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CDU Moita festejouVitória e um significativo aumento da votação

No passado domingo, com um almoço-convívio realizado nos Bombeiros Voluntários da Moita e que contou com a presença de cerca de 400 apoiantes, a CDU celebrou a sua vitória eleitoral no concelho em 9 de Outubro.

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CDU Moita festejou Vitória e um significativo aumento da votação

Por Jornal Rostos

No período dedicado às intervenções políticas, falaram sucessivamente José Paleta, João Lobo, actual e futuro Presidente da Câmara Municipal da Moita e Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP e candidato às próximas eleições presidenciais.
José Paleta procedeu a uma breve análise dos resultados alcançados pela CDU no concelho, sublinhando a amplitude da vitória da CDU, traduzida na renovação da maioria absoluta de mandatos na Câmara e Assembleia Municipal mas no quadro de um significativo aumento da votação e da conquista da Presidência de cinco das seis Juntas de Freguesia, com especial realce para a freguesia da sede do concelho anteriormente de presidência PS».

Vitória do trabalho colectivo

Na sua intervenção, João Lobo começou por saudar todos os candidatos e activistas da CDU pela sua «contribuição determinante para a expressiva vitória alcançada», considerando que essa vitória foi sobretudo «uma vitória do nosso trabalho colectivo, da nossa capacidade de unir e agregar esforços, sempre com confiança na justeza das causas e objectivos por que nos batemos».
João Lobo sublinharia também que esta «nossa grande vitória decorre sobretudo do trabalho que há 30 anos fazemos no poder local em prol do progresso do nosso concelho e do bem-estar da sua população e da capacidade que temos tido de enfrentar, com audácia, sensibilidade e espírito inovador, os novos desafios que a vida vai colocando».

Uma acrescida responsabilidade

O Presidente da Câmara da Moita saudou de seguida «o importante êxito nacional da CDU» e, em especial, «as vitórias alcançadas no Barreiro, em Alcochete e em Sesimbra que comprovam que vale a pena persistir no trabalho e na luta, que é possível recuperar posições perdidas e que, também no plano autárquico, os profetas do irreversível declínio eleitoral do PCP e da CDU foram desta vez obrigados a meter a viola no saco».
Noutro passo da sua intervenção, João Lobo considerou que a vitória obtida pela CDU no concelho deve ser vivida como «uma acrescida responsabilidade que sobre nós recai de dar cumprimento e desenvolvimento ao programa que apresentámos e aos 10 grandes eixos estratégicos que propomos para transformar a Moita num concelho melhor para viver e trabalhar.»

Depois de referir que, apesar do «sério aviso que estas eleições deram ao PS, o seu Governo continua a insistir numa política que «acrescenta crise à crise e que afronta direitos e conquistas duramente alcançadas depois do 25 de Abril», João Lobo criticou as anunciadas reduções das transferências financeiras para as autarquias previstas na proposta de Orçamento de Estado para 2006 ,sublinhando que, a irem por diante, «limitarão gravemente a capacidade de realização do poder local e atrasarão ou adiarão muitos projectos necessários.»
A terminar a sua intervenção, João Lobo chamou a atenção para a importância das próximas eleições presidenciais, e afirmou que o Concelho da Moita se empenhará na próxima batalha eleitoral dando assim o seu contributo para alcançar o objectivo Avançar e Crescer por um Portugal com Futuro.

Criticas ao Orçamento de Estado

Por fim, usou da palavra Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP e candidato deste partidos às presidenciais, que abordou as principais questões da actualidade política. O Secretário-geral do PCP sublinhou que a vitória alcançada na Moita traduzia um amplo reconhecimento popular dos méritos da gestão autárquica da CDU, criticou vivamente as orientações do proposto Orçamento de Estado para 2006, salientou a importância decisiva da luta dos trabalhadores e de outros sectores sociais contra a política do Governo. Abordando as eleições presidenciais, o candidato comunista criticou afirmações de Manuel Alegre no sentido de que só haveria «três candidaturas» (a dele próprio, a de Mário Soares e a de Cavaco Silva) e, quanto a este último, recordou que, em 1995, pressentindo a derrota nas legislativas, Cavaco Silva «deu à sola» e, de seguida, foi derrotado nas eleições presidenciais. Jerónimo de Sousa apelaria ainda a uma vasta e convicta mobilização em torno da candidatura comunista às eleições presidenciais como a candidatura que efectivamente defende um rumo e uma política alternativas para o país.

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