Helder Menor, União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo AndréCalçada portuguesa mais estética e melhor para o ambiente
“Estaciona-se sem respeito pelo trabalho dos calceteiros, deteriorando os pisos, exigindo intervenções constantes”, salienta o autarca.

Por Jornal Rostos
Helder Menor, membro do Executivo da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, é responsável pelas áreas de Toponímia, Calcetamento, Sinalização Vertical e Intervenção nos Espaço Públicos
Calcetamento é um problema de mobilidade
Na nossa conversa começa por referir as dificuldades que existem – “são grandes limitações ter apenas um calceteiro para as três freguesias, o que existia para Santo André, agora é para as três”.
“Isso obriga-nos a programar e a dinamizar intervenções em sítios específicos, dar resposta a prioridades”, refere.
O autarca salienta que o calcetamento afecta a vida da população – “é um problema de mobilidade, principalmente para a população idosa que anda nas ruas, e, nós, temos um elevado índice de envelhecimento da população. Temos nas freguesias muitos seniores, pessoas com fragilidades em termos de saúde e o estado das ruas interfere na sua qualidade de vida. Os buracos nas ruas preocupam-nos ”.
Calçada portuguesa é mais estética
Helder Menor, recorda que 80% da calçadas nas três freguesias é “calçada portuguesa” que exige um “trabalho altamente especializado”.
“Os passeios nas três freguesias são produto do trabalho e da mão de obra dos nossos trabalhadores. Substituir a calçada portuguesa por lajetas torna os passeios mais fracos.
A calçada portuguesa é mais estética, é melhor para o ambiente e ecológica, porque permite um mais eficaz escoamento das águas pluviais”, sublinha Helder Menor.
“A calçada portuguesa é feita por mão de obra de operários e para nós esta é uma questão sensível, posso até dizer que é uma questão ideológica”, sublinha
Dar às pessoas condições de circulação
“O nosso objectivo é criar condições para dar às pessoas condições de circulação, devolvermos as ruas às pessoas, permitir que fruam o espaço púbico com qualidade”, refere Helder Menor.
Lamenta que, por vezes, existam abusos de estacionamentos abusivos nos passeios, porque querem colocar os carros à porta de casa. É um problema que afecta a vida das pessoas, degrada os passeios. Este é um problema de civismo”, sublinha o autarca.
“Estaciona-se sem respeito pelo trabalho dos calceteiros, deteriorando os pisos, exigindo intervenções constantes e nós não temos meios para refazer aquilo que estragam”, refere Helder Menor.
Uma questão de urbanidade.
“Podíamos optar por colocar pines e pilaretes que muitas vezes são exigidos pelos moradores. Procuramos evitar porque são obstáculos à mobilidade. Mas se colocamos num lado vão para o outro, é uma questão de urbanidade.
A nossa cidade, no seu tecido urbano, dos anos 50 e anos 70, não foi pensada como uma cidade para estacionamento de carros, esse é um problema que nos atinge nos dias de hoje”, sublinha Helder Menor.
Ruas foram pensadas para andar a pé
“As nossas ruas foram pensadas para andar a pé, toda a sinalização que colocamos para proibir estacionamento ou para o evitar é uma situação de recurso. Fazemos nisto um grande investimento.
“O essencial era o desenvolvimento de um cultura e acção cívica de todos contribuindo para evitar estacionamento nos passeios”, sublinha.
Preocupações com o mobiliário urbano
Recorda que ao nível da sinalização vertical já foram colocados ou renovados cerca de 180 sinas nas três freguesias, para além da colocação de bancos na via publica.
“Nós temos preocupações com o mobiliário urbano e com a colocação de placas toponímicas”, refere.














