Nos Paços do Concelho do BarreiroFoi hasteada a bandeira da República no dia 4 de Outubro de 1910
. «República» era sinónima da palavra «progresso».
Na véspera de ser proclamada a República nos Paços do Concelho em Lisboa, no dia 4 de Outubro de 1910, um grupo de republicanos do Barreiro anunciou a criação da Junta Revolucionária, e promoveu hastear da bandeira republicana nos Paços do Concelho.
O Jornal “O Mundo”, de 4 de outubro de 1910, deu a notícia do acontecimento no Barreiro. Existe um exemplar no Arquivo Municipal no Parque Empresarial da Baía do Tejo.

Por Jornal Rostos
Numa nota que publicamos no jornal Rostos em 2013, divulgada pelo Arquivo Municipal do Barreiro, de acordo com os vários documentos ali existentes, “durante a madrugada do dia 4 de Outubro de 1910, algumas localidades a sul do Tejo antecipam a vitória do movimento republicano que se iniciara nesse dia. O Barreiro foi uma delas, com a particularidade de ser o terminal da linha do Sul e Sueste que ligava os centros industriais florescentes ao sul do país e que trazia para o Barreiro multidões de braços para trabalhar."
"Foram sobretudo os ferroviários e os corticeiro, que depositavam esperanças na revolução republicana, mas também outras profissões aderiram à causa, como comerciantes e profissionais liberais, pessoas para quem o fim da Monarquia significava não só a mudança de regime, de sistema político, mas a utopia que iria tornar verdadeiras as aspirações sociais, resolver os problemas económicos, eliminar as doenças que minavam a sociedade portuguesa: miséria, analfabetismo, o caciquismo político e o subdesenvolvimento.", referia o texto do Arquivo Municipal.
Para eles, sublinhava a nota do Arquivo Municipal do Barreiro a «República» era sinónima da palavra «progresso». Nas vésperas da revolução, um pequeno grupo de republicanos barreirenses já sabe o que se está a preparar.
O grupo inclui ferroviários e comerciantes, mas ainda um empregado de escritório, José Bento Esteves, um farmacêutico, José Luís da Costa e um professor primário Ricardo Rosa y Alberty. No início da madrugada de 4 de outubro, estão à beira rio na praia norte da vila e tal como noutras localidades a sul do Tejo, é com grande agitação que se reage aos tiros disparados dos navios.
Seguem-se tiros de espingarda e metralhadora enquanto mais gente se junta na praia. A multidão a dar «vivas» à República, segue para os Paços do Concelho onde depois de uma tentativa frustrada de arrombar a porta, consegue subir por uma escada para a varanda.
No interior da sala de sessões é escolhida uma Junta Revolucionária enquanto João Santos Pimenta hasteava uma bandeira verde e vermelha na varanda para delírio da multidão presente.














