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Ministro da Cultura no Barreiro«Ephemera é uma instituição notável»

. Num tempo em que o esquecimento é rápido, a comunicação é abundante e efémera é importante fundar as bases da nossa memória

“Vamos trabalhar, naturalmente, com a Torre do Tombo, com a Fundação Mário Soares, com o futuro Museu da Liberdade e da Resistência em Peniche”, referiu o Ministro da Cultura na sua visita ao Espaço Ephemera, no Armazém 3, no Parque Empresarial da Baía do Tejo.

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Ministro da Cultura no Barreiro «Ephemera é uma instituição notável»

Por Jornal Rostos

A exposição «O que faz falta é agitar a malta» esteve patente no Armazém 3, da rua 48, do Parque Empresarial da Baía do Tejo. Fechou as portas, e, de facto, foi mais um contributo para colocar o Barreiro na agenda cultural da área metropolitana de Lisboa.

Uma rede onde armazena a memória

No decorrer da exposição, um dos visitantes de referência foi Luís Filipe Castro Mendes, Ministro da Cultura, que em breves palavras ao jornal «Rostos», sublinhou que a sua deslocação ao Barreiro teve por finalidade visitar a exposição da Ephemera – “que é um instituição notável, dirigida por José Pacheco Pereira, que tem uma rede de voluntários e uma rede de locais, onde armazena a memória, todos os documentos, todos os cartazes, todos os jornais, os livros, os documentos inclusivamente da censura, que transmitem os vários movimentos populares de todas as orientações e as várias manifestações politicas, através dos objectos em que elas se materializaram”.
Luís Filipe Castro Mendes, salientou que este é – “um espólio imenso que vim ver aqui no Barreiro nesta exposição e vim ver também como neste espaço da Baía do Tejo é bem utilizado para este trabalho, sobre a recolha que se vai fazendo por esse país fora, com o devido arquivo e classificação dos documentos”.

Assentar e fundar as bases da nossa memória

Qual o contributo deste trabalho para a cultura portuguesa e para a memória? – perguntámos.
“Para a história e para a memória é um contributo fundamental e pensamos, num tempo em que o esquecimento é rápido, a comunicação é abundante e efémera, uma instituição como a Ephemera é importante justamente para assentar e fundar as bases da nossa memória e do nosso reconhecimento como cidadãos”.

Trabalhar para abrir caminhos

Na conversa que manteve aqui com José Pacheco Pereira ficaram abertas algumas perspectivas de trabalho?
“Sim. Vamos trabalhar, naturalmente, com a Torre do Tombo, com a Fundação Mário Soares, com o futuro Museu da Liberdade e da Resistência em Peniche.
Ficaram ideias para trabalhar, para abrirmos sobretudo caminhos.”

Barreiro terra de grandes tradições

Vai satisfeito com aquilo que viu?
“Muito, muito. Já conhecia o trabalho de José Pacheco Pereira, já conhecia os arquivos dele na Marmeleira, mas esta expansão que tem tido ultimamente, através desta rede de voluntários e desta rede de espaços que ele e a Ephemera tem construído, essa não conhecia em toda a sua dimensão e foi com muito gosto que vim conhecer aqui no Barreiro, terra de grandes tradições”.

Já conhecia o Barreiro?
“Claro. Terra de grandes tradições. Estive cá há muito tempo, quando haviam os recitais de poesia, num Bar . Coisas de outros tempos.”, recorda.

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