Fernando Lopes defendePrémio Nacional Augusto Cabrita

Por Jornal Rostos
Fernando Lopes, realizador do filme “Belarmino”, cuja direcção de fotografia foi de Augusto Cabrita que conquistou o Prémio Nacional de Fotografia Paz dos Reis, esteve no Barreiro, e, em breve diálogo com “Rostos on line” sublinhou a importância de Augusto Cabrita, como um dos grandes criadores de fotografia do Século XX.
Não existe, em Portugal, um Prémio Nacional de Fotografia Augusto Cabrita, o que pensa da criação de um Prémio dessa natureza ?
“Eu acho que se devia fazer. Porque eu acho que ele é um dos grandes criadores da fotografia em Portugal. Acho que deveria haver um Prémio de Fotografia Augusto Cabrita”.
Quando falava do sentido criativo do Augusto Cabrita, como avalia o sentido humanista das fotografias do Augusto?
“O Augusto, como eu disse, tinha imensos talentos e isso levava-o a ser um homem com uma grande generosidade a olhar para o mundo.
No olhar ele tinha um sentido musical extraordinário e isso é uma coisa que passa nas fotografias dele e, digo, esta é uma vertente que raramente tem sido analisada. É um dos poucos fotógrafos onde o sentido musical passa”.
As suas fotografias têm ritmo ?
“Exactamente. E têm musicalidade”.
Augusto era um poeta da fotografia?
“É. É, e era um poeta generoso, no sentido que ele olhava com uma grande generosidade para o mundo e para as pessoas. Isso era uma coisa extraordinária no Augusto”.














