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Comissão de Festas em Honra de São José Operário“As festas do ano passado foram graciosas, por isso pensamos que este ano dê ainda um salto qualitativo”

Começaram em 1959 e, com altos e baixos foram-se mantendo ao longo dos anos. Hoje, “como uma nova maneira de estar e de fazer”, as festas em Honra de S. José Operário estão aí. Vão decorrer de 16 a 25 de Julho, na Baixa da Banheira. O “Rostos” falou com a comissão organizadora, que revelou como decorreram os preparativos e quais os principais atractivos para os festejos deste ano.
4 min de leitura

Por Cátia Pacheco

Foi em 1959 que, por iniciativa do Padre José Feliciano Rodrigues Pereira começaram os festejos na Baixa da Banheira. Com o apoio de uma comissão de banheirenses e do Núcleo de Amigos da Baixa da Banheira foi possível realizar as festas, que na altura decorreram entre os dias 11 e 14 de Julho.
Segundo o Sacerdote, as festas seriam em louvor de S. José Operário porque “a nossa Terra era essencialmente operária e, além disso, aquele santo era advogado das obras difíceis, para o que contava com a sua ajuda para a construção da igreja.”
Ao longo destes 45 anos de festas, existiram algumas interrupções, sobretudo pela inexistência de comissões organizadoras.
Contudo, em 2003, depois de terem sido interrompidas em 2002, uma comissão constituída por dez elementos, “a título voluntário e gracioso” pôs mãos ao trabalho e fez com que a ocorrência das festas fosse uma realidade e “com grande sucesso” mencionou o coordenador da comissão de festas Neutel Felizardo.
Este ano, a estes dez elementos juntaram-se mais alguns membros da igreja e dos escuteiros.

“As colectividades vão poder mostrar todas as actividades que têm ao dispor da população”

Para a sua realização, a comissão de festas conta com o apoio da Câmara Municipal da Moita, da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, de grande parte do comércio e indústria local, da publicidade e venda de terrenos aos feirantes, do apoio da população e também do movimento associativo.
Neutel Felizardo salienta que “a população está com as festas, participa, contribuí com o trabalho e com donativos”.
As colectividades também fazem parte das festas, este ano mais do que nunca. As colectividades vão ser também parte integrante, vão poder mostrar à população todas as actividades que praticam “dentro de portas”. Vão ter disponíveis “stands” onde podem mostrar ao vivo todas as modalidades que têm ao seu dispor.
O coordenador da comissão mencionou que “as festas do ano passado foram graciosas, por isso pensamos que este ano dê ainda um salto qualitativo”.
Para este ano as expectativas para que a festa seja um êxito são grandes. O programa apresenta grandes inovações quer ao nível de espectáculos, quer ao nível cultural e da própria interacção com a população.
Este ano vão estar disponíveis vários espectáculos de animação de rua, pois este “tem sido uma lacuna nas festas anteriores” ressalvou o coordenador.
Outra grande aposta, vai ser o ciclo de debates de áreas diversas que vai estar disponível todas as noites.
Em termos de espectáculos, a população vai poder contar com uma oferta alargada, pois vai ter à sua disposição quatro palcos espalhados pela freguesia. O palco principal, um palco de bailes, um palco da juventude e ainda, um palco destinado ao associativismo.

Mostra de Actividades Económicas

A Mostra de Actividades Económicas vai ser outra das novidades disponíveis nas festas deste ano. Vão estar á disposição de toda a população, sessenta “stands” que vão dar a conhecer os produtos e empresas da freguesia.
Esta iniciativa, não só é importante para a população, como também para os próprios empresários que “desta forma podem levar o comércio até as pessoas”, referiu Neutel Felizardo.
No que diz respeito aos festejos religiosos, o programa também é mais alargado. Para além dos já habituais festejos, a procissão este ano vai contar com a presença de duas bandas, uma delas vindo especialmente dos Açores, e o percurso também vai sofrer algumas alterações, a procissão para além de percorrer as ruas da zona sul vai também se deslocar à zona norte, permitindo desta forma incluir o maior número de pessoas.
O grande desejo desta comissão para que esta festa possa ser um sucesso, é que “corra com muita alegria, que as pessoas se divirtam, e que, sobretudo, saibam receber os que nos visitam”, salientou Neutel Felizardo.
Para que isto seja possível, o coordenador da comissão de festas deixou uma mensagem a todos os leitores do “Rostos”. “Venham á festa, comam a pipoca ou o algodão doce, vejam os espectáculos, a mostra empresarial, e acima de tudo divirtam-se.”

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