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Do simples “Chinquilho” à diversidade e reconhecimento

“O Chinquilho”, uma colectividade fundada no final da década de 40, alcança actualmente um estatuto que inclui a consagração nacional.
6 min de leitura

Por Jornal Rostos

A colectividade “O Chinquilho” foi fundada em 1949 por um grupo de amigos que tinha por hábito reunir-se para jogar o jogo do chinquilho. Antes da sua fundação era apenas um taberna onde se juntavam algumas pessoas para jogar o referido jogo, mais conhecido como o jogo da malha, depois foi surgindo a ideia de se formar uma colectividade para que esse grupo se reunisse e quem sabe até encontra-se novos interessados. Assim fundou-se a colectividade cujo nome pretendia ser uma alusão ao jogo e surgiu “O Chinquilho”.
Os seus fundadores foram Francisco Moita, Manuel da Silva e António Milhareiro sócio nrº1, visto que a ideia partiu dele. Com o passar dos anos a colectividade foi ganhando um novo relevo em várias modalidades desportivas e o espaço da sua infra-estrutura foi reconstruído e modificado, até a colectividade assumir as características pelas quais hoje é reconhecida. Um dos sócios cedeu um terreno para a construção de uma sede mas como já haviam sido efectuadas algumas modificações nas instalações que ocupavam, acabaram por vender o terreno e com os lucros colocaram os equipamentos e infra-estruturas necessárias na actual sede, de modo a que esta ficasse equipada com todo o material necessário para a manutenção do espaço e das actividades que aí são realizadas. Consequentemente, tudo se tornou um ciclo vicioso e a colectividade acabou por ir crescendo e aceitando nas instalações mais actividades para além do jogo tradicional que inicialmente a distinguiu.
As actividades
Actualmente “O Chinquilho” desenvolve e promove várias actividades desportivas, como o karaté, cujo grupo é federado e participa em campeonatos; as danças de salão, cujos praticantes também são federados profissionais e participam em campeonatos tendo alcançado o título de campeões nacionais; o atletismo em que são federados e marcam presença nas maratonas e meias maratonas, tendo ganho várias destas actividades, que normalmente são promovidas pela Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, pela Câmara Municipal da Moita e pela Federação de Atletismo; a ginástica localizada; a ginástica infantil; yoga; kickboxing; bodystep; futebol; hip-hop; actividades desenvolvidas a par com infantários como é o caso da ginástica; marca presença nas Marchas Populares da freguesia, cujo tema centra-se sempre na colectividade e no passado chegou a ter uma equipa de futebol de seniores e um grupo de teatro conceituado, entre outras actividades que lhe proporcionaram um bom reconhecimento.
No que respeita às instalações, estas são constituídas por: um salão onde se praticam várias modalidades incluindo ginástica localizada; um salão maior onde se fazem apresentações de espectáculos, bailes e danças de salão; balneários com capacidade para entre dois a quatro grupos se equiparem ao mesmo tempo; uma sala para o yoga; um gabinete para o atletismo; gabinetes ocupados pela secretaria e direcção e um café.
No sótão das instalações funciona ainda a “Escolinha do Chinquilho” que foi a primeira pré-primária a funcionar nesta zona e tem como objectivo apoiar as crianças da comunidade nos seus primeiros passos escolares.
Apesar de todas as actividades desenvolvidas pela colectividade e de muitas lhe terem dado prestígio e reconhecimento, como é o exemplo da sua pequena escolinha e outras actividades desportivas que alcançaram bons patamares no campo da competição. É importante referir que as danças de salão se tornaram acima de tudo a sua bandeira exterior, visto que nesta área possuem campeões nacionais e são reconhecidos não só a nível nacional mas, também, a nível internacional, pois a modalidade possui a sua sede em Inglaterra, destacando-se desse modo dos praticantes amadores. Assim, tendo em conta tudo o que tem desenvolvido e promovido a colectividade espera que futuramente possa vir dar a conhecer melhor o seu trabalho à comunidade em que se insere.
Na comunidade e no país
Através destas actividades que transportam “O Chinquilho” para o exterior da freguesia e percorrem o país, como é o caso das danças de salão, acabam por dar a conhecer a colectividade, pois é o seu nome que acompanha os atletas para todo o lado, assim como acontece com as outras colectividades.
Nessas digressões acaba-se por encontrar um pouco do espírito bairrista que alimenta as colectividades, as vai dando a conhecer e mantendo como uma realidade do presente impedindo-as de cair no esquecimento e abandono.
A colectividade vive a par com a freguesia onde se insere e como tal presta o seu apoio através das actividades que promove e exerce, complementando assim, de certa forma, a função da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal no fornecimento das infra-estruturas e materiais necessários para que todos possam ter acesso a actividades desportivas, pelo menos de manutenção.
Para além disto “O Chinquilho” prova que o colectivismo pode ser uma presença mais forte na sociedade no que respeita ao aproveitamento e exposição de trabalhos desenvolvidos nas comunidades, pois nos salões da colectividade podemos encontrar expostos vários quadros do pintor Vítor, da freguesia da Baixa da Banheira, o qual tem vindo a dar provas de um trabalho prometedor e no momento tem o seu trabalho exposto no Barreiro.
Tal como a maior parte das colectividades “O Chinquilho” mantém-se com o esforço e dedicação de todos os sócios e dos apoios que a Junta de Freguesia e Câmara Municipal lhe fornecem, como subsídios e outros apoios. Por exemplo, de acordo com um protocolo, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal apoiam as danças de salão nas suas deslocações com o fornecimento de transportes gratuitos e um subsídio.
No entanto não devemos esquecer que, para mantermos o colectivismo vivo é necessário, acima de tudo, manter o espírito voluntário, solidário e de união que desde sempre caracterizou as colectividades.
Agradecimentos
Agradecemos a todos os sócios que nos proporcionaram a recolha de toda a informação e nos e relembraram a importância do colectivismo na sociedade, com especial relevo para a colaboração de José Gomes e de José Rui Alfama, respectivamente presidente e vice-presidente da colectividade.

Ana Ventura

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