Recandidatura de Emídio XavierTexto integral da intervenção

Por Jornal Rostos
Caros Amigos, Caros Camaradas
Permitam-me que comece por agradecer a vossa presença aqui.
Que é uma presença naturalmente solidária mas também de reconhecimento pelo trabalho, dedicação e capacidade com que exercemos este mandato.
Que agradeça aos muitos camaradas que aqui se encontram e que o faça na pessoa do Dr. Jorge Coelho. Conhecendo todos nós o ritmo infernal a que o Partido Socialista te obriga, as condições em que o fazes e a tua capacidade para, apesar disso, ultrapassas os difíceis obstáculos, és sem duvida a maior imagem de luta e dedicação à causa do Partido Socialista.
Por isso e por estares aqui obrigado Jorge!
E se entre nós estão pessoas que desempenham na administração e no Partido funções importantes, estão também connosco os militantes anónimos que o fazem sem outro objectivos que não seja o de se mostrarem solidários com o nosso projecto para o Barreiro, com a nossa enorme tarefa, que vamos concretizando, de voltar a colocar a nossa cidade de novo a traços grossos no mapa de Portugal.
Mas também para os amigos, aqueles cuja amizade fui conquistando na vida ou nas minhas anteriores actividades profissionais, sabendo que estão aqui, solidariamente, embora sabendo também que por dedicação à causa em que me envolvi nestes 4 anos não tenha podido corresponder a essa amizade.
E entre os políticos e os amigos há alguém que não está e temos pena que não esteja. Para o PS/Barreiro, faz muita falta, aquele que pela sua personalidade, pelo seu empenho, pelo seu militantismo foi sem duvida um dos principais obreiros da nossa vitória.
E teria estado sempre em luta.
Até sempre, Aires de Carvalho
Quatro anos decorreram. Há quatro anos era a esperança.
Os Barreirenses reconheceram que o PS era a melhor solução para a sua terra. O País pensava que o Barreiro era uma terra inexpugnável do PCP. O País pensava que este seria o último bastião a cair. Mas nós, o PS/Barreiro, demos uma enorme lição de coesão e apresentámo-nos com ideias, com projectos, com soluções.
E os Barreirenses começaram a acreditar em nós. Afinal o Barreiro tinha solução. O Barreiro não tinha que ser aquela terra de chaminés e fumos, cinzenta e vermelha, com que os outros nos olhavam.
O Barreiro podia ser visto como uma cidade, que sem esquecer o seu passado podia aspirar a um futuro melhor.
E foi assim que aconteceu.
Ao longo destes 4 anos reavivámos as nossas memórias, promovemos o que é motivo de orgulho da nossa história, mesmo quando disso os nossos adversários políticos podiam tirar dividendos.
Fizemo-lo porque a história do Barreiro e dos Barreirenses é património de todos, não é património de nenhuma força política. Recordamos os factos, os homens e as mulheres que ajudaram a fazer o Barreiro e do Barreiro, a referência de que saudavelmente nos orgulhamos.
Exercemos a Presidência da Câmara quatro anos na pior das situações. Sem maioria absoluta no Executivo.
Em minoria na Assembleia Municipal.
Durante 3 anos, com um governo que nos era politicamente adverso. Com o país vivendo uma situação económica difícil. Com inúmeras restrições financeiras às autarquias, e no caso desta com uma situação financeira desfavorável, e exigindo-nos resolver situações que outros tinham criado.
Este cenário era quase dramático. Os nossos adversários tinham todas as condições para nos dificultar as decisões. Perante isso tomamos um rumo, que assentava em 3 premissas:
Coragem – Para mudar o que pode ser mudado.
Paciência – Para aceitar o que não pode ser mudado.
Sabedoria – Para reconhecer quando é preciso
coragem e quando é necessária paciência.
E por isso conseguimos fazer muita coisa.
Tendo encontrado uma máquina dimensionada à imagem do Partido que durante mais de um quarto de século dominou a autarquia, também aqui se tornava necessário vencer outros mas também difíceis obstáculos.
Não está perfeita, longe disso, mas conseguimos que a máquina administrativa funcionasse sem grandes convulsões internas o que ninguém acreditava e tendo a certeza de que muitos que procuraram obstaculizar soluções estão hoje conquistados para o projecto.
