CDU da MoitaEdita folheto para coloca “pontos nos is”

Por Jornal Rostos
A CDU da Moita começa por referir que tem um “património imenso de trabalho e realizações ao serviço do progresso do concelho da Moita e da sua população”, acrescentando que está empenhada “num debate sério e profundo sobre os problemas e perspectivas do trabalho autárquico mas não está disponível para rebaixar o debate pré-eleitoral para o nível mesquinho e politiqueiro que os dirigentes nacionais e locais do PS parecem preferir”.
Sobre as recentes declarações de Jorge Coelho e da responsável local e candidata do PS à Câmara Municipal da Moita, a CDU esclarece no folheto informativo que se “entre as qualidades políticas do Dr. Jorge Coelho e da Dr.ª Eurídice Pereira se incluíssem o respeito pela verdade e pelas pessoas, estariam nesta altura a pedir desculpas aos militantes do PS, aos eleitores que lhe deram o seu voto e à população do concelho da Moita” e explica porquê: “pelas promessas que fizeram e as expectativas que criaram nas eleições para a Assembleia da República. Pela completa negação através das decisões que o seu Governo está a tomar onde avultam o aumento de impostos indirectos e um novo, violento e injusto ataque aos trabalhadores em geral e da Administração Pública em particular, no quadro de uma orientação que, além do mais, acrescenta crise à crise”.
A CDU da Moita argumenta que o PS enveredou por “autênticas manobras de diversão falseando a verdade, omitindo as suas responsabilidades, tendo sempre em vista votos porque se aproximam eleições autárquicas”.
Emprego, salários e pensões de reforma
Sobre as acusações da responsável local do PS de que a Câmara, de presidência e maioria CDU, não promove o emprego, a CDU da Moita esclarece que da parte da Câmara “tem havido e continua a haver total disponibilidade e esforços para a instalação de unidades industriais e comerciais no concelho”. Esta força política relembra também que foi no tempo do Governo de António Guterres e do PS que foi encerrada a maior empresa de vestuário do concelho da Moita, a Norporte.
No folheto “CDU da Moita põe os pontos nos is” pode ainda ler-se que na tentativa de impedir o encerramento da Norporte “estiveram as trabalhadoras a que se juntaram os membros da CDU e os seus eleitos, enquanto que ao lado da Polícia de Intervenção esteve o PS, incluindo o seu responsável concelhio, vereador da Câmara e Deputado”. A CDU da Moita acusa ainda o PS de manter o silêncio perante “a escandalosa injustiça de que são vítimas as trabalhadoras da Convex, Gefa, Norporte, Fristads e Bore que, além de perderem os postos de trabalho, vêm, há anos, a reclamar os salários e indemnizações que têm a receber”.
Quanto ao aumento das pensões de reforma e do salário mínimo, a CDU recorda a recente votação do PS contra a proposta do PCP de passar dos actuais 374,70 euros para 400 euros mensais.
Saúde
Nesta área, a CDU da Moita refere o exemplo da construção de uma nova unidade de saúde na Baixa da Banheira que a CDU vem propondo há já cinco anos e para a qual a Câmara Municipal tem um terreno disponibilizado.
Como é referido no “CDU da Moita põe o pontos nos is”, o Centro de Saúde existente “não tem manifestamente condições para servir a população como se comprovou na recente visita da deputada do PCP, Odete Santos”.
A CDU aponta o dedo quer ao PS, quer ao PSD por terem vindo a votar contra ou abstendo-se inviabilizando, na Assembleia da República, a concretização daquela obra.
A CDU da Moita afirma não perceber como é que a responsável local do PS se diz “sensibilizada tendo mesmo prometido à Comissão de Utentes da Saúde ir ver, junto dos deputados do seu partido o que estava previsto nesta matéria”. A CDU conclui apenas que a candidata do PS “desconhece este problema e mais grave ainda não conhece as anteriores votações do PS na Assembleia da República”.
Segurança
Ainda de acordo com o folheto “CDU da Moita põe os pontos nos is”, desde 1999 que o PCP tem vindo a propor, ano após ano, na Assembleia da República, a construção de quartéis para as forças de segurança no Vale da Amoreira e em Alhos Vedros, para os quais a Câmara tem já terrenos cedidos. Em 2004, mais de uma centena de pessoas do concelho, onde se incluíam o Presidente da Câmara Municipal da Moita e o Presidente da Junta de Freguesia do Vale da Amoreira, deslocaram-se à Assembleia da República para reivindicar aquelas construções.
A CDU da Moita esclarece que o PS tem “inviabilizado essas propostas” e acusa também Jorge Coelho de arrogância e falta de rigor quando em Abril de 2005, este responsável político declarou que “as autarquias do concelho da Moita nada têm feito sobre esta matéria e que, enquanto Ministro, nunca nenhum Presidente da Câmara lhe fez algum pedido”. A CDU da Moita esclarece também que é “chocante que o Dr. Jorge Coelho, enquanto Deputado do PS, tenha votado contra a proposta do PCP sobre esta matéria”.
A CDU da Moita aproveitou ainda esta edição informativa para esclarecer algumas questões que se prendem com a Praceta 1º de Maio, na Vila da Moita.
Em finais de 2004, a Câmara Municipal da Moita abriu concurso para os arranjos da Praceta 1º de Maio. Em Maio de 2005, e ainda de acordo com a CDU da Moita, o PS fez um comunicado onde a sua responsável política se “desdobrou em declarações criticando o mau estado daquele local e atacando a Câmara, quando já sabia que a obra ia arrancar”.
Moita – Um Concelho em Movimento
A CDU da Moita garante, neste folheto, que quer o PCP, quer a CDU têm defendido, na Assembleia da República, nas autarquias e em todos os planos da vida nacional pela “resolução dos problemas dos trabalhadores, das populações, dos pequenos e médios comerciantes e industriais, dos jovens, das mulheres, dos intelectuais e quadros técnicos”.
A CDU da Moita termina o seu esclarecimento com a garantia de que vai continuar a trabalhar pela resolução dos problemas existentes e para que o concelho da Moita seja cada vez mais “um concelho em movimento e um concelho onde dê gosto viver”. É por isso que esta força política considera determinante, não apenas o voto de cada pessoa, mas, acima de tudo, a participação da população.














