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Barreiro - Rosto do ano 2025«O Barreiro, como toda a Península de Setúbal, vai passar por um momento completamente transformador»,
afirma Frederico Rosa, rosto na área da Política

«O importante é que a gente faça sempre parte dos assuntos colectivos, com um olhar crítico, como é óbvio, mas, também sempre disponível para participar em soluções. Eu diria que é um traço fundamental da minha construção enquanto pessoa, independentemente dos órgãos que vamos ocupando», afirma Frederico Rosa.

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Barreiro - Rosto do ano 2025 «O Barreiro, como toda a Península de Setúbal, vai passar por um momento completamente transformador», afirma Frederico Rosa, rosto na área da Política

Por Jornal Rostos

Frederico Rosa, foi eleito Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, em 2017, sendo sucessivamente, nos mandatos posteriores, reeleito pelo eleitorado barreirense. Em 2025, foi eleito Presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal. É licenciado em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica Portuguesa, tem pós-gradução em Gestão de Recursos Humanos pelo ISCTE, tem pós- graduções e formação em Planeamento por Cenários , Liderança de Equipas de Alto Impacto, Liderança de Organizações Inovadoras e em Negociação. Possui Diploma de Estudos Avançados Doutorais em Gestão pelo ISCTE. Assumiu a função de Vice-Presidente da Área Metropolitana de Lisboa, e, também a Presidência da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.

Em janeiro de 2026, assumiu a função de Presidente do Conselho Regional da CCDR-LVT. A Liga de Bombeiros Portugueses atribuiu-lhe o Crachá de Ouro, e, recebeu a medalha Gratidão COVID-19.


Agradeço a quem olhou para a realidade


Que significado atribui por receber a distinção Rosto do Ano?

«Qualquer distinção que seja dada, quer dizer que as pessoas apreciaram o trabalho e acham que teve impacto. O que a gente quer, é que o impacto seja sempre positivo e que seja, acima de tudo, um trabalho de continuidade. Como em qualquer prémio, agradeço, a quem olhou para a realidade, e achou, que este ano, eu era merecedor desta distinção»


Fazer da política uma discussão aberta


Sendo uma distinção na área da política, nos dias de hoje, como interpreta e observa a vida política no Barreiro?

«Eu não vejo a política, de forma segmentada, no Barreiro ou no resto do país. Eu acho que, hoje, cada vez mais, há pouco diálogo. E é fácil não haver diálogo. A política, hoje e sempre, tem de ser vocacionada, para tentar resolver os problemas das pessoas, de forma séria, e, tentar que os debates fujam, cada vez mais, do populismo. É muito fácil, hoje, instrumentalizar opiniões.

E, isso, é uma necessidade que todos os actores têm, os que estão na política, neste momento de forma transitória, os que querem vir a estar, os que já estiveram, porque, afinal, o homem é um animal político, nós vivemos em sociedade, todos nós fazemos, temos que fazer da política uma discussão aberta, com o mínimo de constrangimentos possíveis, e, com a maior seriedade. É assim que eu vejo a política, no Barreiro, no país e no resto do mundo.

O que é importante é discutir os assuntos de forma séria, com propriedade, fugindo, muitas vezes, àquilo que é a espuma dos dias, e, olhando, acima de tudo, para as questões estruturais, que podem levar as transformações, ou levar à continuidade, é pelo caminho que nós estamos».


Apelar para um diálogo mais abrangente


Nesse ponto de vista, quais as perspectivas que se colocam à vida política no futuro, com tanto populismo?

«É uma responsabilidade que todos nós temos. A responsabilidade é muito individualizada, nós temos responsabilidade sobre o que nós fazemos. Nós, temos de apelar para que as pessoas possam ter um diálogo mais abrangente, mais estrutural, e, acima de tudo com verdade, o que não quer dizer, que cada um não tenha a sua interpretação da verdade, como é óbvio. Cada um tem a sua visão sobre a vida. Essa responsabilidade é individual.

