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Candidato do LIVRE à Presidência da Assembleia Municipal do BarreiroVasco Silva – Criar um Parque Tecnológico de Criação de Ideias

A Quinta Braamcamp deve ser um território valorizado em termos ecológicos, reabilitar o edificado que lá existe, que seja uma zona de actividade cultural e de desportos de ligação ao rio e promoção de desportos náuticos.

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Candidato do LIVRE à Presidência da Assembleia Municipal do Barreiro Vasco Silva – Criar um Parque Tecnológico de Criação de Ideias

Por Jornal Rostos

No ciclo de conversas com todos os candidatos à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, que estão a decorrer no Café Bar da SFAL, a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro, marcamos encontro com Vasco Teixeira da Silva, candidato do Partido LIVRE. Vasco Silva, é natural do Barreiro, tem 36 anos.

Vítima do COVID 19 ao nível do emprego

Como é habitual começamos as nossas conversas solicitando que o candidato responda à pergunta: Quem sou?
Vasco Silva sublinha que é natural do Barreiro – “provavelmente fui das últimas pessoas a nascer, ainda, no Hospital Velho”. Vive na Quinta da Lomba.
Frequentou ensino primário da SDUB «Os Franceses», depois para Escola 2+3 da Quinta da Lomba, frequentou a ESSA, posteriormente foi para Instituto Politécnico de Setúbal, onde concluiu a licenciatura em Marketing, trabalhando e estudando.
Após a licenciatura fez Erasmus, em Espanha, que lhe permitiu contactar pessoas de culturas diferentes, abrindo a sua mente ao mundo e à europa.
Recorda que após o estágio curricular realizado na Air France, começou a sua vida profissional na área de marketing, em diversas empresas.
Mais tarde, por vontade de querer sair do país, concorre à empresa aérea Emirates, e parte para o Dubai, no ano 2015.
Em 2018, regressa a Portugal, iniciando a sua actividade na TAP – “fui dispensado, sou uma das vítimas do COVID 19, ao nível do emprego”.
Actualmente exerce a sua vida profissional na FAR FETSH, uma empresa cuja actividade está direcionado para vendas de roupas de luxo, nos mercados dos Estados Unidos da América.

Na linha dos verdes da europa

Recorda que ao longo da sua vida sempre teve preocupações sobre como funciona a sociedade e o que cada um pode fazer pelo bem comum, desde muito cedo teve essas inquietações, mas nunca foi ligado a questões partidárias.
A primeira vez que esteve num partido “a sério” foi no Bloco de Esquerda, aderindo a este partido através da organização local do Barreiro.
Quando da fundação do LIVRE opta por aderir a este novo Partido, quer pela admiração que sentia por Rui Tavares, cujo trabalho como deputado europeu merece a sua admiração; quer por ser um partido ecologista, na linha dos verdes da europa, da Alemanha e dos países nórdicos.
Outra razão que o motiva é o funcionamento da democracia interna no LIVRE, pois este é o único partido onde os candidatos para cargos políticos, não são nomeados pela direcção, mas, existem eleições primárias que determinam os candidatos.

É essencial ouvirmo-nos uns aos outros

A segunda temática que abordamos com os nossos convidados é dedicada ao tema da democracia.
“A democracia se não for algo participado, se não for algo que as pessoas se envolvam e se mobilizem, a democracia deixa de fazer sentido, deixa de ser democracia. Eu vejo a democracia nesse sentido, em algo que nós temos que alimentar constantemente, em algo que nós temos que participar enquanto cidadãos, sendo mobilizados a alimentar a democracia todos os dias e a cuidar da democracia todos os dias”, salienta Vasco Silva.
Refere a importância das Assembleias Cidadãs, mais que não seja para consulta, para ouvir as pessoas.
Recorda que nestes dias de campanha, fez reuniões com a OU.TRA, com a SOS Bicharada, com a Startup Barreiro, a Alternativa Braamcamp, e outras instituições, essas reuniões permitiram perceber que “é essencial ouvirmo-nos uns aos outros, é essencial que conheçamos os problemas uns dos outros, isto também é democracia”.
Sublinha que em algumas matérias deviam ser realizados referendos locais, dando como exemplo, no Barreiro, a questão da Quinta de Braamcamp, que devia ser motivo de realização de assembleias de cidadãos, para ouvir as pessoas.

Parque Tecnológico de Criação de Ideias

A finalizar, a nossa proposta é que os candidatos nos apresentem o seu olhar sobre o Barreiro.
Sublinha que na parte afectiva, nascer aqui, crescer aqui, viver aqui, aqui fez amigos, fez vidas, estudou, trabalhou – “obviamente que a ligação afectiva ao Barreiro, independentemente do estado da cidade nos mais variados momentos, é grande”.
Refere que o Barreiro é um território, pela disponibilização geográfica que temos, e, uma cidade pela matéria prima, em termos humanos – “as pessoas do Barreiro”. Temos um grande potencial.
Na sua opinião, ao longo dos anos este potencial do Barreiro tem vindo a ser desperdiçado, não conseguimos segurar os barreirenses e dar oportunidades aos barreirenses para, aqui, criarem as mais diversas actividades – “há muita gente capaz na cultura, na protecção animal, na intervenção civica, nas artes, no empreendedorismo”.
Afirma que não tem sido dada a devida atenção aos barreirenses, nem ao território.
Reconhece que há uma melhoria em termos visuais, com a requalificação urbana, mas considera que é preciso fazer muito mais – “os antigos terrenos da CUF são uma área gigantesca, com um potencial enorme de criação de emprego e cultural, e de fixação de população que nós não estamos a saber aproveitar”.
Salienta que naquele território o LIVRE defende a criação de um Parque Tecnológico de Criação de Ideias, de incubação de novas empresas, com ligação à sociedade civil e à academia, nomeadamente ao ensino superior – Escola Superior de Tecnologia do Barreiro.

Plano Municipal de Habitação

Vasco Silva, defende igualmente como prioridade para fixação de população e desenvolvimento do Barreiro, um Plano Municipal de Habitação, que contribua para que existam rendas acessíveis, para os jovens e para a classe média.

Contra imobiliário na Quinta Braamcamp

Quanto à Quinta Braamcamp, refere que é um dos pontos de honra, porque é uma questão ambiental.
Refere que o LIVRE defende uma paragem obrigatória para o projecto que está em curso, que contempla fogos habitacionais, porque isso, para além da especulação imobiliária, permite construção de novo edificado naquela zona que – “para nós não faz sentido”.
Defende que deve ser um território valorizada em termos ecológicos, reabilitar o edificado que lá existe, que seja uma zona de actividade cultural e de desportos de ligação ao rio e promoção de desportos náuticos.
No final da nossa conversa, refere que o Partido LIVRE tinha colocado, ontem, nas ruas da cidade duas telas, defendendo que a Quinta Braamcamp é para todos, mas durante a noite uma já desapareceu – “não percebemos”. Nós sorrimos.

António Sousa Pereira

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