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Eleições PSCarlos Pires – Deputado Municipal, defende
Uma comissão política que inclua as sensibilidades e vontades disponíveis

Carlos Pires, refere que encara o processo eleitoral com serenidade e seriedade, salienta a importância de ser salvaguardada a livre discussão e participação nas opções que se coloquem e perspectivem como as melhores para defender e valorizar a acção politica e autárquica do PS.
Carlos Pires defende uma lista que inclua as sensibilidades e vontades e que não se exclua ninguém por “delitos de opinião”.
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Eleições PS Carlos Pires – Deputado Municipal, defende Uma comissão política que inclua as sensibilidades e vontades disponíveis

Por Jornal Rostos

Carlos Pires, Deputado Municipal do Partido Socialista, uma personalidade prestigiada na cidade do Barreiro, ex- candidato a Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, responde ao inquérito de “Rostos on line” e começa por salientar a sua posição sobre o processo eleitoral para a Comissão Política, referindo que – “Encaro este processo com a serenidade e a seriedade que os processos eleitorais internos do P.S. devem assumir para todos os seus militantes.
Com serenidade, porque a eleição em causa decorre enquanto facto estatutariamente previsto.
Com seriedade nas opções a assumir, pois a avaliação da(s) proposta(s) que se constituír(em) em moção, bem como a escolha daqueles e daquelas que, de entre nós, julgamos reunir as melhores condições para desenvolver o conjunto de tarefas partidárias que concorram para a sua concretização, requer que a nossa participação no mesmo seja responsável.”
No que diz respeito às suas eventuais opções Carlos Pires salienta : “Naturalmente que, tratando-se de um processo de escolha, existirão por certo, na liberdade que o partido reconhece aos seus militantes, diversidade de posicionamentos. Tal legitimidade, contudo e em minha opinião, não deve pôr em causa: senão só a amizade e/ou a solidariedade por alguns, a fraternidade que a todos nos devemos enquanto militantes do mesmo partido; a livre discussão, em sítios próprios (leia-se, entre os militantes do partido), de eventuais diferenças, sem exclusões politicamente injustas, face aos contributos que cada um tem dado enquanto militante, ou apropriações indevidas, face à longa história do P.S. no Barreiro que não começou quando cada um de nós se tornou seu militante, ou acabará, por certo, quando e se dessa qualidade eventualmente prescindirmos”
E, Carlos Pires refere ainda que “o projecto autárquico do P.S. para o Barreiro que, com o esforço de muitos militantes e desde as 1ªs. eleições autárquicas pós 25 de Abril, se veio consolidando e que, hoje, dando seguimento à vontade expressa pelos barreirenses aquando das últimas eleições autárquicas, vem inquestionávelmente afirmando e potenciando, diferentemente de outros projectos passados, perspectivas de progresso e desenvolvimento para a nossa terra; o reforço da acção de cada um dos militantes e do Partido no seu todo, no confronto com os nossos adversários políticos, cada vez mais impacientes e sofregamente ávidos por protagonismos, que se têm revelado inconsequentes e a maior parte das vezes estéreis na busca das melhores soluções para a resolução dos muitos problemas que importa solucionar para melhorar a qualidade de vida das comunidades onde nos inserimos; a afirmação da estrutura concelhia do Barreiro ao nível dos forum regionais e nacionais do partido, com base no trabalho promotor das suas causas, bem como e assim, na valorização dos seus quadros no âmbito de tais estruturas”.

Uma Comissão Política coesa e solidária

Carlos Pires, refere ainda que – “Hoje, como ontem, defendo que os militantes do P.S. devem continuar a pugnar e a trabalhar pela continuidade de uma incontestável realidade que, agora com admiração de alguns e satisfação de todos, concensualmente reconhecemos ter constituído e constitui, mas importa que continue a constituir, a nossa maior força: uma comissão política que, unida em relação aos objectivos e propostas programáticas bem como disciplinada na acção, com o exemplo do sucedido para as Eleições Autárquicas de Dezembro de 2001, assim se constitua como factor determinante na vitória do P.S. nos combates eleitorais que se avizinham; uma comissão política que, criticamente construtiva no apoio activo, coeso e solidário a todos os autarcas eleitos nas listas do P.S., e, em particular, com os camaradas Emídio Xavier e Eduardo Cabrita - enquanto Presidentes respectivamente da Câmara e Assembleia Municipais do Barreiro -, bem como com os camaradas Anabela Mota, Edite Coelho e Juvenal Silvestre - enquanto Presidentes dos executivos das Juntas de Freguesia da Verderena, Stº. António da Charneca e Coina, respectivamente -, reforce amanhã, como hoje, o seu desempenho na satisfação das necessidades e ambições das populações que nessa qualidade servem; uma comissão política que assuma a clara separação dos poderes políticos em presença – o partidário e o autárquico –, evitando a sempre rejeitada partidarização do município, bem como, a concensualmente indesejada municipalização do Partido e, assim, os potencie na respectiva acção, necessariamente autónoma e suficientemente complementar; uma comissão política que inclua as sensibilidades e as vontades disponíveis e não exclua ninguém com base em processos de “delito de opinião”, muitas vezes fundados no “diz que se disse” e em conjecturas factualmente insustentadas, tão ao sabor dos que só desse modo sobrevivem politicamente, ou mesmo, com base em antagonismos pessoais decorrentes de situações estranhas ao próprio partido ou posicionamentos diversos em lutas internas passadas; uma comissão política que alicerce a sua composição mais na lealdade de processos, enquanto princípio estrutural da mesma, do que em fidelidades que o tempo, a maior parte das vezes, tem vindo a registar como conjunturais”.
A finalizar Carlos Pires, acrescenta – “Para que assim seja, estarei, como sempre, disponível e não deixarei de contribuir, com os saberes e competências que, em cada momento, eventualmente disponha, para que tal aconteça. Por mim, assim será. Se assim não for, cada um assuma e não decline para outros as responsabilidades que são suas”.

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