Sei que, hoje, em dia, é muito fácil dizer um sound bite que fique a cavalgar muitas vezes nos assuntos que são a espuma do dia, mas isso, é uma responsabilidade que todos nós temos de ter, quem está no poder tem uma responsabilidade diferente de quem não está, pessoalmente, gosto de encarar esta responsabilidade.

Mas, também gosto, e, agora afunilando aqui à nossa terra, quem um dia se proponha a estar nestes cargos, o faça com responsabilidade, se não, o que vamos ver, cada vez mais, é uma erosão da democracia. Porque vemos um discurso muito facilitador, com soluções muito simplistas, quando, por vezes, a realidade é bem mais desafiante que isto, só que demora mais tempo e as pessoas não têm tempo para ouvir, não têm tempo para apreender, e, isso é uma grande responsabilidade que têm os políticos.»


Importante que se faça sempre parte dos assuntos colectivos


Que significado tem a política na sua vida?

«Eu, sempre gostei muito de discutir política, seja partidária, ou não. Agora, transitoriamente, estou aqui no município do Barreiro, não sei se voltarei a estar noutro cargo político. Também penso que isso não é importante. O que é importante é que nós nunca saíamos, da discussão dos assuntos da sociedade, e, dos assuntos colectivos. Nisso, eu nunca me vejo a sair. Por isso, a política é importante neste sentido, independentemente dos lugares que nós, transitoriamente, possamos ocupar, ou não. O importante é que a façamos sempre parte dos assuntos colectivos, com um olhar crítico, como é óbvio, mas, também sempre disponível para participar em soluções. Eu diria que é um traço fundamental da minha construção enquanto pessoa, independentemente dos órgãos que vamos ocupando».


Vamos ter grandes projectos nacionais na nossa região


Que mensagem quer deixar aos barreirenses?

«O Barreiro, como toda a Península de Setúbal, vai passar por um momento completamente transformador. Independentemente das transformações que nós podemos sentir, mais, ou menos, na vida local. Acho que o Barreiro nos últimos anos se tem transformado muito, aliás, isso nota-se, com mais população, com mais investimento, com mais empresas, mas, a transformação que aí vem é completamente estrutural para toda a Península. Isto vai exigir, um grande esforço de todos nós para nos adaptarmos. Vamos ter grandes projectos nacionais na nossa região. A ponte Chelas – Barreiro não vai fazer só impacto no Barreiro, o aeroporto de Alcochete, não vai fazer só impacto em Alcochete. Vai haver um impacto, com um efeito de sinergia positiva e vão sentir-se os efeitos dos constrangimentos.

A mensagem que eu deixo, aos barreirenses, neste momento de transformação que nós todos vamos enfrentar, é muita ligada à questão da participação, da participação com um olhar crítico, da participação como criadora de soluções. Nós, vivemos num mundo, para além das pontes físicas Barreiro – Chelas, precisamos cada vez mais de lançar pontes, para unir opiniões diferentes, sentimentos diferentes, para que haja uma verdadeira coesão social. Eu acho, que esse é cada vez mais um desafio do mundo, do país, mas, acima de tudo, da nossa região e do Barreiro.»


Cerimónia de Entrega das distinções Rosto do Ano


Frederico Rosa, militante do Partido Socialista. tem marcado a vida e a ação política no concelho do Barreiro, sendo o protagonista de referência nas sucessivas maiorias absolutas conquistadas pelo PS, merecidamente recebe a distinção Rosto do Ano 2025 na área Política.

A Cerimónia de Entrega das distinções Rosto do Ano, vai decorrer numa sala dos Cinemas Castello Lopes, no Barra Shopping, no próximo dia 27 de setembro, pelas 10h30, sendo integrada no programa de comemorações dos 25 anos do jornal Rostos.


António Sousa Pereira
T- 180

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