Emídio Xavier, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro“O Barreiro tem, já hoje, uma visibilidade diferente”
Emídio Xavier, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, numa breve conversa com “Rostos” faz o balanço da Feira de Negócios e salienta ser fundamental motivar e envolver os empresários do Barreiro na construção do novo projecto de cidade.
Por S.P.
Estamos na fase final da Feira de Negócios qual o balanço que faz da realização desta actividade?
“Antes demais devo dizer que, naturalmente, sendo a primeira Feira de Negócios, nomeadamente vocacionada para a área de Construção Civil, ela teve os problemas habituais que se colocam no arranque destes processos.
A preocupação que houve foi contribuir para dar alguma resposta à situação de alguma dificuldade do sector da construção civil, dando possibilidade aos empresários barreirenses de divulgarem os seus projectos e as suas actividades.
A Feira de Negócios deve ser encarada como uma tentativa de a própria autarquia promover o envolvimento, e ela própria envolver-se, numa perspectiva do desenvolvimento económico.
Não é mais possível que uma autarquia como a do Barreiro, pelo facto dos empresários serem uma actividade privada, admita que essa actividade tenha que ser feita à margem do próprio projecto de cidade.
A Feira de Negócios foi colocada num local que a autarquia aposta que seja um centro de referência do Barreiro – o Parque da Cidade.
Acreditamos que num projecto como este os próprios empresários da Construção Civil se possam, em simultâneo, encontrar e criarem sinergias nos seus projectos e discutirem os diferentes projectos, porque tal ajuda a melhorar a qualidade dos mesmos e encontrar uma estratégia comum na área da Construção Civil, porque esta área tem efeitos directos no emprego e efeitos indirectos na qualidade de vida, porque construir uma casa não é apenas um problema de construção civil, é um problema que se reflecte em toda a economia, no desenvolvimento e na criação de postos de trabalho.
Não foi por acaso que começámos com a Feira de Negócios dedicada à Construção Civil mas, naturalmente, iremos avançar para outras áreas, aproveitando a Tenda que existe no Parque da Cidade, com condições razoáveis para realizar este tipo de Feiras, que permitirá que áreas tão diversas como o Automóvel, a Informática, possam ter um contacto mais directo com os cidadãos”.
Que balanço sente por parte dos empresários que participaram nesta primeira Feira de Negócios?
“Os empresários são pessoas, por natureza, com capacidade de risco e, geralmente, em relação à primeiras Feiras alguma receio inicial que os resultados não sejam os mais conseguidos.
Sentimos isso, curiosamente, o ano passado quando apostámos na MEI – Mostra Empresarial e Institucional, nas Festas do Barreiro, e o resultado, em termos empresariais, não foi tão profícuo como deveria ser, mas efectivamente o facto de ter tido uma enorme adesão da população e este ano, já encontramos uma grande disponibilidade de empresários para participar.
Eu acho que o vai acontecer nas Feiras de Negócios é algo semelhante, isto é, o futuro será mais favorável, concerteza, e permitirá que os contactos entre a autarquia e os empresários na possibilidade de mostrarem os seus projectos vai ter mais sucesso.”
A realização deste tipo de Feiras significa também uma mudança de estratégia em relação ao papel do GAE – Gabinete de Apoio ao Empresário?
“ Eu acho que o Gabinete de Apoio ao Empresário que esteve praticamente, eu diria, congelado, com a aposta na sua mudança de instalações, e ter mantido o cordão umbilical com a autarquia, mas poder dar ao empresário a ideia que aquele Gabinete não é um serviço autárquico, mas é um serviço da autarquia para o empresário, veio a mudar o rumo e o relacionamento entre os empresários e o próprio Gabinete de Apoio ao Empresário.
Este projecto de realização das Feiras enquadra-se, naturalmente, na tentativa do GAE aparecer como uma referência para os empresários e permitirá, pensamos nós, dar condições para que o Gabinete do Empresário, com melhores meios, possa, posteriormente, com melhor capacidade de informação, tornar-se uma referência importante na vinda de novos empresários e, também, naturalmente, um suporte para os empresários já existentes.”
Qual o desafio que coloca aos empresários na sua participação no futuro do Barreiro?
“Eu tenho dito que o projecto do Barreiro é um projecto de geração. Eu acho que o Barreiro tem, já hoje, uma visibilidade diferente.
Nos contactos que tenho tido, têm chegado até nós, gente de outros locais, que começam a ver o Barreiro como um local de perspectiva, como um local com futuro.
Nesse contexto, considero que a imagem que temos vindo a procurar acentuar, que o Barreiro deve preservar a sua memória, preservar a sua história, mas ter sobretudo como imagem o futuro, vai permitir que novas áreas de negócio e novos empresários, possam vir a encontrar no Barreiro um local onde efectivamente vale a pena investir e que tem condições de ser um centro na Área Metropolitana de Lisboa e um centro na Margem Sul”.
