Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente no BarreiroEm análise constituição na Península de Setúbal de uma entidade que substitua extinta Simarsul
Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, hoje à tarde, à margem da sessão de assinatura do Protocolo entre a Baía do Tejo, Câmara Municipal do Barreiro e Águas de Lisboa e Vale do Tejo, confirmou aos órgãos de comunicação social que está em análise a constituição de uma entidade que desempenhe as mesmas funções que a extinta Simarsul.

Por Jornal Rostos
Interrogado sobre o eventual regresso da Simarsul, Carlos Martins, referiu – “Eu não diria com o mesmo nome ou nova designação. Nós neste momento estamos a reavaliar todas as agregações que tinha processo contencioso com os municípios.
Basicamente, neste momento há cerca de quatro situações, poderá haver uma quinta, está dependente de um passo a dar pelos municípios da zona centro do Alentejo.
Há partida, há quatro áreas onde vamos fazer estudos, em estreita colaboração com os municípios, no sentido de avaliar da sustentabilidade de soluções regionais, que podem configurar, ou não, o que era o passado, mas, se possível que tragam algum valor acrescentado, que tragam tarifas ainda mais baixas que aquelas que foram conseguidas”.
Desafio lançado aos municípios
O Secretário de Estado do Ambiente, referiu que – “é esse trabalho e esse desafio que foi lançado, aqui na Península de Setúbal, portanto, não é exactamente o regressar ao passado, o que gostaríamos é que no final deste processo, houvesse uma valor acrescentado àquilo que já existia”.
Tarifas do consumidor poderão baixar
Esta medida irá contribuir para reduzir a tarifa dos consumidores, perguntámos.
“De alguma maneira, se isso se traduzir na redução de tarifas em alta, isso pode ter uma tradução, que não é directa, mas que é uma tradução parcial nas tarifas dos clientes finais, neste caso dos cidadãos nas suas residências.
Agora, primeiro, temos a etapa de conseguir dar passos. Este protocolo que assinámos hoje e o que vai ser assinado com a FISIPE também.
No fundo estas instalações têm o investimento já realizado, custos de amortização que já existem, e com pequenos custos marginais podem mais tratar mais caudais, ao tratar mais caudais, o preço unitário de cada metro cúbico tratado nestas instalações da Península de Setúbal, contribuirão para uma tarifa mais baixa, e esse, o nosso desejo, promover um conjunto de diálogos com os municípios, identificar ainda, algumas áreas territoriais onde essa optimização possa ter lugar, de maneira que, com o aumento de caudais tratados possa traduzir-se no final, numa redução da tarifa dos sistema em alta, do Grupo Águas de Portugal, existindo tarifas mais baixas para os municípios, esses terão condições para levar até aos cidadãos alguma dessa baixa, que sabemos é parcial, porque há também todo o custo da rede em baixa, e essa não é afectada por essa redução da tarifa”














