Mário Durval –Bloco de Esquerda“Vamos eleger no dia 9 de Outubro”
Luís Fazendas defendeu a aprovação de uma nova Lei de Finanças Locais.

Por Jornal Rostos
Humberto Candeias, candidato do Bloco de Esquerda à Presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, abriu as intervenções no jantar dos bloquistas que decorreu no Restaurante Acordeon, com cerca de 100 presenças.
Humberto Candeias, falou de ilusões e esperanças que marcam a campanha eleitoral no concelho do Barreiro.
Referiu que a primeira ilusão diz que agora “vamos ter uma democracia a sério, com um Pelouro de Democracia e Participação ”, a esperança é a “democracia que se faz no dia a dia” e “não uma democracia que se faz por decreto, por palavras” e recordou o exemplo de recusa de participação de membros do Bloco de Esquerda nas mesas de voto.
A segunda ilusão sublinhou é que agora pretende-se afirmar que a “perda das fábricas” e a “perda da capacidade industrial” é a causa dos “problemas actuais” do concelho do Barreiro.
Na sua opinião “foram essas fábricas que colocaram as coisas como estão”, nomeadamente “o isolamento do rio” e as situações de poluição.
Humberto Candeias, salientou que o Bloco de Esquerda defende “um desenvolvimento sustentado” que proporcione “riqueza a gerações vindouras”.
A terceira ilusão que salientou é que se pretende fazer crer que na democracia após o 25 de Abril, “o interesse público teve prioridade sobre o interesse privado”, quando o que acontece é que “o privado sobrepõe-se ao interesse público”.
“Temos esperança que possa ser diferente” – referiu, com a participação do Bloco nos órgãos autárquicos.
Salientou ainda uma quarta ilusão “a do Barreiro dos campeões, do Barreiro que marca”, que referiu criou um “mundo de fantasia”, porque esquece o Barreiro das famílias com dificuldades, sem creches e com desemprego, é “uma ilusão que assenta na realidade”.
Humberto Candeias finalizou referindo que tem esperança que seja “possível construir uma cidade para todos”, construir uma cidade com as “pessoas que lutam”.
Mudar a Lei de Finanças Locais
Luís Fazenda, deputado do Bloco de Esquerda, começou por referir que a surpresa das actuais eleições autárquicas reside na “existência de muitos candidatos arguidos” de todos os partidos políticos.
Recordou que na Assembleia da República levantaram-se vozes tecendo criticas ao facto de “ a lei permitir candidatos à revelia dos partidos”, quase como querendo fazer um “ajuste de contas”.
Na sua opinião esse não é o problema, porque aquilo “que ameaça a democracia” é que exista “banditismo organizado” e, neste contexto sublinhou, que a existência de “candidatos arguidos é ética e politicamente reprovável”.
“Tem-se vindo a viciar as oportunidades de escolha” procurando afirmar que as eleições autárquicas “são despolitizadas” ou “não partidarizadas”, com base numa “fulanização da vida politica local”.
Na sua opinião, as eleições autárquicas deveriam mobilizar as populações, porque “não há coisa mais política que discutir a vida politica local”, motivando a participação.
Luís Fazendas salientou que “nós não traficamos os valores, essa é a nossa diferença politica.”
Defendeu um “Poder Local limpo” e não subordinado ao submundo que tem enredado as autarquias – o futebol e o sector imobiliário”.
Sublinhou que o Bloco de Esquerda foi o único partido que na Assembleia da República apresentou um projecto de Lei de Finanças Locais, porque a que existe “é preversa”, pois permite que 40% do financiamento das autarquias dependa de taxas e da promoção do betão, e acrescentou que, no caso de autarquias nas áreas metropolitanas esse financiamento depende em 60% - “o Bloco quer mudar estas politicas, mas estamos isolados nesse objectivo”.
Luís Fazendas a finalizar salientou que o “Bloco incomoda” porque está “a enfrentar os interesses instalados” tendo por base um “projecto cívico”.
“Temos confiança no aumento de votos e de mandatos” – sublinhou.
É preciso Humanizar a Cidade
Mário Durval, candidato à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro, agradeceu a presença de pessoas que “não sendo do Bloco marcaram presença” porque o Bloco quer “construir uma nova esquerda com as pessoas”.
“As pessoas são a única razão para estarmos na politica, porque queremos melhor vida para as pessoas” – referiu.
Mário Durval considerou essencial que o debate politico tivesse por base a “discussão de politicas”.
O candidato do Bloco, salientou que os candidatos ao serem eleitos, estão a exercer as suas funções como “mandatários das pessoas”.
“Não é admissível que a gestão da Câmara não seja transparente, é inadmissível que haja segredos. As pessoas são iguais não pode haver favoritismos, tem que haver equidade. Actualmente não existe. Não pode haver tratamento especiais para as pessoas que são do partido. Tem que haver tratamento personalizado e disponibilidade para os munícipes. Tem que haver tolerância para os cidadãos. É preciso humanizar a cidade. O Barreiro não pode continuar a ser uma cidade onde domina o automóvel e o betão” – sublinhou Mário Durval.
O candidato do Bloco de Esquerda teceu criticas ao que classificou de “mega projectos” do Masterplan e de Coina – “não fazem sentido num concelho com milhares de fogos devolutos”.
Mário Durval sublinhou que, enquanto eleito na Câmara Municipal do Barreiro, o Bloco irá “parar novas urbanizações”, e, exigir a abertura das portas nas reuniões de Câmara.
Manifestou a sua disponibilidade para trabalhar com todas as pessoas, com todos os trabalhadores da Câmara.
Considerou essencial desenvolver projectos que contribuam para ligar o Barreiro às suas raízes – o mar, que pode valorizar o turismo, a vida intelectual e o comércio.
“Foi-se embora muita massa critica do concelho” – salientou.
A finalizar Mário Durval referiu que a “democracia tem falhado”, porque as grandes decisões da cidade “nunca foram postas à discussão no período das eleições”.
O candidato do BE referiu que vai “criar mecanismos de participação” – “isso é possível com o Bloco na Câmara. Vamos conseguir essa vitória no dia 9 de Outubro. Vamos eleger”














