Barreiro - Margarida Teixeira, Presidente da Associação Angolana Residentes a Sul do Tejo»Trabalhar para a divulgação da minha cultura, a cultura angolana»

Por Jornal Rostos
Margarida da Conceição Teixeira- Um rosto da “ Associação Angolana Residentes a Sul do Tejo”, Barreiro.
No conforto de sua sala, cheio de motivos que lhe trazem à memória imagens da sua infância quisemos conhecer Margarida da Conceição Teixeira.
Quisemos conhecer a pessoa e as suas motivações. Pedimos à Margarida que respondesse às seguintes perguntas:
Em 1993 vim para Portugal
Se pretendesse dar-se a conhecer aos leitores do Jornal o Rostos que diria?
«Começaria por dizer que nasci em Angola, em Malange, em 22 de Abril de 1976, data em que se dava inicio à guerra civil, cenário de massacres, de fome, perseguições, e de medo. Passamos as noites ao relento, no mato, fugindo do perigo. A minha família sobreviveu aos planos de ataque da UNITA aos primeiros postos de polícia, aos quarteis militares e, posteriormente, às casas dos governadores e às pessoas influentes da terra, como o meu pai, Tomás de Jesus Teixeira, português, que emigrou para Angola, aos 27 anos, em demanda de melhores condições de vida.
Em 1993 vim para Portugal. Como trabalhadora estudante, trabalhei na lavandaria do hospital de Nossa Senhora do Rosário, como 1º emprego, passando depois a exercer as funções de auxiliar de ação médica».
Incentivar o voluntariado na comunidade
Sabemos que é presidente da Associação Angolana Residentes a Sul do Tejo, com sede no Barreiro, quer-nos dizer o que a levou a abraçar essa tarefa?
«Dediquei-me a esta causa no sentido de trabalhar para o bem coletivo, para a divulgação da minha cultura, a cultura angolana, incentivar o voluntariado na comunidade, fazer o bem ao próximo.»
Sinto-me realizada ao promover a paz e o bem-estar
Depois de todos os percalços por que passou, como definiria a sua felicidade?
«Sim, sou feliz, estou a fazer aquilo que me dá prazer; trabalhar com pessoas, apoiar o próximo, amando a humanidade, sinto-me realizada ao promover a paz e o bem-estar para todos. Conto prosseguir este objetivo na Associação Angolana.»
Pedro Santarém














