Barreiro - «Printto Me» impressora 3DTotalmente fabricada por dois jovens barreirenses.
“A peça é desenhada em três dimensões e reproduzida na íntegra” – refere.

Por Jornal Rostos
Um destes dias, numa manhã de domingo, o Café Bar da SFAL, recebeu a demonstração da ‘Printto Me 3D’, in loco, todos puderam ver nascer peças diversas, em três dimensões, um projecto inovador que introduz em Portugal uma nova tecnologia.
Gosto pela electrónica e informática
Mauro Ferreira, tem 40 anos, exerce a sua actividade profissional na Autoeuropa; Sérgio Ferreira, 44 anos, é funcionário publico, ambos naturais do Barreiro, como hobbie dedicam-se ao desenvolvimento de novos produtos, usando novas tecnologias, com base no gosto comum pela electrónica e informática.
Peça desenhada em três dimensões e reproduzida
A sua mais recente invenção dos dois barreirenses , a sua “amenina dos olhos”, como se costuma dizer, é a «Printto Me», uma impressora 3D, totalmente fabricada por estes dois jovens barreirenses.
Mauro Ferreira, refere que existia a “máquina de CNC – Controle numérico computarizado que fazia cortee desbaste, nós utilizando o mesmo principio da CNC, mas ivertendo o circuito que, desta forma, deposita matéria por camadas”.
Com esta nova tecnologia, é possível a fabricação de modelos tridimensionais, utilizando diversos materiais, como plástico rígido, derivados de milho, material biológico e nylon.
“A peça é desenhada em três dimensões e reproduzida na íntegra” – sublinha Mauro Ferreira.
Recorda que este tipo de tecnologia é utilizada nos Estados Unidos desde o ano 1987 – “em Portugal começa agora a desenvolver-se” – refere.
Primeiro teste de impressão foi em Janeiro
«A ‘Printto Me 3D’ foi criada, desenvolvida e construída por nós os dois, nos finais de 2013 até Janeiro deste ano, todas as peças foram fabricadas e concebidas por nós” – salienta Mauro Ferreira, com um sorriso nos seus olhos.
“O primeiro teste de impressão foi em Janeiro deste ano” – sublinha.
“Continuamos a trabalhar, queremos fazer melhoramentos contínuos e aperfeiçoar a máquina. Já estamos a desenvolver outras, com outras concepções” – refere Mauro Ferreira.
“O custo final da ‘Printto Me 3D’, de uma unidade”, salienta, “ronda os 1.500 euros”.
“Se for numa produção ao nível industrial sai muito mais barata” – acrescenta.
Devia haver mais abertura dos empresários
Mauro Ferreira, no diálogo com o jornal «Rostos», refere as dificuldades que existem para arranjar o material destinado à produção da máquina.
“Não conseguimos arranjar nada em Portugal, temos que recorrer ao estrangeiro” – sublinha.
“Devia haver mais abertura dos empresários portugueses no apoio a este tipo de empreendorismo. Uma das nossas batalhas é assegurar um plástico especial e temos tido muita dificuldade em arranja-lo aqui em Portugal” – afirma.
Registo não é acessível a quem começa
«A ‘Printto Me 3D’ ainda não está registada, porque é muito grande a burocracia em termos de registos e certificação, envolvendo custos elevados” – salienta Mauro Ferreira, acrescentando que – “o registo não é acessível a quem começa, na Alemanha faz-se um registo, com facilidade, pode ficar por dez euros”.
“Era importante impulsionar quem quer desenvolver ideias inovadoras” – sublinha.
Mauro Ferreira, finaliza a nossa conversa, recordando que - "o lema deste projeto é ´Nada se perde tudo se transforma em 3D´".
VERFOTOS
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Canal do youtube da Printto Me 3D: http://www.youtube.com/channel/UCTHqJt-eafb-sauj99ElPWQ?feature=watch
http://www.printtome3d.pt.to














