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Pedro Estadão apoiante de Nelson CarvalhoManifesta preocupações com as deficiências da Misericórdia

Para algumas pessoas da nossa cidade, dos meios políticos locais, foi uma surpresa que Pedro E stadão surja na lista opositora a Júlio Freire.
Esta semana, em “dois dedos de conversa” inserimos o diálogo que mantivemos com Pedro Estadão, ficando a conhecer algumas das razões que o motivaram a participar de forma tão activa neste processo eleitoral.
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Pedro Estadão apoiante de Nelson Carvalho Manifesta preocupações com as deficiências da Misericórdia

Por Jornal Rostos

Causou alguma surpresa na vida local foi constar que vai integrar a lista de Nelson de Carvalho. Isso é verdade?
“É verdade. Apesar de eu ser muito amigo do Júlio, isso é um facto sobejamente conhecido por toda a gente, sou tão amigo que até o convidei para o meu casamento, casei há um ano e um mês.
No entanto, reconheço que ele, neste momento, já está numa fase que está a prejudicar a instituição por inadequação. Eu, como sou amigo dele, na devida altura aconselhei-o a retirar-se, porque estava na altura de sair por cima. O Júlio a partir de um determinado momento já se arrisca a sair por baixo e pela porta pequena, em vez de sair pela porta grande por onde entrou.
Um determinado conjunto de condicionantes que se desenvolvem em torno da Misericórdia a nível de questões administrativas e financeiras, neste momento deixam-me preocupado, porque não vejo a organização que devia existir, vejo uma grande disfuncionalidade entre os serviços da Misericórdia, não vejo coordenação de serviços, não vejo organização financeira, não vejo a focalização de objectivos, não vejo concretização de propostas, apenas se fazem Planos de Actividades, que são sempre muito bonitos, depois, na prática, volta tudo a ser como dantes”.

Portanto considera que o Drº Nelson Carvalho é o candidato ideal para dar a volta e procurar soluções?
“Eu penso que o Drº Nelson Carvalho por ser uma pessoa nova no cargo de provedor, se for eleito, que pode trazer um contributo de diferença, em relação àquilo que tem sido feito, porque é sabido que ele ao longo dos anos tem acompanhado o trabalho da Misericórdia, está perfeitamente consciente dos problemas que existem na instituição e, não só ele, mas todo o grupo que o acompanha e que o acompanhará em termos de lista, têm uma noção muito concreta acerca daquilo que pode e deve ser feito naquela casa, de maneira a termos regras de transparência, rigor e nitidez nos objectivos, que neste momento não existem”.

Que pensa das criticas feitas à s capacidades técnicas do Drº Nelson Carvalho?
“Essa é uma das razões que me leva a apoiar o Nelson. Eu como profissional de Saúde, que também sou – sou um Técnico Superior de Saúde – considero profundamente infeliz que um qualquer fiscal, sem qualificações para o acto, venha tecer considerações sobre a actuação de um profissional de Saúde, que seria uma pessoa, que se eventualmente, dependesse desse profissional de saúde, para salvar a sua vida, não estava com aquelas questões.
As regras em relação á avaliação dos profissionais de saúde estão claramente estabelecidas no nosso país. Existem Colégios de colegas que avaliam os procedimentos exercidos pelos outros colegas, pessoas com capacidade técnicas para avaliar esses procedimentos, não é um fiscalzeco qualquer que vem para aí dizer que um médico é bom, ou se um médico é mau. O Fiscal primeiro tem que fazer um Curso de Medicina, tem que ingressar na Ordem dos Médicos e fazer parte do Conselho de Jurisdição”.

Como está a encarar este processo eleitoral?
“Com uma tremenda preocupação. Verifiquei que já estão a ser recolhidos votos por delegação e por correspondência e isso enche-me de preocupação. Gostava de deixar o apelo a todas as pessoas que forem contactadas no sentido de delegarem votos ou fazerem votos por correspondência que perguntem primeiro a que se destinam e se estiver nas suas possibilidades em vez de darem voto por correspondência que compareçam na Assembleia Geral para votar.
Tenho preocupação porque nos está a ser completamente vedada o acesso a uma lista dos irmãos. Já pedimos informalmente e não nos foi cedida, esperamos que no momento que formalizarmos a candidatura nos forneçam essa lista”.

Que ideias pretende defender lista?
“Primeiro, ser uma lista independente de pressões partidárias. Isto apesar de algumas pessoas estarem conotadas com este ou com aquele partido, isso não quer dizer que sejam pessoas pressionáveis por esse partido. Eu, por exemplo, não me considero pressionável por nenhum partido, nem por ninguém.
É uma lista que vai apostar na transparência das regras, no rigor, na clara reavaliação das situações profissionais e não estamos com isto a falar de despedimentos. Há regras e normas do direito de trabalho que naquela casa não estão, infelizmente a ser cumpridas. E é necessário que sejam cumpridas”.
Na conversa Pedro Estadão referiu ser importante motivar os trabalhadores da Santa da Misericórdia do Barreiro, renovar a acção dos voluntários e ser essencial gerar na instituição liquidez financeira para ser possível avançar para novos projectos, dado que, na sua opinião, actualmente a Santa Casa “gere dividas a prazo”.
Por outro lado, referiu que o “Jornal do Barreiro” será reavaliado, verificar-se-á a sua viabilidade e na melhoria do seu rigor jornalístico. Rejeitou qualquer ideia de avançar com despedimentos, como tem vindo a ser anunciado em conversas junto à opinião pública.

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