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Armando Vilela – Coordenador da Organização do Grand SlamÉ possível, no Barreiro, contarmos com a presença de grandes Olímpicos

“Eu acho que esta prova tem todas as condições para se afirmar. Acho que sim” – referiu ao “Rostos Notícia”, Armando Vilela, Coordenador do Grand Slam, em colaboração com o Clube de Vela do Barreir.
“Nós conseguimos colocar esta prova, não só no panorama nacional, mas também no panorama internacional e desta forma seremos capazes de colocar o Barreiro no trajecto da Vela Internacional. Devemos pensar nisso, devemos trabalhar para isso – o Barreiro merece.” – considerou Armando Vilela.
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Armando Vilela – Coordenador da Organização do Grand Slam É possível, no Barreiro, contarmos com a presença de grandes Olímpicos

Por Jornal Rostos

Sentamo-nos num banco da Alameda Augusto Cabrita, no Rio Tejo, lá ao fundo, a prova está a decorrer, e, num momento de paragem, conversamos com Armando Vilela, um rosto importante na organização do 1º Grand Slam Cidade Barreiro – Match Racing.
Sentimos o seu orgulho na camisola que vestiu – “Grand Slam”, e procuramos conhecer, um pouco como o Coordenador da Equipa que acompanhou, dia a dia, no Clube de Vela do Barreiro a preparação deste evento.
“Entrei na organização deste evento, há cerca de dois meses, a convite do Vereador Amílcar Romano, começando inicialmente por colaborar, acabei por ficar a gerir o processo e toda a organização do Grand Slam, liderando o processo.
Deu muita luta. Foi difícil, em tão pouco tempo, por uma organização desta em pé, não é fácil, mas foi um desafio, e cá estamos. As pessoas estão cá, a prova está a decorrer, as pessoas poderão divertir-se e gozarem o rio.” – refere Armando Vilela, Coordenador da organização do 1º Grand Slam Cidade Barreiro Match Racing.

Preparar o 2º Grand Slam

“As dificuldades principais foram, desde a primeira hora, convencer as empresas a patrocinar o evento. Esta foi a maior dificuldade. Muitas empresas já tinham esgotado os seus fundos para este tipo de actividades, embora, muitas empresas manifestaram o seu interesse e disponibilidade de participarem no próximo ano, desde que apresentemos propostas a tempo, pelo que deveremos antecipadamente iniciar a preparação do 2º Grand Slam. Esta foi a primeira grande dificuldade.
Por outro lado, foi necessário motivar as pessoas e as empresas para que acreditassem neste evento, esta foi outra vertente de acção, que exigiu muito trabalho” – acrescenta Armando Vilela.

Uma grande equipa

“Quero sublinhar que tive uma colaboração excelente por parte de alguns funcionários municipais, caso da Vera Jardim, do Paulo Pereira, foram pessoas da primeira linha que estiveram no processo de forma total.
Tive uma grande colaboração do “Rostos”, com a Alexandra Antunes, que fez um logotipo fantástico, o Miguel Pereira, que montou um “site” espectacular.
Houve um conjunto de pessoas, alguns de pessoas que colaboraram, alguns que posso nem estar a citar o nome, mas isso não será importante, que colaboraram imenso para que a prova se organizasse com sucesso.
O Rui de Carvalho também deu uma importante participação, colaborando de forma intensa nestas últimas semanas.
E, obviamente, o Amílcar Romano, Vereador, que desde a primeira hora, foi alguém que me incentivou sempre e que deu todo o apoio para que o 1º Grand Slam fosse um sucesso e para que tudo isto fosse em frente.” – refere Armando Vilela.

Ser Prova Internacional

“Sinto muita alegria. Muita alegria. Ontem estava um pouco expectante, porque o tempo não estava a ajudar, mas hoje o tempo está bom, embora um pouco nublado, mas acho que vai tudo correr bem. Os atletas estão felizes, estão contentes. O Clube de Vela do Barreiro está animado. Há aqui muita gente e espero que amanhã venha mais gente” – salientou.
“Eu acho que esta prova tem todas as condições para se afirmar. Acho que sim. Precisamos é, todos, na segunda feira, sentarmo-nos e começarmos a preparar a 2ª edição, se tivermos essa coragem, nós conseguimos não só colocar esta prova, não só no panorama nacional, mas também no panorama internacional, e desta forma seremos capazes de colocar o Barreiro no trajecto da Vela Internacional. Devemos pensar nisso, devemos trabalhar para isso – o Barreiro merece.

Cativar a juventude

A encerrar a nossa conversa Armando Vilela salienta que – “Um dos problemas que eu encontrei foi sentir a necessidade de mudança de mentalidades, levar as pessoas a acreditar que é possível fazer coisas e fazer coisas na Vela, aqui no Barreiro. Muita gente criticou, muita gente disse que isto era impossível. Muita gente criticou por estarmos apostar na Vela, por considerarem que é um desporto elitista.
A vela não é elitista. É verdade que os barcos são caros. Mas está aí o Clube de Vela do Barreiro, e está aí o Álvaro Marinho que são um exemplo que demonstra como a Vela não é um desporto de élites, e também demonstrar que é possível, no Barreiro, fazermos coisas bonitas e realizarmos provas, aqui na nossa terra, com a presença de grandes nomes do desporto mundial e com uma grande representatividade Olímpica. Não há desportos elitistas.
Esta iniciativa contribui para cativarmos os jovens das nossas escolas, os jovens da nossa cidade, para esta prática desportiva e também para outras actividades desportivas, é isso que eu acho que é importante seu o contributo deste evento ao trazer, aqui ao Barreiro, grandes nomes internacionais do desporto.”
E, após a nossa breve conversa, Armando Vilela lá partiu, atarefado, porque o dia estava a começar e muito trabalho pela frente, numa equipa em grande labuta para que tudo decorra com “qualidade”.
E, no Tejo, lá estavam a navegar...dos melhores velejadores do mundo.

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