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50º Aniversário da Escola de Fuzileiros BarreiroUma efeméride que marcou o ano 2011

A Escola de Fuzileiros de Vale de Zebro abriu as portas à população durante a cerimónia militar que assinalou o 50º aniversário.
Diversas actividades foram realizadas para assinalar as Bodas de Ouro desta unidade militar, uma referência no concelho do Barreiro.

3 min de leitura
50º Aniversário da Escola de Fuzileiros Barreiro Uma efeméride que marcou o ano 2011

Por Jornal Rostos

Desde 3 de Junho de 1961 que a Escola de Fuzileiros se encontra instalada em Vale de Zebro, Freguesia de Palhais, onde se unem a Ribeira do Zebro e o Rio Coina, junto à Mata Nacional da Machada.

O piso térreo do edifício onde, inicialmente, esta escola de ofício e de vida se instalou, é, hoje, a Sala-Museu do Fuzileiro, inaugurada no dia 30 de Junho de 1986, que, num louvável trabalho de restauro, revela resquícios de antigos fornos de biscoito e as respectivas saídas de ar pertencentes ao Complexo Real do Vale de Zebro, cuja
actividade remonta ao século XV, e apresenta um conjunto de objectos que ilustram a História e a evolução dos Fuzileiros em Portugal.
Gerido pela Coroa, o Complexo Real do Vale de Zebro era constituído por 27 fornos de biscoito, armazéns de trigo, cais de embarque e um moinho de maré de oito moendas – o maior da região –, além de vastas áreas de pinhal circundante. Nele fabricava-se o biscoito, bolachas que abasteciam os navios portugueses na época dos Descobrimentos. Manteve-se activo até ao Século XIX.
Na fachada principal do Complexo é possível reconhecer o estilo pombalino, fruto da sua reedificação após o Terramoto de 1755 – que o deixaria praticamente destruído. O autor desta intervenção, recentemente apurado, foi o arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, o mesmo da recuperação da Baixa Pombalina.
Neste edifício – por si só, um exemplar histórico –, existem não apenas legados de inestimável valor conservados pela natureza e pela perseverança de admiradores da arqueologia – mas, igualmente, outros perpetuados pela estima de profissionais do fuzil , seus familiares e amigos.
A dar as boas-vindas na Sala-Museu encontra-se a figura de um militar do Terço da Armada Real, de 1621, juntamente com um outro da Guerra Colonial e um terceiro, já, do século XXI. Para situar o visitante, no Museu existe um conjunto de cópias de documentos que enquadram a História do Corpo de Fuzileiros. E para o ilustrar , uma
sala de fardamentos – uma verdadeira viagem pela História através dos costumes, que resulta das estreitas relações com homólogos estrangeiros – e um espólio de capacetes e fotografias.
Abriu a 20 de Junho último, um pequeno anfiteatro destinado a palestras. Ocupa, nesta altura, uma das três alas do edifício, sendo, também, intenção continuar a descobrir o espaço – não por ser desconhecido, mas para o publicamente exibir.
Sublinhando a sua vocação pedagógica.
A este trabalho de conservação, restauro e investigação se tem associado o Município, reconhecendo o seu inestimável contributo para a História Local, Regional, Nacional e, até, Global.
Na Sala-Museu, refira-se, encontra-se uma exposição, resultante da parceria com a Autarquia, que enquadra o Complexo Real no esforço que a Margem Direita do Rio realizou em prol da Grande Epopeia Portuguesa.

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