Estatuto das IPSS, o papel das instituições, a tipologia de respostas sociais, de forma que vão ao encontro dos tempos actuais, até, ao repensar as formas de financiamento.
7. Foi referenciado que a sociedade portuguesa tem uma tendência para o envelhecimento, uma situação social que exige um novo tipo de respostas sociais.
8. Foi sublinhado o papel das IPSS e das instituições de solidariedade social na consolidação da coesão social.
9. Foi defendido que as respostas sociais devem ser pensadas, no contexto territorial, nas relações de proximidade, devem ter flexibilidade e não serem geridas com base em tipologias iguais e únicas.
10. Salientou-se a importância de valorizar os recursos humanos das instituições de solidariedade social, onde, por vezes, há uma visão miserabilista, assim como, a urgência de se aprofundar o debate do papel e acção dos dirigentes voluntários e da profissionalização.
11. Sublinhou-se que a actividade de acção ao nível da solidariedade social, deve ter por base uma dimensão ética, uma dimensão colaborativa, a inclusão comunitária, tem por finalidade a concretização do bem comum.
12. Reflectiu-se que é hora de acrescentar valor ao sector da economia social, valorizar o seu papel na vida da comunidade, dar força à sua dimensão democrática e ética, para que a sua voz seja escutada, e ser voz com vogal aberta: Nós estamos aqui!
13. Foram abordados os temas da descentralização e/ou desconcentração do Poder Central, para o Poder Local, de forma que estas medidas possam ser um contributo para valorizar o papel das instituições locais, proporcionando a valorização da cidadania activa, e não transformar o Estado central em Estado Local.
14. Em suma, afirmou-se que para além do debate de ideias, do pensar estratégias, é urgente tomar decisões e criar ideias- força reivindicativas que contribuam para dignificar o sector da economia social.
15. Sublnhou-se que para agir, dar dimensão e visão, ao papel do sector da economia social na vida local e no país, é, urgente, pensar o sector para lá do do seu financiamento, e projectar na vida social, a sua dimensão autónoma, o voluntariado, as suas causas, e a sua ligação à comunidade, levando a comunidade a estar com estas causas e todos sentirem as causas do sector da economia social como uma causa de todos – Dar vida à cidade, dar vida à cidadania.
Barreiro – 23 de junho de 2023