Que tem que contar com o conhecimento e o apoio dos Barreirenses. Por isso iniciamos a Revisão do PDM com essa preocupação. Fazendo-o por fases, criamos o voo virtual sobre o Barreiro com grande definição e permitindo com grande participação dos cidadãos.
Estamos neste momento, integrados numa candidatura Interreg que como inovação tecnologia está no topo da Europa. E cidades de países como a Holanda, a Polónia, a Bélgica, Espanha, Áustria estão a começar a utilizar o projecto que criámos.
Porque o Barreiro foi marcado durante um século por problemas ambientais, desenvolvemos antes do novo PDM, um plano Municipal do Ambiente com a Universidade Nova. E criamos um Centro de Estudos Ambientais na nossa Mata da Machada.
Discutimos em múltiplas reuniões descentralizadas este Plano Ambiental envolvendo toda a gente e o mesmo estamos agora a fazer para o PDM. Não mais um PDM como o que encontramos, discutido por meia dúzia e quase ignorado por todos.
Hoje os Barreirenses discutem a sua cidade, em reuniões públicas, no café, nos transportes, na rua.
É assim que queremos. Depois de décadas de ditaduras também no pós 25 de Abril, no Barreiro, os Barreirenses por razões diferentes não se sentiam à vontade para exprimir as suas queixas à gestão local.
Hoje sentem-se perfeitamente livres para o fazer. Não é fácil para nós, mas é o caminho certo.
Foi para ouvir os anseios, as sugestões, os sonhos e as criticas que assumimos funções. Mas foi também para decidir que nos elegeram, e é preciso decidir. Decisão que nem sempre é fácil porque da parte dos cidadãos há vontades que se contradizem.
E ai decidir implica vencer oposições.
Recordo o novo Politécnico. Hoje quase todos nos dão razão, hoje perante um projecto estruturante de grande qualidade, já poucos se lembram da coragem que foi necessária para o impor politicamente e contra um grupo.
Para melhor informar os cidadãos temos hoje um site, actualizado diariamente às vezes hora a hora que dá toda a informação do que se passa na cidade chegando a ter 40 mil visita por mês.
Isto prova a sua qualidade, e por isso é considerado talvez o melhor dos sites autárquicos.
Criamos espaços Internet de acesso público, estamos agora a distribui-los por toda a cidade, e por isso recebemos apoios, sugestões e criticas.
Mais do que nunca, os Barreirenses, têm razão para dizer somos livres, somos livres não voltaremos atrás.
Lançamos um projecto para a cidade. Fazer um projecto só para quatro anos, para a cidade do Barreiro era manifestamente pobre e pouco. Por isso lançamos um projecto que é um projecto de geração. Queremos fazer do Barreiro uma cidade ribeirinha de inovação e tecnologia. Tendo 12 km de costa, com o Tejo e o Coina, uma área de 32 km quadrados. O Barreiro não pode ser outra coisa.
E as nossas frentes ribeirinhas estiveram sempre abandonadas.
Negociamos o nosso Polis em condições difíceis. Mesmo depois de aprovado o projecto, foram-nos criadas dificuldades administrativas, mas o Polis ai está, e com isso começamos a realizar o sonho.
Mas se o projecto é de uma geração então temos que preparar as nossas crianças e os nossos jovens.
E fizemos uma aposta enorme na educação.
Colocámos computadores em todas as escolas. Formamos professores e acompanhamo-los. Criamos a Feira Pedagógica, ponto de encontro de todos os projectos educativos que é um exemplo a seguir.
Recuperamos muitas das escolas do ensino básico que se encontravam em situação degradante. É um trabalho enorme que temos de continuar a fazer todos os dias. E acabámos de construir uma magnífica escola do 1º ciclo e jardim-de-infância nos fidalginhos. Totalmente construída pela autarquia.
Temos um projecto Escolas Barreiro ocupando os tempos livres das nossas crianças até as 17h30, com formação desportiva nas colectividades que lhes estão mais próximas. Para benefício das crianças e descanso dos pais. Projecto este que começa a ser seguido pelo governo.
E do mesmo modo candidatámo-nos para ensinar Inglês no ensino básico, o que esperamos vir a acontecer no próximo ano lectivo.
