Rui Pedro Dâmaso, Out Fest BarreiroAfirmação de uma marca «Barreiro» com conotações muito mais positivas e apelativas
. Dúvidas acerca do futuro estão na ordem do dia
“Quer o OUT.FEST quer o Barreiro Rocks (que também recebeu o selo EFFE) têm dado contributos que considero incontornáveis para a regeneração da imagem da cidade e para a afirmação de uma marca “Barreiro” com conotações muito mais positivas e apelativas, em particular no contexto cultural.”, sublinhou ao «Rostos», Rui Pedro Dâmaso, membro activo do Out Fest - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Perguntámos a Rui Pedro Dâmaso qual o significado para o OUT FEST receber o selo europeu- «EFFE - Europe for Festivals, Festivals for Europe»
“É interessante para nós integrar esta lista de festivais; tendo em conta que é uma iniciativa pioneira a nível europeu, e que este é o primeiro lote de eventos a receber este selo, é cedo para perceber que resultados concretos pode trazer, mas sem dúvida que a fundamentação que entregámos na altura da candidatura levou a que o júri tenha de facto percebido a qualidade do OUT.FEST. Qualquer reconhecimento a este nível reveste-se sempre de significado”, salientou..
Afirmação de uma marca “Barreiro” com conotações muito mais positivas e apelativas
Como pode o Barreiro potenciar este reconhecimento europeu?
“É um assunto que tem vindo a ser discutido nos últimos tempos, em vários fóruns, e que esta distinção mantém como pertinente. Quer o OUT.FEST quer o Barreiro Rocks (que também recebeu o selo EFFE) têm dado contributos que considero incontornáveis para a regeneração da imagem da cidade e para a afirmação de uma marca “Barreiro” com conotações muito mais positivas e apelativas, em particular no contexto cultural. Temos defendido que quem mais ganha com este tipo de reconhecimento é a própria cidade - não tanto nós, agentes de programação - e que para que não se perca este potencial é preciso que estes festivais sejam enquadrados numa estratégia que lhes permita desenvolver o seu trabalho com alguma estabilidade, com uma garantia mínima de que o seu patamar de qualidade não está, a cada ano, em risco”, refere Rui Pedro Dâmaso.
Dúvidas acerca do futuro estão na ordem do dia
“No nosso caso, esta distinção surge numa altura em que as dúvidas acerca do futuro estão, cada vez mais, na ordem do dia, pelo que, de certa forma, este reconhecimento amplia um pouco a angústia de nos vermos permanentemente na incerteza quanto às próximas edições do festival. No limite, quanto mais reconhecimento obtemos mais certeza temos de que é um erro correr o risco de desperdiçar o que de muito bom se tem vindo a fazer e sobretudo de não se chegar a realmente cumprir um potencial que tem muito mais para dar à cidade”, sublinha
Afirmar identidade a nível da Área Metropolitana de Lisboa
“O Barreiro precisa de conseguir distinguir-se pela positiva de alguma forma, precisa de três ou quatro “pontas-de-lança” que ajudem a afirmar a sua identidade a nível da Área Metropolitana de Lisboa e do próprio país, que estejam num patamar de excelência e que sejam exemplos de arrojo, de qualidade e de visibilidade, que efectivamente potenciem o turismo e a visitação, a economia, a renovação da população e o próprio sentimento de orgulho e pertença por parte dos habitantes actuais, e a verdade é que tem, no OUT.FEST, um veículo único a nível nacional que tem ainda muito por onde crescer.
Acreditamos e queremos acreditar que, como em tantas outras coisas, a visibilidade externa pode acabar por ajudar a que, internamente, se venha a apostar mais decididamente no aproveitamento deste potencial, que é único e é exclusivo”, afirma Rui Pedro Dâmaso.














