CDS-PP SeixalMarca o «quilómetro zero» no Seixal

Por Jornal Rostos
O Partido Popular esteve representado ao mais alto nível, no Auditório do Mercado Municipal de Fernão Ferro.
Os dirigentes e candidatos democratas-cristãos saíram às ruas para encontrar a população do concelho do Seixal, e Fernão Ferro foi uma paragem obrigatória. A candidatura de João Noronha à Câmara Municipal do Seixal e do deputado Pedro Mota Soares à presidência da Assembleia Municipal da mesma localidade foram «apresentadas» pelo presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro. Presentes estiveram ainda Tita Maurício, presidente da Comissão Política do Distrito de Setúbal e Luís Figueiredo, vogal desta comissão e mandatário para a campanha autárquica no concelho do Seixal.
Falta de projectos
João Noronha dirigiu-se ao público para explicar alguns dos motivos que o levaram a candidatar-se: «Sou um homem que nasceu e sempre viveu no Seixal. Sendo assim, custa-me que certas coisas continuem a ser feitas como há 20 anos: devagar e mal, sempre dependentes da vontade do “aparelho político” vigente. O destaque vai para a falta generalizada de projectos concretos para o Seixal, em todas as áreas. Há necessidades prementes que estão a ser esquecidas ou postas para segundo plano, como o hospital do Seixal. Foi prometido há anos, a população já fez um abaixo-assinado com o incrível número de 60 mil assinaturas e o poder central ignora-o. Além da saúde, o concelho está ser ultrapassado e esquecido em várias áreas, como a urbanização e o paisagismo. A insegurança aumenta, o desemprego aumenta e mesmo assim há projectos que poderiam ser feitos e não se fazem. Por exemplo, propomos a construção de uma marina para o Seixal, para aproveitar o braço de rio que tanta beleza traz à terra e tão pouco aproveitado está. Mas propomos um desenvolvimento com respeito à natureza e meio-ambiente. Temos que preservar o pouco que nos resta, depois de anos de construção desenfreada. Isto chama-se desenvolvimento sustentado, algo que é fundamental hoje em dia em qualquer autarquia moderna».
Falta Liberdade
O deputado Pedro Mota Soares explicou o porquê do “sim” ao desafio feito por João Noronha para candidatar-se à presidência da Assembleia Municipal: «João Noronha “sente” a sua terra como vi poucos políticos sentirem, dentro e fora do partido. Ele pede e bate-se sempre pelo melhor para os seus, e era impossível ficar indiferente às suas propostas e aos seus projectos. Ambos somos jovens de 31 anos, nascidos depois do 25 de Abril, uma data geralmente associada à Liberdade. Custa-me ver que, passado já tento tempo sobre o 25 de Abril, aqui no Seixal ainda não se possa ter a liberdade de dizer à boca cheia que se é democrata-cristão ou de direita. O preço para isso ainda é alto, tanto ao nível social como até nas relações de trabalho e com a comunidade. Isto tem de acabar e as perseguições têm de cessar. O CDS têm nos seus quadros pessoas de todas proveniências da direita e todas querem segurança, solidariedade entre as pessoas e justiça social para as populações. Uma comunidade no verdeiro sentido da palavra. Para isso, é necessário mudar mentalidades, acabar com determinados “fantasmas” que se atribuem à direita, já que queremos, como ninguém, o verdadeiro progresso com justiça social para o Seixal. Progresso verdadeiramente sustentado em valores fortes, com respeito às especificidades e desejos das populações».
Diálogo Directo
A fechar o encontro, o presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, deu o mote para a reunião, no arranque da batalha autárquica que se avizinha: «Marcámos o quilómetro zero da nossa campanha aqui no Seixal, como se sabe, um terreno difícil para o CDS-PP. O nosso partido é, desde sempre, contra o socialismo, um verdadeiro erro teórico no que toca à resolução dos problemas de qualquer sociedade. Infelizmente a direita ainda é vista como um inimigo e isto tem de ser mudado. Para isso é necessário um diálogo directo com o povo, dando provas de honestidade e boas intenções, pelo meio de total transparência de métodos e atitudes, numa verdadeira atitude democrata-cristã, que a distingue de todas os outros. Quanto às autarquias, a transparência é o que mais se exige hoje em dia: é inconcebível que com a crise que o país atravessa, com problemas sociais tão graves, não seja exigido às autarquias uma fiscalidade controlada, com contas claras. Este tem sido um tema essencial, espantosamente ausente de todos os debates sobre a administração autárquica. As câmaras têm de prestar “boas contas” de si, pois só assim justifica-se que em quase todos os cantos do país as taxas municipais sejam cobradas no seu valor mais alto. Tem de se saber o que se faz com o dinheiro dos contribuintes. Em dias como estes, em que há um clamor geral e justíssimo contra o aumento dos impostos, é preciso começar pelas autarquias, respeitando o povo no que toca à justeza na cobrança das taxas locais. Também as assembleias de freguesia devem estar mais próximas das comunidades, informando-as do que fazem e o que deliberam, numa política de verdadeira proximidade com a população».














