Dia da GratidãoPor António Neves
Barreiro
De imediato visualizei o lindo botão de rosa que acabou de florir na minha varanda e que me apressei a ir fotografar, e aqui está.
É a minha gratidão.
Se eu fosse crente, seria naturalmente a Deus que eu agradeceria esta perfeição.

Por Jornal Rostos
Como as coisas boas não se esquecem, recordo-que um dia um padre professor nos dizia que Deus, para as Suas criações, pede aos homens (nessa altura não se dizia aos homens e mulheres) a inteligência as mãos, as pernas e os olhos emprestados.
Achei muito feliz essa explicação, que é muito equivalente àquela máxima que, por esta ou outra ordem, é muito citada nas inaugurações de grandes obras: "Deus quer, o homem sonha, e a obra acontece"
Deste modo, Deus tem cabimento nas nossas vidas.
Se nós não seríamos sem Ele, também Ele não faria nada sem nós.
No caso concreto deste botão de rosa, eu sei o que tenho lutado desde há uns três anos, para manter viva a poda que transplantei do jardim que ladeia a nossa casa, e que já rebentou e ameaçou perder-se por várias vezes.
Deixando agora o botão de rosa, falemos de Gratidão.
Quem não tem algo a agradecer?
Às imensas gerações de homens e mulheres de tantas e tão variadas crenças que emprestaram aos seus Deuses toda a sua humanidade para a criação das civilizações que nos legaram.
Lembremos As Cidades dos Maias, Incas e Azetecas, que deixam em êxtase os milhões de turistas que as visitam.
Os Templos Indus, Budistas os Pagodes, que ainda hoje alimentam a espiritualidade do mundo oriental e são um dos principais atrativos turísticos dos ocidentais.
O que seriam as cidades europeias sem as imensas e sumptuosas catedrais, os museus que conservam as memórias de tantos pintores e escultores geniais, que tão fielmente perpetuaram os valores, as crenças e as vivências das épocas que nos precederam.
Pobre História, essa disciplina tão maltratada!...
Não pode ser interpretada á letra, é certo. Mas temos de ser gratos a quem foi construindo o mundo que hoje temos.
Não podemos fazer tábua raza dum passado que tanto custou a construir, e que não pode ser visto com o olhar apressado e estressado das actuais gerações.
Por mim, aproveito o dia da gratidão, para agradecer a todos quantos se têm cruzado comigo nas várias circunstâncias da vida, e me possam ter servido de espelho para corrigir desvios , e contribuir para a obra coletiva que as próximas gerações esperam de nós .
Nestes todos, estou, primeiramente, grato aos meus pais, pelo que me transmitiram, aos irmãos com quem aprendi a ser uma família,à minha esposa por ser a outra metade de mim, e aos nossos filhos, noras e netos em que nos vamos vendo a ser continuados.
Bom dia da Gratidão
António Neves














