Candidato do Chega à Presidência da Assembleia Municipal do BarreiroNuno Chambel – Barreiro uma cidade com potencial

Por Jornal Rostos
Nuno Miguel Dias Chambel, 44 anos, Engenheiro Electrotécnico, nasceu em S. Jorge de Arroios, em Lisboa, - “fui nascer na Clinica de S. Gabriel”, sublinha que a sua terra é o Barreiro, onde vive desde criança, na zona da Verderena.
Os seus pais são oriundos do Alentejo, da zona de Nisa, e escolheram o Barreiro para viver, quando iniciaram a sua vida profissional. Seu pai foi trabalhador dos TLP, em Lisboa.
Foi aluno do Externato Manuel de Melo, frequentou a Escola Mendonça Furtado e a Escola Alfredo da Silva.
Na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal – Instituto Politécnico de Setúbal, primeiro concluiu o Bacharelato em Engenharia Electroténica, seguindo para a vida profissional na área de telecomunicações, e, posteriormente, concluiu a sua licenciatura em Engenharia Electrotécnica, área onde actualmente exerce a sua vida profissional, numa empresa de Certificação de Qualidade, de origem alemã.
A vida num partido politico é novo para mim
Nuno Chambel, salienta que nunca teve qualquer filiação partidária – “a vida num partido politico é novo para mim”.
Ao longo da sua vida refere que sempre votou, sempre fez as suas escolhas politicas, apenas votando, no momento naquilo que considerava ser a melhor opção.
Refere que é militante do Partido Chega, para onde foi, convidado por uma pessoa amiga, após conversas com algumas pessoas, com quem conversou e concluiu que – “não eram nada daquilo que pintam, são pessoas democratas, são pessoas preocupadas como actual estado do país”.
“Identifico-me com aquilo que o partido diz”, sublinha, acrescentando – “eu acho que está no momento de deixarmos de ser politicamente correctos, passarmos a página e construirmos um futuro melhor para o nosso país. É nesse sentido que eu vejo o Chega.”
Neste momento não acho que exista uma plena democracia
Sobre o conceito democracia, a segunda pergunta que colocamos aos candidatos à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, diz-nos que a democracia é um pilar importante que não descarta – “para termos uma sociedade boa e justa temos que ter uma democracia”.
Refere que o estado actual da nossa democracia “é horrível, neste momento não acho que exista uma plena democracia”.
Sublinha que ao Chega chamam «fascista», mas, refere que os partidos que fazem parte da governação praticam actos bem menos democráticos, que são -“eles sim uma ameaça à democracia, na maneira como falam, na maneira como acusam, na maneira como limitam algumas liberdades, que são direitos fundamentais da democracia, alguns deles estão a ser violados, alguns devido à pandemia, mas muitos também pela sede de poder, deste actual sistema”.
O candidato do Chega refere que gostava que a democracia fosse mais participativa. Interroga se Portugal está preparado para a democracia mais participada.
Salienta que se revê nos ideais do Chega, que define com um partido conservador, e, considera como portugueses há valores que devemos manter, que fazem parte da história, com os seus erros, mas são os valores de Portugal.
Sublinha que em termos económicos é um liberal e critica o excesso do estado na economia, que afecta as empresas, com elevadas cargas fiscais- “temos um estado cada vez mais pesado, temos que ter um estado mais fiscalizador e menos interventivo”.
Barreiro é a cidade que eu amo
Na fase final da nossa conversa, que pedimos que nos falasse sobre o Barreiro, Nuno Chambel, comenta – “O Barreiro é a cidade que eu amo, é cá que eu tenho os meus amigos, é cá que eu tenho os meus pais, para mim, é uma cidade com potencial, não só pela sua localização, mas, por tudo aquilo que acaba por não estar feito”.
Salienta que aceitou este desafio, porque gosta de discutir politica, de forma educada e democrática, e, por isso aceitou ser candidato para a Assembleia Municipal do Barreiro – “que é uma escola e onde se aprende bastante”.
“No Barreiro há muito por fazer, vejo uma cidade degradada, muito degradada, banalizaram-se algumas coisas que são comportamentos incorrectos, que não próprios de uma sociedade próspera”, afirma.
Considera que existem opções tomadas pelo Poder Local – “completamente desajustadas, com aquilo que são os interesses dos barreirenses”.
Após a nossa conversa, que decorreu no Café Bar da SFAl, enquanto caminhamos pela rua numa amena cavaqueira, Nuno Chambel, expressou estar confiante que vai ser eleito para a Assembleia Municipal e comentou – “O Chega vai ser uma surpresa no Barreiro”.
António Sousa Pereira