E se todas as nossas crianças hoje aprendem xadrez e aprendem basquetebol na escola em centro de formação próprio, podemos orgulhar-mos de ter nestas áreas, o melhor centro de formação do País.
Porque não há educação sem desporto e sem cultura, criamos a ideia do Barreiro – Cidade Desportiva, e temo-la realizada.
Temos hoje campeões sobretudo na fase juvenil em áreas tão diversas como o remo, a luta, o atletismo, o futebol, o xadrez ou o basquetebol.
Os velejadores que hoje na classe 470 estão em 1º lugar no ranking mundial estão aqui e navegam num barco que se chama Cidade do Barreiro. Tudo isso só é possível porque estivemos atentos e solidários com as colectividades.
Apostámos na Cultura. Tornamo-nos uma das 3 cidades europeias, com Bolonha e Bratislava, capitais da Ilustração para o livro infantil. À nossa Ilustraste que é bienal concorrem mais de 500 artistas dos cinco continentes e o júri é constituído por personalidades reconhecidas mundialmente. Construímos o magnífico Auditório Municipal Augusto Cabrita, e é nele que expomos a Ilustrarte, bem como expõem ao longo do ano, os melhores artistas nacionais e muitos estrangeiros. E é nesse auditório que fazemos espectáculos e eventos, de toda a ordem, seminários, conferências, mas também teatro, musica, ballet, dança moderna, ópera.
Hoje o Barreiro é uma cidade de cultura, tem um local de culto, mas que não se esgota ai.
Estamos a preparar uma geração que com a educação, o desporto e a cultura esteja preparada não apenas para responder aos desafios da cidade, mas até para enfrentar essa aldeia global que é hoje o mundo.
Poderá não ter resultados imediatos, nem ser eleitoralista mas é esta a missão mais importante de um autarca preparar os seus jovens para o futuro.
Dissemos anos atrás que ao contrário de outras línguas, têm em português significados diferentes.
E por isso dizíamos que o Barreiro era bonito mas estava feio.
E por isso a nossa missão era começar a pô-lo bonito.
Preocupamo-nos em trabalhar na Higiene Urbana, e nas zonas verdes.
Apostámos na renovação da frota deste pelouro, que estava completamente degradada. Adquirimos muitas e variadas viaturas nesta área que nos dão hoje, ao contrário do que acontecia, um conjunto condições de resposta.
E florimos a cidade. Hoje o Barreiro começa a ser na Primavera/Verão a cidade das Petunias e as flores dos nossos jardins embelezam as nossas ruas.
Construímos parques infantis e recuperamos alguns.
Abrimos novas vias. Não sendo possível alargar as existentes é preciso encontrar soluções alternativas. Já o fizemos e vamos continuar a fazer.
O trânsito, nomeadamente o estacionamento são ainda um problema. Temos um plano de estacionamento, torna-se necessário em parceria com os privados resolver este problema.
Porque a cidade é das pessoas e não dos automóveis.
Estamos a embelezar a avenida principal da cidade, remodelando as infraestruturais e colocámos uma bonita calçada à portuguesa, onde antes existia um piso terceiro-mundista.
Construímos 8 polidesportivos e um novo pavilhão municipal.
No próximo mandato construiremos mais um pavilhão na Quinta da Lomba. Iremos construir uma nova piscina e dois tanques de aprendizagem porque nisso estamos deficitários.
Queremos intervir mais na área da saúde. É certo que ela não é da nossa responsabilidade, mas não é possível estar longe de uma das maiores preocupações dos cidadãos. Queremos por isso estar representados ou reunir periodicamente com as instituições de saúde.
E vamos criar condições que permitam a construção do Hospital de retaguarda para doentes acamados, realizando o velho sonho da Misericórdia do Barreiro.
Porque a 3º idade nos preocupa.
Para que os reformados sejam uma mais valia para a cidade, criamos a universidade da 3º idade, a UTIB.
Ali se formam, ensinam, estudam, expõem, e até na música constituem um coro de nível nacional, mais de 600 alunos que hoje aprendem tudo, até a navegar na Internet.
E fizemos o mês do idoso, programas de gerontomotricidade para melhorar a sua forma física e de saúde.
