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Barreiro - Projecto de experimentação musicalSentir a «felicidade extrema, no momento de tocar»

“Nós não queremos que o projecto fique por aqui, queremos que no futuro a banda We2, possa evoluir e levar o seu espectáculo a outros locais”, refere a psicóloga, Inês Machado.

“Alguns deles não comunicam verbalmente, é através da música que conseguem se exprimir, que conseguem transmitir sentimentos e emoções”, sublinha Inês Machado.

4 min de leitura
Barreiro - Projecto de experimentação musical Sentir a «felicidade extrema, no momento de tocar»

Por Jornal Rostos

Inês Machado, Psicóloga, da Associação Nós, em breve diálogo com o jornal «Rostos», expressou a sua surpresa e gratidão por ter sido atribuída a distinção «Rosto do Ano 2106», na área da Música à banda We2, que resultou de um projecto dirigido a educação de jovens com necessidades especiais.

Nasceu a Banda We2

“Este projecto nasceu o ano passado com base numa parceria entre a «NÓS» e a «OU.TRA – associação cultural.
Allan Courtis, músico argentino e professor universitário, que já tem um trabalho longo nesta área das necessidades especiais, o ano passado veio até à «NÓS» e durante uma semana realizou alguns workshops, depois, no final, terminou com um concerto desta banda os We2, que se realizou no Velvet Be Jazz, aqui no Barreiro.”, refere Inês Machado.

Uma experiência muito positiva

“Esta foi uma experiência muito positiva, que, quisemos voltar a repetir este ano. Então, em conjunto com o Alan e outros dois músicos, o André Neves, do Barreiro e o Bernardo Alvares, que é de Lisboa. Voltamos a repetir a experiência”, sublinha a psicóloga.
Foi o que aconteceu na ADAO, numa tarde de magia, que estava a decorrer, com muita emoção, enquanto mantínhamos a nossa conversa Inês Machado.

Este ano participaram cerca de 30

“Este ano, de novo durante três semanas realizámos os workshops com os utentes da NÓS, na instituição, e, hoje, esse trabalho culmina com este concerto.
O ano passado participaram 11 utentes da NÓS. Este ano participaram cerca de 30.
Nós criámos uma banda – We2 – que tem vindo a actuar e queremos que vá mais além”, salienta Inês Machado.

Um projecto de experimentação musical

“O que se realizou com este projecto foi a experimentação musical. Eles, livremente tocam vários instrumentos, e, no fundo é a personalidade de cada um deles que é exprimida no concerto.
Através deste projecto, nós notamos imenso o impacto que o mesmo tem no dia-a-dia, quando vivemos com eles, nota-se uma felicidade extrema, no momento de tocar.
Eles já sabem quando decorrem os worshops e estão sempre desejosos de ir tocar. Nota-se como tudo isto para eles faz muito sentido.
Todos sabemos que a música é uma forma de comunicação universal, e, como alguns deles não comunicam verbalmente, é através da música que conseguem se exprimir, que conseguem transmitir sentimentos e emoções”, sublinha Inês Machado.

Uma mãe emocionada ao ver seu filho tocar

“Depois, o projecto também tem efeito quer neles, quer nas famílias a vários níveis.
Os pais aderiram muito bem ao projecto, logo no inicio foram entusiastas. O ano passado era uma novidade. Este ano já não, porque já conhecem o processo, mas, todos, desde sempre estão disponíveis.
No concerto, este, que estamos a ver, vemos uma mãe emocionada ao ver seu filho tocar.
O concerto é este momento em que os pais sentem esse orgulho de ver os seus filhos a tocar e com sucesso desempenhar esta tarefa”, salienta.

We2 uma banda como qualquer outra

“Para eles e para o Alan, todos, querem muito que os We2 seja uma banda. Uma banda como qualquer outra, uma banda que ensaia e, hoje, está hoje a dar o seu espectáculo.
Nós não queremos que o projecto fique por aqui, queremos que no futuro a banda We2, possa evoluir e levar o seu espectáculo a outros locais. Ainda não temos ideias definidas.
Mas, nós achamos que os We2 têm tanto potencial que não queremos que fique por aqui…”, sublinha Inês Machado.

Isso é espectacular

Então e como comenta receberem a distinção «Rosto do Ano» na área da Música
“Não me diga uma coisa dessas. Isso é espectacular. Muito obrigado.”, refere com um sorriso enorme e de olhos brilhantes. Notamos. Sim, um jornalista também sente e vê os sentimentos expressos conversa. Fica o registo da sua imensa emoção, Inês Machado.

S.P.

Concerto na ADAO

https://www.facebook.com/jornalrostos

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