“Antes demais devo dizer que, naturalmente, sendo a primeira Feira de Negócios, nomeadamente vocacionada para a área de Construção Civil, ela teve os problemas habituais que se colocam no arranque destes processos.
A preocupação que houve foi contribuir para dar alguma resposta à situação de alguma dificuldade do sector da construção civil, dando possibilidade aos empresários barreirenses de divulgarem os seus projectos e as suas actividades.
A Feira de Negócios deve ser encarada como uma tentativa de a própria autarquia promover o envolvimento, e ela própria envolver-se, numa perspectiva do desenvolvimento económico.
Não é mais possível que uma autarquia como a do Barreiro, pelo facto dos empresários serem uma actividade privada, admita que essa actividade tenha que ser feita à margem do próprio projecto de cidade.
A Feira de Negócios foi colocada num local que a autarquia aposta que seja um centro de referência do Barreiro – o Parque da Cidade.
Acreditamos que num projecto como este os próprios empresários da Construção Civil se possam, em simultâneo, encontrar e criarem sinergias nos seus projectos e discutirem os diferentes projectos, porque tal ajuda a melhorar a qualidade dos mesmos e encontrar uma estratégia comum na área da Construção Civil, porque esta área tem efeitos directos no emprego e efeitos indirectos na qualidade de vida, porque construir uma casa não é apenas um problema de construção civil, é um problema que se reflecte em toda a economia, no desenvolvimento e na criação de postos de trabalho.
Não foi por acaso que começámos com a Feira de Negócios dedicada à Construção Civil mas, naturalmente, iremos avançar para outras áreas, aproveitando a Tenda que existe no Parque da Cidade, com condições razoáveis para realizar este tipo de Feiras, que permitirá que áreas tão diversas como o Automóvel, a Informática, possam ter um contacto mais directo com os cidadãos”.
Que balanço sente por parte dos empresários que participaram nesta primeira Feira de Negócios?
“Os empresários são pessoas, por natureza, com capacidade de risco e, geralmente, em relação à primeiras Feiras alguma receio inicial que os resultados não sejam os mais conseguidos.
Sentimos isso, curiosamente, o ano passado quando apostámos na MEI – Mostra Empresarial e Institucional, nas Festas do Barreiro, e o resultado, em termos empresariais, não foi tão profícuo como deveria ser, mas efectivamente o facto de ter tido uma enorme adesão da população e este ano, já encontramos uma grande disponibilidade de empresários para participar.
Eu acho que o vai acontecer nas Feiras de Negócios é algo semelhante, isto é, o futuro será mais favorável, concerteza, e permitirá que os contactos entre a autarquia e os empresários na possibilidade de mostrarem os seus projectos vai ter mais sucesso.”
A realização deste tipo de Feiras significa também uma mudança de estratégia em relação ao papel do GAE – Gabinete de Apoio ao Empresário?
“ Eu acho que o Gabinete de Apoio ao Empresário que esteve praticamente, eu diria, congelado, com a aposta na sua mudança de instalações, e ter mantido o cordão umbilical com a autarquia, mas poder dar ao empresário a ideia que aquele Gabinete não é um serviço autárquico, mas é um serviço da autarquia para o empresário, veio a mudar o rumo e o relacionamento entre os empresários e o próprio Gabinete de Apoio ao Empresário.
Este projecto de realização das Feiras enquadra-se, naturalmente, na tentativa do GAE aparecer como uma referência para os empresários e permitirá, pensamos nós, dar condições para que o Gabinete do Empresário, com melhores meios, possa, posteriormente, com melhor capacidade de informação, tornar-se uma referência importante na vinda de novos empresários e, também, naturalmente, um suporte para os empresários já existentes.”
Qual o desafio que coloca aos empresários na sua participação no futuro do Barreiro?
“Eu tenho dito que o projecto do Barreiro é um projecto de geração. Eu acho que o Barreiro tem, já hoje, uma visibilidade diferente.
Nos contactos que tenho tido, têm chegado até nós, gente de outros locais, que começam a ver o Barreiro como um local de perspectiva, como um local com futuro.
Nesse contexto, considero que a imagem que temos vindo a procurar acentuar, que o Barreiro deve preservar a sua memória, preservar a sua história, mas ter sobretudo como imagem o futuro, vai permitir que novas áreas de negócio e novos empresários, possam vir a encontrar no Barreiro um local onde efectivamente vale a pena investir e que tem condições de ser um centro na Área Metropolitana de Lisboa e um centro na Margem Sul”.