Há ainda uma falta grande de lares e centros de dia. Como há falta de creches. Se no que respeita aos jardins-de-infância cujo número aumentámos francamente o problema foi atacado e está a ser resolvido, no que respeita a creches como a lares vamos definir uma política de solos que permita aos privados e às instituições participarem na solução do problema.
A nossa principal tarefa é fixar os barreirenses ao Barreiro.
A habitação, a construção de novas casas deve ser uma consequência e não uma causa de desenvolvimento.
Só este cria postos de trabalho.
Para isso, temos um objectivo. Aproveitar esse enorme potencial com quase 3 centenas de hectares, que é a quimiparque para ali desenvolver uma nova cidade, bem junto ao nosso centro. E vamos avançar apesar de todos os obstáculos que nos criaram.
•Com uma fantástica zona ribeirinha,
•Com um espaço que será o pólo industrial do Lavradio, mantendo a nossa tradição industrial.
•Com uma área enorme reservada ao comércio, aos serviços e às pequenas e médias indústrias não poluentes,
•Com uma área de habitação, é claro, mas também com uma área livre onde apostamos se venha a localizar a cidade do cinema e um parque temático.
Não são sonhos irrealizáveis.
Neste momento, temos contactos sérios com investidores, alguns estrangeiros que como nós consideram que um local que está livre, que é a melhor varanda do Tejo e que é um terreno público, que fica frente a Lisboa, é um potencial demasiado grande para se perder.
Vemos que o ministério da Economia acompanha com agrado o nosso projecto e esperamos que com o Ministério, a Quimiparque e a Autarquia em breve possa ser criado um grupo de trabalho para avançar com ele.
Este novo projecto fixará a inteligência barreirense na cidade e promoverá o retorno de muitos bons quadros da nossa terra que ao longo das duas últimas décadas a abandonaram, e isso não pode acontecer. Porque o Barreiro Marca. Foi a nossa palavra de ordem, no princípio do mandato antes da Espanha a ter usado e ao que parece também Portugal o passar a fazer. E marca, todos aqueles que aqui nasceram, viveram ou trabalharam. Somos uma terra sui generes, mas marcamos sempre.
O Barreiro esteve sempre no topo da tecnologia em cada tempo.
Foi no século XIX, com o caminho-de-ferro, que agora queremos fazer renascer. Aguardamos a 3 º travessia, o TGV, os comboios rápidos, e queremos manter as nossas oficinas ferroviárias e moderniza-las.
Foi assim no século XX, quando fomos o maior pólo quimicoindustrial da península.
E queremos sê-lo no século XXI, como Centro de Inovação, e das novas tecnologias.
Este projecto inicia-se com as cordoarias que vai fixar os barreirenses, que vai criar mais de 1000 postos de trabalho directos, e que vai iniciar o “derrube dos muros das fábricas”, para que o Barreiro cresça e viva, e aqui a vida tenha a devida qualidade.
Apresentamo-nos hoje aos barreirenses com a serenidade que vem do dever cumprido, com a certeza de que os nossos cidadãos reconhecem o nosso empenho, e a nossa competência, mesmo ignorando às vezes as inúmeras dificuldades que os nossos adversários nos criaram.
Mas também com a certeza de que o tempo joga a favor do nosso projecto.
Com a convicção de que demos e daremos mais motivos para a chama que avivámos do saudável orgulho de ser barreirense cresça cada vez mais.
Acho que com justiça merecemos continuar. Pedimos porque o merecemos que nos sejam dadas melhores condições políticas para governar, e não estarmos à mercê de quem por interesses partidários não quer e por vezes nos impede de fazer.
Gostaríamos de ter, porque achamos que é justo e merecemos, as maiorias na Câmara e na Assembleia. Não pelo poder mas porque é bom para o Barreiro.
E acreditamos no futuro da nossa terra. Acreditamos no Barreiro e sabemos que o melhor do Barreiro são os Barreirenses.
9 de Outubro é já amanhã.
Com a nova confiança dos Barreirenses o PS poderá colocar o Barreiro no centro da margem sul da AML.
Só tememos a abstenção. E por isso o meu pedido para que ninguém fique em casa quando é o seu futuro, o futuro da sua terra que está em jogo.
Vamos ganhar porque merecemos.
Com o PS, no Barreiro faz-se futuro todos os dias.
Viva o PS!
Viva o Barreiro!














