Barreiro - Loja de Óptica «NovOlhar»Apostamos na competência técnica e na qualidade do serviço
Luis Gonçalves é o rosto deste estabelecimento que mantém a sua dinâmica num mundo de negócio marcado por uma forte concorrência.
“Esta era uma das ruas principais do comércio do Barreiro, hoje é uma rua com menos vida. Há dificuldades de estacionamento”, refere.

Por Jornal Rostos
Luis Gonçalves, foi nascer a Lisboa, mas a sua terra natal é o Barreiro, “camarro da Avenida da Praia”, como ele refere.
Foi estudante na Escola Alfredo da Silva. Nos anos 90, integrou o plantel do Futebol Clube Barreirense, como júnior e sénior, depois rumou ao Algarve.
Abraçou a profissão de «Técnico de Óptica» tendo criado as suas próprias empresas.
Hoje, com 43 anos, é funcionário da «NovOlhar» e, diariamente, lá está no seu posto de trabalho, ali, no centro do Barreiro.
Um bem de primeira necessidade das pessoas
Perguntámos: É difícil sobreviver nesta área onde há tanta concorrência?
“Sim, há muita concorrência, mas este é um bem de primeira necessidade das pessoas. É um negócio que tem espaço. Se parte os óculos, se precisa de alterar a graduação, é sempre uma necessidade na vida das pessoas. As pessoas precisam dos óculos.”, sublinha Luis Gonçalves.
“Mas, nós também trabalhamos para manter os clientes, apostamos na competência técnica e na qualidade do serviço que prestamos. Apresentamos produtos de qualidade óptica”, acrescenta.
Há muitas lojas fechadas
Sendo natural do Barreiro, conhece bem a dinâmica da Rua Miguel Bombarda. Que acha desta rua hoje?
“Está muito diferente. Há muitas lojas fechadas. Sabe, desapareceu muita gente do Barreiro. O Barreiro perdeu muita população.
Hoje há uma população muito envelhecida e vejo que há muitos desempregados.
Esta era uma das ruas principais do comércio do Barreiro, hoje é uma rua com menos vida. Há dificuldades de estacionamento e a rua, por vezes, até está muito suja”.
Barreiro perdeu qualidade de vida
Mas gosta de viver no Barreiro?
“Já gostei mais. Na minha opinião o Barreiro perdeu qualidade de vida.
Por exemplo, há noite faltam espaços para conviver, faltam zonas de esplanadas. Está tudo fechado à noite. Falta vida nocturna ao Barreiro.
Na Avenida da Praia, uma zona espectacular que nós temos, uma coisa que ninguém tem e, ali, nada é feito, podiam existir esplanadas. A Câmara podia alugar e ceder espaços na Avenida da Praia.
Outra zona bonita que temos, ali no POLIS, não há um espaço para nos sentarmos a conviver e beber um copo, mais não fosse podiam ali existir umas esplanadas.
O que por vezes sinto é que o Barreiro parou no tempo”.
Luis Gonçalves, sente-se que fala da sua terra com paixão, não está com sentido critico, é uma conversa aberta e viva – “digo isto, porque são ideias que tenho e que gostava de ver no Barreiro”.
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