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Raquel Trindade, a mais jovem bombeira do Sul e Sueste - Barreiro«Cada vez há mais idosos a precisar do apoio dos bombeiros»

Raquel Trindade, nasceu no Barreiro, em 18 de Janeiro de 1990. Reside na Quinta da Lomba e frequenta na Faculdade de Ciências e Tecnologia, no Campus da Costa da Caparica – Almada, a licenciatura de Engenharia Química e Biologia.

Raquel é a mais jovem bombeira do Corpo dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste.

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Raquel Trindade, a mais jovem bombeira do Sul e Sueste - Barreiro «Cada vez há mais idosos a precisar do apoio dos bombeiros»

Por Jornal Rostos

Esta noite e o dia de amanhã, vão ficar registados na sua memória.
Hoje, lá estava com todo o Corpo Activo na acção de treino destinada a estruturar a cerimónia de promoção dos sete novos bombeiros da Corporação que concluíram a formação, que vai realizar-se na manhã de sábado.
Num intervalo do treino conversámos com Raquel Trindade. Sempre sorridente, com um ar feliz que lhe transbordava nos olhos.
Referiu que frequentou a Escola Básica 2+3 na Quinta da Lomba, depois a Escola Secundária de Santo André e agora frequenta a Faculdade.

Foi uma amiga que me incentivou

“Sempre gostei de bombeiros. Desde pequena gostava muito dos carros dos Bombeiros. Morava perto do Quartel do Corpo de Salvação Pública e gostava de ver os carros”, refere.
“Não tinha coragem de ser bombeira. Também era muito nova. Foi uma amiga minha, que é Bombeira no Sul e Sueste que me incentivou. E decidi”, sublinha com um sorriso.
“Aqui fui muito bem recebida. Há um bom ambiente. Os mais velhos ajudam os mais novos. Sentimos que estamos sempre acompanhados”, afirma.

A formação fez-me crescer

Começou a sua formação no Verão passado que decorreu durante ano e meio.
“A formação fez-me crescer”, sublinha.
Uma formação que tem uma base teórica, sobre a organização do Corpo de Bombeiros, sobre técnicas, quer na área da saúde, quer de incêndios de vários tipos.
“Quando concluímos o estágio somos avaliados para se saber se estamos aptos para entrar no Corpo de Bombeiros”, salienta.
Na formação diz – “gostei de tudo”. Acompanhou simulacros, realizou exercícios práticos com equipamentos.

Agora é que vai ser a sério

“Do que aprendi gosto de tudo um pouco. A formação fez-me crescer como pessoa. Não tenho na família bombeiros, mas aqui tenho muitos amigos”, afirma.
Amanhã será promovida a Bombeira de 3ª Classe e apertando as mão enquanto vamos conversando refere – “estou muito nervosa, agora é que vai ser a sério, temos que por em prática tudo o que aprendemos”.

Aqui não se trabalha sozinho

“Temos que ter confiança e contar com a ajuda dos outros, porque aqui não se trabalha sozinho”, refere.
“Espero crescer mais como pessoa. Espero poder ajudar o próximo. Sabe, cada vez há mais pessoas a precisar de nós os Bombeiros”, sublinha Raquel Trindade.

É difícil mas pode equilibrar-se

Como concilias a tua actividade de estudante universitária com a dedicação aos Bombeiros? - perguntámos
“É complicado. Tenho todos os dias a Faculdade. Mas também todos os dias dedico-me aos bombeiros. É difícil mas pode equilibrar-se”.
E o tempo para a diversão e namorar?
“O meu namorado gosta. O pai dele é bombeiro, tem o pai cá. Ele aceitou bem a minha decisão. Há tempo para tudo.”

Cada vez há mais idosos a precisar do apoio dos bombeiros

Raquel Trindade salienta que tem convidado amigas para abraçarem, tal como ela, esta causa dos bombeiros.
“Elas pensam que não têm tempo. Mas era importante que descobrissem como é importante ajudarmos os outros. Ajudar os mais idosos.
Cada vez há mais idosos a precisar do apoio dos bombeiros”, afirma.

Nós não somos rivais

Quisemos saber como pensa uma jovem bombeira sobre esse tema muitas vezes referido de uma eventual fusão entre as duas corporações do concelho do Barreiro.
“Nós não somos rivais. Somos colegas. Temos que lidar uns com os outros e damo-nos bem.
Juntos não, isso é demais. Assim como está, está bem”.

Isto é uma família

Raquel Trindade sobre os bombeiros mais velhos refere – “Sinto-me orgulhosa dos meus colegas. Estão sempre prontos a ajudar-nos. Isto é uma familia”.
E o Comando? – perguntámos.
“Olham-nos, olhos nos olhos. Dão-nos na cabeça e protegem-nos. Estão sempre prontos a transmitir-nos conhecimentos".

Quando acabar a licenciatura espero continuar

No final da conversa perguntámos, como será quando acabar a licenciatura.
“Quando acabar a licenciatura espero continuar. Quero continuar. Espero conseguir conciliar”, sublinha.
Lá fora estavam os colegas a recomeçar o treino. Brincavam com ela a propósito da entrevista.
Raquel regressou à formatura a pensar no dia de amanhã, que será promovida a Bombeira de 3ª classe e como ela diz – “agora é que é a sério”.
Aqui fica este registo, e os votos de uma boa carreira de Bombeira dedicada essa causa ao serviço da comunidade.

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