Prémios Portugal Smart CitiesPólis do Barreiro vence prémio na Categoria de Espaço Público
O POLIS um projecto que nasceu no mandato de Pedro Canário, foi continuado nas gestões de Emídio Xavier e Carlos Humberto, tendo continuidade nos mandatos de Frederico Rosa, que, agora, vê reconhecida a importância desse Espaço Público.

Por Jornal Rostos
O POLIS foi o primeiro grande passo estratégico, no pensar o espaço urbano e a sua ligação ao rio, um projecto devidamente enquadrado no PDM, ainda em vigor, aprovado em 1994.
Uma projecto apresentado ao governo, por Pedro Canário, CDU, com uma visão territorial que se estendia por todas a zona ribeirinha, desde a Caldeira do Alemão até à zona conhecida por Torralta, mas, na realidade, não mereceu a aprovação pelo governo, na época, com José Sócrates como Secretário de Estado do Ambiente, por ser considerado um projecto com uma zona muita ampla.
Foi no mandato de Emidio Xavier, PS, que a obra arrancou no terreno, com os trabalhos de retenção da marginal e recuperação da Caldeira do Alemão, obra realizada no âmbito da primeira candidatura aprovada, que obteve um investimento de 827.589 euros, sendo 75% do Estado e 25% da Câmara Municipal do Barreiro. Assim nasceu o espelho de água da Caldeira do Alemão e a primeira intervenção, de criação de um espaço verde.
A segunda fase de intervenção, que concretizou o prolongamento do POLIS até à Avenida da Liberdade, foi realizada no mandato de Carlos Humberto. Todo este processo foi desenvolvido em conformidade com a estratégia delineada no PDM – Plano Director Municipal, com a visão de ligar a cidade à zona ribeirinha.
O POLIS é um todo. O actual executivo municipal, que concretizou a 3º fase do projecto, em nota que nos enviou, refere que candidatou o projeto do Parque Recreativo da Cidade – Pólis - aos prémios Portugal Smart Cities, na categoria de Espaço Público.
A Câmara Municipal do Barreiro divulga que “foi a grande vencedora do Prémio Espaço Público, no âmbito da atribuição dos Prémios Portugal Smart Cities, que decorreu no dia 8 de outubro, na Feira Internacional de Lisboa.”
O Município, na sua nota à comunicação social, destaca que “os múltiplos usos do Pólis, aproximou os cidadãos do rio e permitiu-lhes desfrutar de um novo espaço verde, que conta entre as 593 árvores, 4019 arbustos e 16.000m² de prados plantados localizam-se os espaços de recreio do Parque, os quais, ao integrarem equipamentos direcionados a todas as gerações, reforçam a dimensão social do mesmo, tornando-o num espaço público inclusivo. A diversidade de utilizações que promove, a par da localização estratégia que apresenta veio reforçar a atratividade social e económica do Pólis, razão pela qual o Município decidiu instalar um conjunto de quiosques que concessionou a agentes económicos, permitindo assim, a criação de 30 novos postos de trabalho. Esta intervenção representou um investimento de 1.245.166,23€.”
De referir que estes equipamentos estão, essencialmente, instalados na área da 1ª fase do POLIS, onde recorde-se, foram desenvolvidas tentativas de implantação de projectos desta natureza, ainda na gestão de Carlos Humberto, os quais não foram concretizados, todos recordamos, devido à situação de crise financeira vivida no país, que conduziu à intervenção da Troika, a qual afectou profundamente a capacidade de investimento da vida empresarial e autárquica, para além de, posteriormente, ter sido vivido o tempo marcado pela pandemia do COVID.
O Prémio ao Pólis do Barreiro, atribuído no âmbito dos Prémios Portugal Smart Cities, é, sem dúvida, um reconhecimento de uma estratégia que, ao longo de décadas envolveu diferentes técnicos do munícipio, diferentes vereadores e diferentes presidentes de Câmara, a todos o Barreiro agradece por ser desenvolvida esta ligação da cidade ao rio. Este prémio é de todos.
António Sousa Pereira
TE – 180
Equiparado a Jornalista
Fotografia - CMB














